Rio de Janeiro, quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012 - 00h26min
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BANGU 2 x 0 APERIBEENSE

FICHA TÉCNICA - Borderô - Súmula
Competição:
Campeonato Estadual - 2ª Divisão (4ª Fase - Grupo K)
Local:
Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho, em Bangu
Data-Hora:
Sábado, 15/11/2008 - 16h (horário brasileiro de verão)
Renda:
R$ 21.540,00
Público:
2.654 pagantes
Árbitro:
Marcelo de Souza Pinto (RJ)
Auxiliares:
Luiz Antonio Muniz de Oliveira (RJ) e Ivan Silva Araújo (RJ)
Cléber Moura, Abílio, Edinho e Márcio Cleick; Valdir (Vinícius), Beto, Fábio Azevedo (Victor Hugo), Fred e Baiano; Bruno Luiz (Daniel) e Sassá.
Técnico: Antônio Carlos Roy.
Zé Romário, Neném, Jorginho (Jonathan), Arthur e Wagner; Everton, Magal (Fabiano), Willian e Wallace (Ronaldo); Fábio Tosca e Adão.
Técnico: Índio.
Fred (Bangu); Wallace, Neném, Jorginho, Adão, Éverton, Willian, Arthur, Zé Romário, Ronaldo e Jonathan (Aperibeense)
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Bangu 1 x 0: Bruno Luiz, aos 15min do 2º tempo
Bangu 2 x 0: Sassá, aos 18min do 2º tempo
 
Clique na imagem para vê-la ampliada

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É campeão! É campeão!
Fonte: Vitor Moniz
Foto: Vitor Moniz
 

Bangu vence Aperibeense em casa e ganha o título da segundona

Bangu e aperibeense entraram em campo na tarde deste sábado (15) para fazer a última rodada do quadrangular final do estadual da segunda divisão. Com a vitóra o Bangu chegou aos 13 pontos e sagrou-se campeão e assegurou o acesso para jogar o cariocão 2009. Com a derrota o Aperibeense permaneceu com 7 pontos e ficou em terceiro. O outro classificado foi o Tigres do Brasil que venceu o Olaria e ficou com a segunda posição e a segunda vaga com 11 pontos.

"Quem espera sempre alcança, nunca perde a esperança e eu esperei. A minha vez chegou hoje no campeonato o Bangu abafou. E hoje com alegria no meu coração eu grito bem alto. O Bangu é campeão"

O trexo da música de Professor Afonso traduz exatamente o sentimento de todos os banguense existentes no Brasil. Depois da taça Rio de 1987, enfim o Bangu volta a ganhar um título. Apesar da alegria dos Alvirrubros o título nao veio com facilidade e apenas na segunda etapa a torcida pôde soltar o grito de campeão.


O Jogo

O Bangu começou indo para cima do Aperibeense, mas esbarrava nas faltas que o time de Aperibé fazia. O gigante da beira linha entrou muio nervoso em campo e a qualquer coisa marcada a favor do time da casa era uma reclamação tremenda. Em 15 minutos de jogo o time visitante já havia recebido três cartões amarelos. Aos 16 minutos em uma falta na meia lua de ataque banguense Baiano cobrou, Zé Romario bateu roupa e o zagueiro Artur mandando para escanteio. O Bangu pressionava e todos sabiam que o gol seria questão de tempo. A zaga do alvinegro tinha muito trabalho nos escanteios cobrados por Valdir e por umas três oportunidades a bola já havia passado do goleiro quando o zagueiro afastava o perigo. Como de perto não estava dando certo o time da casa começou a tentar os chutes de longe, entretanto a bola insitia em não entrar, ora a bola ia para fora, ora o experiente goleiro de Aperibé fazia a defesa. Aos 41 minutos a chance mais clara do primeiro tempo. Sassá foi lançado no costado da zaga entrou na área e tocou para Bruno Luiz que sozinho com o goleiro, tentou colocar a bola e acabou errando o gol. Aos 43 minutos a única chance do time do Noroeste do estado. Chute de Adão, Cléber Bateu roupa e Abílio chegou para tirar o perigo.

No segundo tempo o jogo ganhou um tom dramático, pois o Tigres do Brasil já vencia o Olaria por 3 a 0. Com o resultado os Garotos de Moça Bonita estavam se classificando, embora em segundo lugar, mas a torcida e comissão técnica queriam o título. O Bangu voltou pressionando mais ainda, todavia esbarrava na boa atuação do golerio Zé Romário. Até que aos 16 minutos Valdir cobrou o escanteio e o zagueiro do Aperibeense tentou cortar e colocou a bola no fundo das redes, entretanto o árbitro Marcelo Souza Pinto deu o gol para Bruno Luiz. Bangu 1x0. A festa estava formada. Três minutos depois Bruno Luiz foi lançado em um contra-ataque e cara a cara com o goleiro podendo dribá-lo ou chutar de fora da área mesmo, deu um presente para Sassá entrar com bola e tudo fazendo o gol do Título. Daí em diante foi só esperar a o apito final e comemorar.

Final: Bangu 2 x 0 Aperibeense.


Opiniões:

Roy: "Conseguimos nosso objetivo, voltamos com o Bangu de onde ele nunca deveria ter saído."


A festa:

Após o jogo a torcida Banguense saiu em carreata até a sede do Clube. Chegando lá a festa comeu solta, mesmo sem som. Até que os adeptos banguense sentiram falta do time do bangu que estava comemorando em um restaurante que patrocina o time. Nova carreata. Aí a festa ficou completa.

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Bangu está de volta à Elite do Futebol Carioca: 2 a 0
Fonte: Uruan Júnior/Agência FERJ

Foto: Buda Mendes/Agência FERJ
 

O retorno foi em grande ESTILO. Após quatro anos na Segunda Divisão do Futebol Carioca, o Bangu está de VOLTA à Primeira Divisão. De quebra, a equipe de Moça Bonita conquistou o TÍTULO da competição, ao vencer, na tarde deste sábado (15/11), o Aperibeense por 2 a 0, em seu Estádio de Moça Bonita, que neste domingo, completará 61 anos. Bruno Luiz e Sassá marcaram os gols do alvirrubro. Na outra partida do Quadrangular Final, o Tigres do Brasil goleou o já eliminado Olaria, em Xerém, por 4 a 0, e conquistou a segunda vaga e o inédito acesso para a primeira divisão com apenas quatro anos de existência. O time de Xerém e o Bangu substituirão América e Cardoso Moreira, rebaixados na última edição do Campeonato Carioca.


A DECISÃO

Sob forte calor, que fazia no Estádio, as duas equipes entraram nervosas para a decisão. O Bangu, que precisava apenas do empate, errava muitos passes. Pelo lado do Aperibeense, muito nervosismo, que reclamavam a cada marcação do árbitro Marcelo de Souza Pinto. A partir dos 35 minutos, o jogo melhorou. Na primeira chance de gol da partida, Valdir cobrou falta e Bruno Luiz cabeceou por cima do gol de Zé Romário. O Aperibeense chegou aos 41, em chute cruzado de Willian que Cléber Moura defendeu. Aos 44, a melhor oportunidade de gol dos primeiros 45 minutos. Fábio Azevedo lançou Bruno Luiz. O atacante livre, na pequena área, tocou fraco nas mãos de Zé Romário.

Na etapa complementar, vieram os gols do TÍTULO. Na volta para o segundo tempo, jogadores e comissão técnica do Bangu já sabiam da vitória parcial do Tigres sobre o Olaria: 3 a 0. Com o placar em Xerém, o título só ficaria em Moça Bonita em caso de vitória. Aos 5 minutos, Baiano cobrou escanteio pela esquerda, Sassá cabeceou e Zé Romário fez grande defesa, espalmando para fora. Aos 16, saiu o primeiro gol da decisão. Valdir cobrou falta, e Bruno Luiz se antecipou, marcando de cabeça: Bangu 1 a 0. Este foi o décimo gol do atacante na competição. Dois minutos depois, mais festa em Vermelho e Branco. Num contra-ataque rápido, Bruno Luiz foi lançado sozinho. O atacante avançou e, quando estava na frente do goleiro Zé Romário, tocou para Sassá livre, empurrar a bola para o fundo da rede: 2 a 0. Com o placar definido, a equipe de Aperibé não teve mais forças para nenhuma reação. Ao Bangu, foi só administrar o resultado e esperar o apito do árbitro para levantar a TAÇA. Taça esta, que chegou de Helicóptero juntamente com o Presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), Dr. Rubens Lopes da Costa Filho, que a entregou ao Capitão Beto. Aos gritos de "É campeão" e "O Banguzão voltou", a torcida presente ao Estádio fez a FESTA.

Para o Presidente do clube, Jorge Varela, a conquista foi a coroação de um longo trabalho:

-"Estamos todos de parabéns. Este título foi mais que merecido. Só nós sabemos das dificuldades que passamos ao longo de todo o campeonato. Agora é comemorar e a partir de segunda-feira pensarmos no Carioca-09. Agora posso descansar já que estou duas noites sem dormir"- disse, o Presidente muito emocionado.


Sassá: o homem das decisões

Criado nas categorias de base do Bangu Atlético Clube, o atacante Sassá comemorou na tarde deste sábado (15/11) o seu segundo título Estadual no ano. Mais do que os títulos, o jogador mostrou o seu faro de atacante ao fazer gols decisivos. Assim como havia ocorrido na decisão da categoria de Juniores contra o Sendas Esporte, Sassá deixou a sua marca numa decisão de campeonato. Após o jogo, o atacante era só alegria:

-"Fico muito feliz em poder comemorar mais um título com a camisa do Bangu. Agradeço ao técnico Mazolinha da equipe de Juniores e ao técnico Roy pela oportunidade no time profissional" - disse, o atacante.

Quando perguntado se estaria pronto para disputar a Primeira Divisão com a camisa do Bangu, Sassá foi enfático:

-"Com certeza. Sempre sonhei com este dia"- definiu.


Números não deixam dúvidas: título foi mais que merecido

Foto: Buda Mendes/Agência FERJ
 

Foram quatro anos na Segunda Divisão do Futebol Carioca até que, neste sábado, veio o retorno à Primeira Divisão. Com números expressivos, a campanha do Bangu ao longo de toda a competição não deixa nenhuma dúvida: O TÍTULO foi mais que merecido. Em 30 jogos disputados, foram 20 vitórias, seis empates e apenas quatro derrotas. A equipe teve o melhor ataque e a defesa menos vazada: foram 52 gols marcados e apenas 21 sofridos.

Ao longo de TODAS as quatro fases da competição, o Bangu terminou com a melhor campanha, em primeiro lugar do seu grupo. Outro dado interessante: Pela primeira vez, o clube conquistou o Campeonato Estadual das duas principais categorias: Juniores e Profissionais.

Sassá, que já havia marcado na DECISÃO de Juniores contra o Sendas Esporte, marcou novamente desta vez, contra o Aperibeense.


Campanha do título de 2008:

30 jogos com: 20 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. 50 gols pró e 21 gols contra. Artilheiro do time na competição: Bruno Luiz (10 gols)

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Bangu vence Aperibeense e volta à elite do Carioca
Fonte: Rafael Verly (Assessor de imprensa dos jogadores Valdir, Abílio, Fred e Victor Hugo)

Valdir e Fred faturam bicampeonato da Segundona

O Bangu venceu o Aperibeense por 2 a 0 neste sábado, em Moça Bonita, voltou à Primeira Divisão do Campeonato Carioca, e conquistou a Segundona.

Os gols da partida foram marcados por Bruno Luiz e Sassá. O outro integrante é o novato Tigres, que venceu o Olaria por 4 a 0.

O lateral-direito Valdir ainda conquistou seu segundo título da Segundona Carioca. No ano passado, ele faturou o caneco pelo Resende.

- Entramos para a história do Bangu. Fico muito feliz em ter ajudado o clube - disse o lateral, vice-artilheiro do clube na competição com nove gols.

O zagueiro Abílio agradeceu os companheiros na longa caminhada de 30 jogos.

- Passamos algumas dificuldades, mas felizmente conseguimos essa conquista - afirmou.

Já o volante Fred, outro que levou o bicampeonato da Segundona, era só alegria.

- Temos que comemorar e muito esse título. Merecemos muito. Algumas pessoas não respeitaram nossa equipe e mostramos que não somos cavalo paraguaio - disse.

Confronto contra o Tigres foi jogo-chave da conquista do Bangu

Partida da quarta fase é apontada por Valdir e Abílio como essenciais para título

Após faturar o título da Segunda Divisão do Campeonato Carioca, o lateral-direito Valdir e o zagueiro Abílio elegeram o jogo-chave da campanha do Bangu.

- Tivemos partidas importantes como contra o Angra, na primeira fase, Aperibeense, na terceira fase, mas o jogo chave foi a vitória por 1 a 0 fora de casa contra o Tigres. Vínhamos de derrota e conseguimos vencer. Foi nossa arrancada. – disse o lateral, que contou uma particularidade do time.

- Depois de um jogo contra o Olaria, na segunda fase, colocamos uma reportagem no nosso vestiário que dizia que tínhamos vencido com ajuda da arbitragem – completou Valdir.

O zagueiro Abílio falou da motivação extra que o Bangu teve quando entrou para enfrentar o Tigres.

- Eles falaram demais. Foi noticiado que eles estariam bancando o Aperibeense. Ficamos chateados e a partir daí decidimos que esse título não poderia ser deles – disse o zagueiro.


Victor Hugo, o mais polivalente do Bangu

O apoiador Victor Hugo participou de 23 dos 30 jogos do Bangu na campanha vitoriosa da Segundona Carioca. O jogador foi uma espécie de amuleto do técnico Roy durante a competição.

Victor se destacou pela versatilidade. Atuou tanto em sua posição original, o meio-de-campo, quanto na lateral-esquerda. Ele ainda marcou três vezes na competição.

- Procurei sempre ajudar o time da melhor maneira possível. O professor Roy confia muito em mim e graças a Deus conseguimos esse título e entrar para a história do Bangu – disse o apoiador.

Esse foi o segundo título Estadual de Victor Hugo. Ele já havia faturado a Segundona pelo Boavista
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Bangu e Tigres sobem para a elite do futebol carioca
Fonte: Lancepress!
Foto: Paulo Wrencher
 
Bruno Luís marcou para o Bangu na vitória contra o Aperibeense, que marcou o retorno do Alvirrubro à elite

Atuando em seus domínios equipes vencem Aperibeense e Olaria, respectivamente

Depois de quatro anos o Bangu está de volta à elite do futebol carioca em 2009. Apoiado por sua animada torcida que não parava de entoar cânticos de apoio ao time e que lotou as arquibancadas de Moça Bonita, a equipe da Zona Oeste derrotou por 2 a 0 o Aperibeense, na tarde deste sábado, e garantiu o título da Segunda Divisão do Campeonato Carioca. Com o resultado, os donos da casa chegaram a 13 pontos no quadrangular final do Estadual. A equipe de Aperibé encerrou sua participação com sete pontos.

Os gols que devolveram os banguenses à elite foram marcados por Bruno e Sassá, ambos no segundo tempo.

Mas a tarde também foi de festa em Xerém. Com a vitória por 4 a 0 sobre o já eliminado Olaria, o Tigres foi a 11 pontos e ficou em segundo lugar no quadrangular, o suficiente para garantir de forma inédita a vaga na Primeira Divisão do Rio de Janeiro. O Olaria encerrou sua participação com três pontos.

Eduardo e Cleiton anotaram duas vezes cada e deram a vitória ao time de Xerém.


Roy não sabe se permanece no Bangu em 2009

Contrato com o Resende pode impedir treinador de comandar equipe da Zona Oeste

Um dos mais eufóricos pela conquista do Bangu era o treinador Carlos Roy. No entanto, as chances dele comandar a equipe da Zona Oeste no Campeonato Carioca da Primeira Divisão em 2009 são remotas.

- Tenho um contrato com o Resende. Evidentemente que seria um prazer comandar o Bangu na elite do futebol do Rio de Janeiro - revela o técnico.

Autor de um dos gols na vitória por 2 a 0 sobre o Aperibeense, o atacante Bruno Luís teve motivos de sobra para comemorar.

- O Bangu estava há quatro anos na Segunda Divião. Estou muito feliz por ter sido o artilheiro do time com 11 gols e, claro, ter o ajudado o clube a subir - afirmou o jogador.


Taça chega de helicóptero à Moça Bonita

Rubens Lopes, presidente da Ferj, nega que houve favorecimento ao clube da Zona Oeste

A taça designada ao campeão da Segunda Divisão do Campeonato Estadual chegou ao estádio de Moça Bonita antes mesmo do término da partida que carimbou o passaporte do Bangu de volta à elite do futebol carioca. E de helicóptero, nas mãos do presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, torcedor confesso do clube.

- Evidentemente que eu estou feliz. Todo mundo tem um time do coração e o meu é o Bangu. O time conquistou tudo tecnicamente dentro de campo e contrariou uma série de prognósticos de que as pessoas diziam que o Bangu seria ajudado. Pelo contrário, acho que no momento atual, até pelo fato de o presidente torcer pelo Bangu ele é até prejudicado - disse Rubens Lopes, que completou:

- No Bangu tudo tem de ser mais rígido. Todos têm de estar dentro da correção. Parabenizo a todos e, principalmente, a diretoria do Bangu e aos atletas que conquistaram esse título. Não existe arrumação alguma. As equipes têm de se preparar para conquistarem seus lugares por méritos técnicos.

Do lado adversário, o prefeito da cidade de Aperibé, Paulo Fernandes, reclamou dos cartões amarelos dados à sua equipe no primeiro tempo - foram oito apenas na etapa inicial.

- Nosso time foi muito aguerrido, jogou muito bem. o juiz chegou a amedrontar os jogadores mostrando os cartões. Isso intimida o jogador. Infelizmente não havia saída. Mas começamos a perder o campeonato quando fomos prejudicados contra o Olaria - lamentou o político, que fez questão de cutucar o presidente da Ferj, Rubens Lopes.

- Incomodamos este ano, quem sabe ano que vem conseguimos nossa vaga. Mas temos que depender da confederação e estar dentro do sistema do futebol. O presidente é uma pessoa que temos amizade com ele, mas na verdade ele é um presidente do Bangu - disparou.

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Bangu vence o Aperibeense por 2 a 0 e conquista o título da Segundona
Fonte: Colin Foster (FutRio)

Agora, sim! Depois de ter comemorado durante dez minutos sem saber que não subiria de divisão na última quarta-feira (12), o Bangu conquistou o título da Segundona ao vencer por 2 a 0 o Aperibeense, na tarde deste sábado (15), no estádio de Moça Bonita. Bruno Luiz e Sassá marcaram os gols do Alvirrubro, que agora volta à elite do futebol depois de quatro anos afastado.

Na outra partida, o Tigres goleou o já eliminado Olaria, em Xerém, por 4 a 0, e conquistou a segunda vaga e o inédito acesso para a primeira divisão com apenas quatro anos de existência. O time de Xerém e o Bangu substituem América e Cardoso Moreira, rebaixados na última edição do campeonato.


Bangu faz péssimo primeiro tempo e vai para o intervalo como vice-campeão


Sob forte calor, as duas equipes entraram nervosas com a decisão. O Bangu, que precisava apenas do empate, parecia ansioso com a proximidade do título, e errava muitos passes. Do lado do Aperibeense, que ainda tinha chances de subir, destaque para o descontrole emocional dos jogadores, que reclamavam muito a cada marcação do árbitro Luiz Antonio Silva Santos, mas a verdade é que o Galo de Aperibé levou 10 cartões amarelos na partida.

Somente aos 36 minutos as primeiras chances claras de gol: Do lado esquerdo do campo, onde se destacavam Baiano e Sassá, Valdir cobrou falta e Bruno Luiz cabeceou por cima. Logo na saída de bola, erro da defesa e a bola sobrou para o capitão Beto, que arriscou de longe, também para fora. O Aperibeense só chegou aos 41, em chute de Willian que Cléber Moura defendeu com tranqüilidade.

Aos 44 minutos, o artilheiro Bruno Luiz perdeu uma chance inacreditável. Novamente pela esquerda, Baiano lançou Fábio Azevedo por cima da zaga. Sozinho, o meia esperou a saída de Zé Romário e tocou para Bruno Luiz, na pequena área. O atacante demorou muito para dominar, e chutou fraco, dando tempo para que Zé Romário se recuperasse e ainda espalmasse. A zaga afastou mal, e a bola sobrou novamente para Bruno Luiz, que chutou de bico, e Zé Romário mandou para fora, eo Bangu desceu para os vestiários sem o título da Segundona, já que em Xerém o Tigres vencia o Olaria por 2 a 0.


Tigres amplia em Xerém, mas Bruno Luiz e Sassá dão show: Bangu campeão!

Foto: Colin Foster
 

Na volta para o segundo tempo, Roy preferiu continuar apostando no seu meio-de-campo com três volantes. O time tinha força na defesa, maracava e desarmava bem, mas passava mal e tinha pouca criatividade. As melhores chances vinham de bola parada, e foi assim que o Bangu quase marcou o primeiro, aos cinco minutos: Baiano cobrou escanteio pela esquerda, Sassá cabeceou à queima-roupa e Zé Romário fez uma grande defesa, espalmando para fora.

Enquanto o alvirrubro cometia os mesmos erros do primeiro tempo, o Tigres abria 3 a 0 sobre o Olaria e aumentava sua diferença no saldo de gols, já que os dois times tinham a mesma pontuação. Aos 13 minutos, a história começou a mudar. Sassá sofreu falta na ponta direita, e Baiano bateu com veneno. Zé Romário afastou, e no rebote a bola sobrou para Valdir, que chutou com muita força, mas o goleiro mostrou estar em grande forma, espalmando brilhantemente para fora.

Quem piscou, perdeu os gols do título bangüense, que vieram em dois minutos. Aos 16, Sassá, novamente, sofreu falta, dessa vez na esquerda. Baiano cobrou, e Bruno Luiz se antecipou bem, mandando de cabeça para o fundo do gol, abrindo o marcador e marcando seu décimo gol na competição. Apenas dois minutos depois, roubada de bola na defesa e Bruno Luiz é lançado sozinho. O atacante avançou e, quando estava frente-a-frente com Zé Romário, preferiu tocar para Sassá, livre, apenas empurrar a bola para o fundo da rede, e marcar o segundo gol.

A partir daí, foi só cadenciar o jogo. Bruno Luiz teve mais uma chance, mas desperdiçou ao tentar encobrir Zé Romário. Roy o sacou e o atacante saiu ovacionado, enquanto o time passou a tocar a bola, aos gritos de olé, e de "é campeão". Com o apito final, a torcida explodiu de vez, e os jogadores comemoraram muito o retorno da elite à primeira divisão. Depois do capitão Beto receber a taça das mãos de Rubens Lopes, da Ferj, que chegou ao campo de helicóptero, o único canto que se ouvia era o que a torcida mais queria entoar: "O Banguzão voltou!".


Cléber Moura: o paredão Alvirrubro de Moça Bonita

Foto: Colin Foster
 
Cléber Moura em treino específico.
Goleiro é sempre um dos últimos a ir embora

Ele representa bem a posição de goleiro. Discreto, Cléber Moura pouco aparece para os holofotes, apesar de ser um dos destaques do Bangu, campeão da Segundona. Comandante da melhor defesa da competição, com 20 gols sofridos em 28 jogos, o goleiro concedeu entrevista exclusiva ao FutRio, revelou as dificuldades vividas no início do trabalho em Moça Bonita, e garantiu: Roy foi fundamental na escolha do clube.

Reserva de Erivélton durante a disputa do campeonato estadual de 2008, o goleiro seguiu no clube durante a Copa Rio, e tudo indicava que permaneceria também para a Série C do Campeonato Brasileiro, o que o fez até mesmo recusar uma proposta do Nova Iguaçu. Porém, em vias renovar o contrato, recebeu a notícia de queseria dispensado ao término do acordo, no início de maio, pois o Boavista traria Silvio Luiz.

Mas há males na vida que vêm para o bem, e a saída conturbada de Saquarema fez o goleiro desarrumar as malas em Moça Bonita, onde viria a ser considerado um dos melhores jogadores da Segundona. Ele recusou propostas financeiramente melhores de outros clubes por motivos que ele deixa bem claros: o desafio de recolocar o Bangu na primeira divisão e o fato de trabalhar com Roy.

"Recebi uma ligação do Angra e outra do Bangu no mesmo dia, mas preferi apostar no desafio de recolocar esse gigante adormecido no devido lugar. Aceitei pela história, pela visibilidade que nos trará disputar a primeira divisão. Algumas pessoas me questionaram, mas acho que dei um passo atrás para dar dez à frente, e termino o ano com o objetivo de recolocar o clube na primeira divisão cumprido", garante o jogador.


Primeiros dias no Bangu foram sofridos

Qualquer um que chega ao estádio de Moça Bonita constata as dificuldades vividas pelo clube. Mas poucos sabem que a situação já foi muito pior. Recusas de jogadores, alimentação inadequada e até mesmo falta de roupas para treinar foram lembradas pelo goleiro. Mas Cléber prefere valorizar os jogadores que permaneceram até o final.

"Chegamos e, nos primeiros dias, não tinha nem roupa para treinar. Alguns jogadores vieram, treinaram um dia, e foram embora. Quem ficou, ficou de coração, porque queria estar no Bangu, e digo, com sinceridade, que se um grupo merece esse título, é o nosso. Poucos jogadores passariam o que passamos, e isso tudo valoriza muito a conquista", desabafa.


São Paulo é a inspiração

Miranda, André Dias e Rodrigo formam, no São Paulo, o trio de defesa mais respeitado do Brasil. Apesar de não ter sido o time que sofreu menos gols no Brasileirão de 2008, o tricolor paulista conquistou esse status ao longo dos últimos anos. E vem do Morumbi a inspiração de Cléber Moura e do trio de zaga do Bangu nos jogos. Segundo o goleiro, é prática comum assistir jogos do líder do Brasileirão e trocar idéias.

"Os números mostram que a nossa defesa foi a melhor. Quando o Roy começou o trabalho, disse que queria um sistema defensivo sólido, e que isso era meio caminho andado para o sucesso na Segundona. Eu e os zagueiros conversamos muito, e nos espelhamos na defesa do São Paulo, que erra pouco. Hoje o futebol é muito igual, muito físico, e é decidido mais no erro do quenum lance trabalhado", revela.


Torcedora manda recado aos quatro grandes: "Só vai dar Bangu!"

Foto: Colin Foster
 
Lilian, torcedora do Bangu

Na final do Campeonato Brasileiro de 1985, contra o Coritiba, o Bangu colocou 91.527 pessoas no Maracanã. Na ocasião, depois do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, o alvirrubro foi derrotado pelo Coxa nos pênaltis, por 6 a 5, e ficou com o vice-campeonato nacional, maior feito da história do clube.

De lá para cá, o número de torcedores bangüenses presentes nos jogos tem diminuído. Mas a paixão dos "sobreviventes", não. Prova disso é a dona de casa Lilian Oliveira. Aos 44 anos, ela garante acompanhar os jogos de todas as categorias do clube, e se emocionou com o retorno do Bangu para a primeira divisão. Segundo Lilian, ela só não esteve presente em duas partidas e, curiosamente, foram duas derrotas.

"Acompanhei quase todos os jogos do Bangu neste ano. Infelizmente, não assisti as duas partidas contra o Aperibeense e, por acaso, o Bangu perdeu ambas. Vejo o infantil, juvenil, juniores e os profissionais. O que mais posso falar? A paixão está neste coração, e ele é Bangu", disse a dona de casa.

Lilian, que é declaradamente fã do lateral-direito Fabiano e do apoiador Victor Hugo, admitiu que o acesso do Bangu é um peso a menos nas costas, e disse acreditar que o alvirrubro na primeira divisão é bom para todos. Os chamados "quatro grandes" também não foram poupados, e para a torcedora, o Bangu vai fazer bonito em 2009.

"Acho que termos ido para a primeira divisão foi a melhor coisa que poderia acontecer para todos. O Bangu é um time centenário, com peso na camisa. Somos vice-campeões brasileiros, campeões cariocas. Merecemos a oportunidade de estar na elite do futebol estadual e brasileiro, e brigar de igual pra igual com os times chamados grandes. Não somos um time pequeno, somos grandes. Com certeza só vai dar Bangu, e eles podem se preparar", profetizou a torcedora, que também mandou um alerta ao presidente do clube, Jorge Varela.

"O presidente Varela tem que prestar atenção nesse recado que eu vou dar: não venda nossos jogadores, porque o nosso elenco é de primeira", pediu Lilian, preocupada com o futuro do grupo bangüense, formado quase em sua totalidade por atletas emprestados.


Valdir, o grande destaque do Bangu e da Segundona

No início da Segundona, Hiroshi despontou como candidato a destaque do Bangu. Depois da lesão do atacante, Bruno Luiz apareceu marcando gols importantes. Mas, no fim das contas, quem termina a temporada como grande jogador do alvirrubro no ano é o lateral-direito Valdir. Aos 20 anos, o atleta balançou nove vezes as redes adversárias, e ficou a apenas dois gols de Bruno Luiz como goleador da equipe, e a quatro de Assumpção, do Olaria, na artilharia geral.

Valdir surgiu como grande promessa da Cabofriense, clube que detém seu passe, ao fazer bom campeonato brasileiro da Série C em 2006. No estadual de 2007, não foi tão bem, e acabou emprestado ao Resende para a disputa da Segundona do mesmo ano. Lá, conquistou o campeonato e disputou a primeira divisão pela equipe do sul-fluminense sob o comando do técnico Roy.

Um dos destaques do Gigante do Vale, caçula na elite estadual, se transferiu para o Brasiliense-DF, onde ficou por quatro meses. Mas, antes de acabar voltando para o Rio de Janeiro, quase foi parar no maior rival do Jacaré, o Gama. Um dos grandes motivos da ida para o Bangu? Roy.

"Pelo Resende, na Segundona, ganhei maturidade, e no Brasiliense joguei por quatro meses com atletas rodados e experientes, como Athirson e Iranildo. Quando saí do clube, recebi uma proposta do Gama-DF, que era dirigido pelo Ademir Fonseca. Ele conhecia meu trabalho, mas o Roy pesou muito na minha decisão de vir para o Bangu. Sempre conversava com ele por telefone, e quando soube do grupo que tinha sido montado, disse que chegaria, e não deu outra", revela Valdir, antes de contar que não demorou para recusar proposta do Silva Jardim e aceitar o convite do comandante bangüense.

"O Gama não estava bem na Série B, e tinha problemas de salários. Recebi uma proposta do Silva Jardim para ganhar mais do que aqui no Bangu, mas quando o Roy me ligou perguntando se eu queria vir, respondi na mesma hora que sim", conta o lateral, sobrinho e neto de banguenses.


"Família Bangu" e grupo de guerreiros ficarão na memória

Foto: Colin Foster
 
Valdir é abraçado por Baiano após marcar o gol de empate contra o Olaria

Se existe uma característica marcante no Bangu de 2008, é a união dos jogadores. Sempre vibrantes, é raro ver algum atleta da equipe não se entregar nas partidas e todos sempre destacam o conjunto. Mas as dificuldades superadas vão além dos jogos. A má condição do estádio, por exemplo, é apenas um dos obstáculos superados nesta temporada. Valdir garante que a "Família Bangu", como denominou o grupo, ficará guardada na memória.

"Quando cheguei aqui, a estrutura me assustou, mas quem quer vencer na vida tem que superar tudo. Nós, jogadores, sabíamos que, mesmo com as dificuldades, uma boa campanha pelo Bangu traria visibilidade. Não foi fácil, passamos por discriminações quanto às arbitragens, mas aqui é um grupo de guerreiros, de amigos, é a família Bangu", diz o lateral, que também revelou o espisódio mais marcante do ano.

"Antes do jogo contra o Tigres, a nossa oração foi tão forte, que nós saímos chorando do vestiário. Não há desavenças, todos se gostam, e esse foi o ponto forte do time. A família que montamos, crescendo nas adversidades", conta.


De 2005 a 2008, quatro anos de angústia para a torcida bangüense

Foto: Colin Foster
 

Foram quatro anos na segunda divisão, e campanhas bastante distantes entre si. Neste ano, o aproveitamento do clube foi excelente: 73,3% dos pontos conquistados, com 20 vitórias em 30 jogos e o merecido título da Segundona. Mas, antes disso, o alvirrubro já bateu na trave e fez más campanhas. O FutRio relembra a caminhada do alvirrubro e a angustiante espera da torcida para rever o time na Primeira Divisão do futebol estadual.


No primeiro ano, Bangu fica por dois pontos. Em 2006, seletiva é anulada

Logo em 2005, primeira temporada depois da queda, a campanha do alvirrubro foi boa e o time chegou à fase final da competição. O acesso ficou a apenas dois pontos. Na ocasião, os confrontos diretos contra o Nova Iguaçu, promovido, decidiram a vaga: o empate em 1 a 1 em Moça Bonita e a derrota por 2 a 1 na Baixada deram à torcida a certeza de mais um ano de angústia.

O aproveitamento total dos pontos na ocasião foi de 64,8%: o Bangu conquistou dez vitórias, cinco empates e três derrotas em 18 partidas. Já em 2006, um balde de água fria: eliminado ainda na primeira fase, num modestíssimo 19º lugar geral, com apenas 18 pontos. Foram apenas quatro vitórias e seis empates em 14 jogos, e um aproveitamento de 42,8%. Uma nova esperança surgiu com a Seletiva para a Primeira Divisão, que abriu 4 vagas.

O Bangu teve a melhor campanha, com cinco vitórias, oito empates e apenas uma derrota: 23 pontos conquistados, primeira colocação com 63,3% de aproveitamento geral e, teoricamente, o acesso à primeira divisão. Mas o Ministério Público anulou a competição por irregularidades. Não foi desta vez que o alvirrubro voltou à elite do futebol estadual.


Decepção na temporada de 2007. Em 2008, brilhante campanha e alívio

Sem a mesma força de 2006, o Bangu teve sua pior campanha na Segundona. Com a equipe dividida entre a Série C do Brasileirão pelo Madureira e a Segunda Divisão pelo alvirrubro, o time caiu ainda na primeira fase da competição estadual. Foram 12 jogos, quatro vitórias, dois empates e seis derrotas. Aproveitamento geral de apenas 38,8%. O time ficou a nove pontos do Duque de Caxias, segundo classificado no grupo B.

Assim como terminou o ano anterior, a preparação para a Segundona de 2008 começou angustiante, depois de o time não ter disputado a Copa Rio. A demora no anúncio de Roy como treinador demorou mais de um mês e, mesmo após a chegada do técnico, diversos jogadores recusaram o Bangu, que ficou mal falado no cenário estadual. Porém, mesmo com todas as dificuldades, Roy conseguiu montar um grupo com jogadores conhecidos, e o resultado do trabalho em conjunto e do entrosamento dos atletas foi o título da Segundona.

A campanha foi brilhante, de longe a melhor dos últimos anos. Em 30 jogos disputados, 20 vitórias, seis empates e apenas quatro derrotas. Aproveitamento de 73,3%, melhor ataque e melhor defesa: foram 52 gols marcados e apenas 21 sofridos. Números incontestáveis, título merecido e primeira divisão, de fato, garantida.


Confira as campanhas de 2005 até 2008:

2005: 18 jogos: 10 vitórias, 5 empates e 3 derrotas. 27 gols pró e 12 gols contra. Aproveitamento: 64.8%

2006: 14 jogos: 4 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. 12 gols pró e 19 gols contra. Aproveitamento: 42,8%

2006 (Seletiva): 20 jogos: 10 vitórias, 8 empates e 2 derrotas. 30 gols pró e 10 contra. Aproveitamento: 63,3%

2007: 12 jogo: 4 vitórias, 2 empates e 6 derrotas. 13 gols pró e 11 gols contra. Aproveitamento: 38,8%

2008: 30 jogos: 20 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. 50 gols pró e 21 gols contra. Aproveitamento: 73,3%


Para Jorge Varela, 2009 começa já na segunda-feira

Após o término da Segundona de 2007, quando o Bangu caiu ainda na primeira fase da competição, o presidente do clube, Jorge Varela, garantiu que recolocaria o alvirrubro na primeira divisão em 2008. Promessa feita, promessa cumprida. A vitória por 2 a 0 sobre o Aperibeense recoloca os "mulatinhos rosados" de volta na elite do futebol estadual depois de quatro anos.

O desafio agora é muito maior: os adversários são mais fortes e possuem mais recursos financeiros. Para que tudo ocorra bem no retorno do Bangu, Varela quer iniciar o planejamento de 2009 já na próxima segunda-feira (17). A prioridade do projeto é a permanência de Roy, mas o fato de mais de 15 jogadores do atual elenco serem emprestados preocupa. O presidente não se posicionou oficialmente, mas, ao que tudo indica, é pouco provável a permanência de atletas como Fred, Hiroshi e Beto, emprestados pelo Resende, e Valdir, emprestado pela Cabofriense.

"Hoje é dia de festa, e segunda-feira vamos começar o planejamento de 2009, priorizando a permanência do treinador (Roy). Quero agradecer ao Resende, à Cabofriense, ao Madureira e ao Friburguense, que emprestaram jogadores, mas a partir de segunda-feira será um novo trabalho, e vamos começar a ver quem serão os novos atletas", diz o presidente.


Estádio de Moça Bonita

Motivo de grande insatisfação dos clubes de menor investimento em 2008, enfrentar os quatro chamados grandes somente fora de casa não será mais preciso. A partir do próximo Estadual, o clube que tiver o estádio em condições poderá receber Vasco, Flamengo, Botafogo e Fluminense. Jorge Varela garante que o estádio de Moça Bonita está totalmente liberado para os jogos.

"Está quase tudo pronto para jogarmos em Moça Bonita. Todas as vistorias foram feitas, e só espero o laudo definitivo, que deve sair nessa semana. A defesa civil, a vigilância sanitária, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros já autorizaram, faltando apenas os certificados definitivos para apresentar na federação e ficar em condições de mandar os jogos aqui no ano que vem", declarou.


Chororô?

A ligação entre o sucesso do Bangu e supostos favorecimentso das arbitragens foi motivo de muita discussão durante toda a Segundona, e o assunto não poderia passar em branco com o presidente do clube. Jorge Varela preferiu responder com números para dizer que não houve nenhuma espécie de ajuda ao alvirrubro, e classificou a atitude de alguns clubes como choro.

"Muitos falaram, muitos choraram e ficaram pelo meio do caminho. Mostramos que não houve favorecimento nenhum durante o campeonato. Fomos líderes em todas as fases, tivemos o melhor ataque, defesa, e só faltou o artilheiro, justamente por termos um time equilibrado, onde todos fazem gols", desabafou o presidente, para depois mandar um recado para dirigentes de clubes rivais.

"Muitos falam besteira. Quem viu os jogos do Bangu viu a lisura das arbitragens. Alguns diretores de clubes deveriam colocar a mão na consciência e ver que não viemos de brincadeira", finalizou.

Acesso e título do Bangu pintam o bairro de vermelho e branco
Fonte: Bruno Gonçalves (FutRio)

Eu passava pelo centro de Bangu quando fui surpreendido por um alvoroço promovido por torcedores vestidos de vermelho e branco. Todos muito sorridentes. Junto com eles, vários carros passavam buzinando.

Não esperava que o resultado de um jogo da Segunda Divisão do Campeonato Carioca pudesse envolver tanto uma comunidade. Há muito tempo não se via população bangüense tão feliz com seu clube de futebol. Crianças, adultos, idosos, todos gritavam: "É campeão!!".

Os moradores, fora de suas casas, procuravam saber de onde vinha a barulheira. Quando se deram conta de que os portões do estádio de Moça Bonita estavam abertos e que a vitória sobre o Aperibeense tinha garantido o acesso à Primeira Divisão de 2009, foi só alegria.


Bares lotados, uma multidão se abraçava e comemorava. Um senhor de aproximadamente 70 anos chorava copiosamente. A alegria se espalhou pela Praça Guilherme da Silveira, que fica ao lado do estádio. Certamente esse dia ficará marcado na História desse glorioso clube da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

* Bruno Gonçalves tem 21 anos, é estudante de publicidade e mora em Padre Miguel.

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Bangu bate Aperibeense e ganha a Segundona
Fonte: Paulo Roberto Rodrígues (Papo Esportivo)
Foto: Paulo Roberto Rodrígues
 
Sassá, do Bangu,
vence Arthur na corrida e sai para o ataque

Jogando na tarde deste sábado (15), no estádio Proletário Guilherme da Silveira, o Bangu derrotou o Aperibeense por 2 a 0, gols de Bruno Luiz e Sassá, conquistou o título da Segunda Divisão de Profissionais 2008 e garantiu o acesso à Primeira Divisão em 2009.

Com o resultado positivo o alvirubro da Zona Oeste chegou aos 13 pontos ganhos no quadrangular final, dois a mais do que o Tigres do Brasil, vice-campeão, que também assegurou sua vaga entre as melhores equipes do estado ao golear o Olaria, em Xerém,
por 4 a 0.

Equipe de melhor campanha durante toda a competição o Bangu disputou trinta jogos, sendo vinte vitórias, seis empates e apenas quatro derrotas. Teve o melhor ataque, junto com o Tigres do Brasil - 52 gols - e a melhor defesa: 21 gols. O time marcou 66 pontos e teve um aproveitamento de 73,33%. O Campeão deu sinais à torcida que o pesadelo da Segunda Divisão nunca mais fará parte da história do clube. Bruno Luiz, com 11 gols marcados, foi o artilheiro da equipe durante a competição.


O jogo

A partida em que Bangu e Aperibeense sonhavam com o acesso para à elite do futebol carioca, começou nervosa, com as duas equipes mais preocupadas em não levar gols do que marcar. O jogo transcorria em seu primeiro tempo sem emoção e com o árbitro Marcelo de Souza Pinto ‘amarelando’ o alvinegro do Noroeste Fluminense. Foram cinco cartões, o que deixou os jogadores nervosos devido ao que foi falando durante a semana. Para não dizer que nada de útil foi produzido no primeiro tempo, nos oito minutos finais alguns lances de perigo aconteceram. Aos 37 minutos, Valdir cobrou falta pelo lado esquerdo e Bruno Luiz subiu mais que os zagueiros adversário testando por cima do gol. O Aperibeense respondeu dois minutos mais tarde. Wallace avançou pela esquerda e dentro da grande área bateu cruzado. Antes que o atacante Adão chegasse para concluir o arqueiro Cléber Moura defendeu. O alvirubro da Zona Oeste quase abriu o marcador com Bruno Luiz minutos antes de o árbitro apitar o fim do primeiro tempo. Ele recebeu livre na entrada da área e bateu forte para excelente defesa de Zé Romário. O mesmo atacante pegou o rebote e chutou na rede pelo lado lado de fora.

Se o primeiro tempo foi de baixo nível técnico o mesmo não aconteceu na etapa complementar. Com um futebol mais ofensivo o Bangu voltou melhor e explorando as jogadas pelas laterais, com Valdir e Baiano. Aos cinco minutos, escorando escanteio cobrado da direita, Sassá se antecipou aos zagueiros e testou no ângulo, para boa defesa do Zé Romário. Onze minutos depois não teve jeito. Valdir cobrou falta pelo lado esquerdo e o zagueiro Wagner na tentativa de cortar, colocou contra o patrimônio abrindo o placar para o Bangu. Na súmula, o árbitro Marcelo de Souza Pinto deu o gol para Bruno Luiz. O gol assustou o Aperibeense que se abriu em busca do empate e aos 18 minutos sofreu o segundo. Bruno Luiz recebeu pelo meio e frente a frente com o goleiro Zé Romário, rolou para Sassá empurrar para o fundo da rede. A partir daí o Banguzão, já com a vaga e o título de campeão da Segundona Carioca assegurados, passou a tocar a bola e deixar o tempo passar.

Com o apito final do juiz, a torcida, explodiu de emoção com o retorno do Bangu Atlético Clube ao convívio dos grandes clubes do futebol carioca, após quatro anos de ausência.

O bonito troféu chegou de helicóptero com o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, já que o Tigres do Brasil também poderia faturar o caneco, e foi entregue ao capitão Beto. O capita e o meia Fred são bicampeões da Segundona Carioca, pois no ano passado estavam no Resende.



Roy, o predestinado em conquistar ‘acessos’

Foto: Paulo Roberto Rodrigues
 

Antônio Carlos Mendes de Souza, (Foto) mais conhecido no meio futebolístico como Roy, mostrou mais uma vez que é um treinador predestinado a conquistar títulos e ‘acessos’.

Atual campeão da Segunda Divisão de Profissionais dirigindo o Resende, na temporada passada, o comandante banguense era só emoção após o apito final e o bicampeonato. Para ele foi o título mais importante de sua carreira pela tradição do Bangu. “O nosso objetivo era a conquista do acesso à Primeira Divisão e quando esse objetivo vem com o título da Segunda Divisão, é mais importante ainda”, disse Roy.

O técnico campeão da Segundona, além dos títulos da Segunda Divisão pelo Resende e agora com o Bangu, ainda tem na bagagem, a conquista do campeonato capixaba em 2007, dirigindo o Linhares; o título da Terceira Divisão do Rio, ganho trabalhando no Casimiro de Abreu, além de ter levado o Friburguense à quinta colocação-geral da Primeira Divisão em 2005.

>> De olho na Primeirona - “Foi um trabalho árduo, cansativo, mas valeu a pena. Semana que vem já começam os trabalhos visando a Primeira Divisão. Hoje eu vou ‘algemar’ o técnico Roy para impedir a saída dele do Bangu. O projeto é renovar seu contrato e de toda a comissão técnica para dar continuidade a esse trabalho vitorioso”, disse o presidente do clube, Jorge Varela, à repórter Maria Pimenta, em meio às comemorações.



Uma torcida Nota Dez!
Fonte: Maria Pimenta (Papo Esportivo)

Foto: Maria Pimenta
 

O Estádio Proletário não estava lotado. Falou-se até que os Três mil ingressos postos a venda haviam esgotado. Mas o público compareceu em bom número para incentivar o seu time de coração. E foi nesse clima que a torcida banguense deu seu recado. Na raça, no grito, no gestual, tudo que pudesse motivar, ainda mais, aos jogadores na corrida pelo título da Segundona Carioca. Um ‘mar’ vermelho-e-branco, fazendo a ‘ola’, o batuque do tambor, os braços erguidos mandando o time pra frente. Tudo era motivo para que o Banguzão corresse atrás de seu objetivo: o título de Campeão.

Muita alegria, principalmente depois que a equipe sacramentou a vitória por 2 a 0 em cima do Aperibeense. Mesmo com toda essa concentração de pessoas unidas por um só objetivo, não houve nenhuma ocorrência que pudesse manchar o clima de festa. Estão de parabéns as organizadas e todos os torcedores presentes em Moça Bonita. Tiveram um comportamento NOTA DEZ!

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"Família Bangu" e grupo de guerreiros ficarão na memória
Fonte: Globoesporte.com

Foto: Cezar Loureiro/Agência O Globo
 
Jogadores do Bangu comemoram o acesso

Bangu e Tigres venceram seus jogos na última rodada do quadrangular final da Segunda Divisão do Campeonato Carioca e garantiram vaga na Primeirona do Estadual em 2009. Depois de quatro anos sem participar da divisão principal, o Alvirrubro, sob o comando do técnico Roy, bateu o Aperibeense por 2 a 0 e terminou com 13 pontos, conquistando o título da Segundona. Bruno Luiz e Sassá marcaram os gols.

O acesso do Tigres veio depois de goleada. Jogando na Baixada Fluminense, o time do técnico Lucho Nizzo venceu o Olaria por 4 a 0, chegou aos 11 pontos e terminou na segunda posição. Eduardo e Clayton, duas vezes cada, marcaram os gols da partida. Com o acesso, a Fera da Baixada está credenciada a fazer sua estréia na Primeira Divisão do Campeonato Carioca em 2009.

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Bangu e Tigres garantem acesso à Primeira Divisão do Estadual
Fonte: O Globo

RIO - Após quatro anos afastado da elite do futebol carioca, o Bangu assegurou neste domingo o seu retorno à Primeira Divisão do Estadual em 2009. O time da Zona Oeste derrotou o Aperibeense por 2 a 0 em Moça Bonita e conquistou o título da Segundona do Rio.

Se uma das vagas ficou com um dos mais tradicionais clubes da cidade, a outra é de um novato: o Tigres, que foi fundado há quatro anos, exatamente o período do calvário do Bangu. A equipe de Xerém, na Baixada Fluminense, garantiu o acesso ao golear o Olaria por 4 a 0 em Édson Passos, no outro jogo da rodada final do quadrangular decisivo da Segunda Divisão.

Em Moça Bonita, Bruno Luiz e Sassá fizeram os gols da vitória do Bangu, ambos no segundo tempo. Encerrado o jogo, o presidente da Federação de Futebol do Rio, Rubens Lopes, torcedor declarado do Bangu, desceu no gramado de helicóptero para entregar a taça de campeão ao time alvirrubro.

     
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