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BANGU
2 x 0 APERIBEENSE
FICHA
TÉCNICA - Borderô
- Súmula |
| Competição: |
Campeonato
Estadual - 2ª Divisão (4ª
Fase - Grupo K) |
| Local: |
Estádio
Proletário Guilherme da Silveira
Filho, em Bangu |
| Data-Hora: |
Sábado,
15/11/2008 - 16h (horário
brasileiro de verão) |
| Renda: |
R$
21.540,00 |
| Público: |
2.654 pagantes |
| Árbitro: |
Marcelo
de Souza Pinto (RJ) |
| Auxiliares: |
Luiz
Antonio Muniz de Oliveira (RJ) e Ivan
Silva Araújo (RJ) |
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Cléber
Moura, Abílio, Edinho e Márcio
Cleick; Valdir (Vinícius), Beto,
Fábio Azevedo (Victor Hugo), Fred
e Baiano; Bruno Luiz (Daniel) e Sassá.
Técnico: Antônio Carlos Roy. |
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Zé
Romário, Neném, Jorginho
(Jonathan), Arthur e Wagner; Everton,
Magal (Fabiano), Willian e Wallace (Ronaldo);
Fábio Tosca e Adão.
Técnico: Índio. |
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Fred
(Bangu); Wallace, Neném, Jorginho,
Adão, Éverton, Willian,
Arthur, Zé Romário, Ronaldo
e Jonathan (Aperibeense) |
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- |
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Bangu 1 x 0: Bruno Luiz, aos 15min do
2º tempo
Bangu 2 x 0: Sassá, aos 18min do
2º tempo |
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É campeão! É campeão!
Fonte:
Vitor Moniz
Bangu
vence Aperibeense em casa e ganha o título
da segundona
Bangu e aperibeense entraram em campo na tarde
deste sábado (15) para fazer a última
rodada do quadrangular final do estadual da
segunda divisão. Com a vitóra
o Bangu chegou aos 13 pontos e sagrou-se campeão
e assegurou o acesso para jogar o cariocão
2009. Com a derrota o Aperibeense permaneceu
com 7 pontos e ficou em terceiro. O outro classificado
foi o Tigres do Brasil que venceu o Olaria e
ficou com a segunda posição e
a segunda vaga com 11 pontos.
"Quem espera sempre alcança, nunca
perde a esperança e eu esperei. A minha
vez chegou hoje no campeonato o Bangu abafou.
E hoje com alegria no meu coração
eu grito bem alto. O Bangu é campeão"
O trexo da música de Professor Afonso
traduz exatamente o sentimento de todos os banguense
existentes no Brasil. Depois da taça
Rio de 1987, enfim o Bangu volta a ganhar um
título. Apesar da alegria dos Alvirrubros
o título nao veio com facilidade e apenas
na segunda etapa a torcida pôde soltar
o grito de campeão.
O Jogo
O Bangu começou indo para cima do Aperibeense,
mas esbarrava nas faltas que o time de Aperibé
fazia. O gigante da beira linha entrou muio
nervoso em campo e a qualquer coisa marcada
a favor do time da casa era uma reclamação
tremenda. Em 15 minutos de jogo o time visitante
já havia recebido três cartões
amarelos. Aos 16 minutos em uma falta na meia
lua de ataque banguense Baiano cobrou, Zé
Romario bateu roupa e o zagueiro Artur mandando
para escanteio. O Bangu pressionava e todos
sabiam que o gol seria questão de tempo.
A zaga do alvinegro tinha muito trabalho nos
escanteios cobrados por Valdir e por umas três
oportunidades a bola já havia passado
do goleiro quando o zagueiro afastava o perigo.
Como de perto não estava dando certo
o time da casa começou a tentar os chutes
de longe, entretanto a bola insitia em não
entrar, ora a bola ia para fora, ora o experiente
goleiro de Aperibé fazia a defesa. Aos
41 minutos a chance mais clara do primeiro tempo.
Sassá foi lançado no costado da
zaga entrou na área e tocou para Bruno
Luiz que sozinho com o goleiro, tentou colocar
a bola e acabou errando o gol. Aos 43 minutos
a única chance do time do Noroeste do
estado. Chute de Adão, Cléber
Bateu roupa e Abílio chegou para tirar
o perigo.
No segundo tempo o jogo ganhou um tom dramático,
pois o Tigres do Brasil já vencia o Olaria
por 3 a 0. Com o resultado os Garotos de Moça
Bonita estavam se classificando, embora em segundo
lugar, mas a torcida e comissão técnica
queriam o título. O Bangu voltou pressionando
mais ainda, todavia esbarrava na boa atuação
do golerio Zé Romário. Até
que aos 16 minutos Valdir cobrou o escanteio
e o zagueiro do Aperibeense tentou cortar e
colocou a bola no fundo das redes, entretanto
o árbitro Marcelo Souza Pinto deu o gol
para Bruno Luiz. Bangu 1x0. A festa estava formada.
Três minutos depois Bruno Luiz foi lançado
em um contra-ataque e cara a cara com o goleiro
podendo dribá-lo ou chutar de fora da
área mesmo, deu um presente para Sassá
entrar com bola e tudo fazendo o gol do Título.
Daí em diante foi só esperar a
o apito final e comemorar.
Final: Bangu 2 x 0 Aperibeense.
Opiniões:
Roy: "Conseguimos nosso objetivo, voltamos
com o Bangu de onde ele nunca deveria ter saído."
A festa:
Após o jogo a torcida Banguense saiu
em carreata até a sede do Clube. Chegando
lá a festa comeu solta, mesmo sem som.
Até que os adeptos banguense sentiram
falta do time do bangu que estava comemorando
em um restaurante que patrocina o time. Nova
carreata. Aí a festa ficou completa.
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Bangu
está de volta à Elite do Futebol
Carioca: 2 a 0
Fonte:
Uruan Júnior/Agência FERJ
Foto:
Buda Mendes/Agência FERJ |
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O
retorno foi em grande ESTILO. Após quatro
anos na Segunda Divisão do Futebol Carioca,
o Bangu está de VOLTA à Primeira
Divisão. De quebra, a equipe de Moça
Bonita conquistou o TÍTULO da competição,
ao vencer, na tarde deste sábado (15/11),
o Aperibeense por 2 a 0, em seu Estádio
de Moça Bonita, que neste domingo, completará
61 anos. Bruno Luiz e Sassá marcaram
os gols do alvirrubro. Na outra partida do Quadrangular
Final, o Tigres do Brasil goleou o já
eliminado Olaria, em Xerém, por 4 a 0,
e conquistou a segunda vaga e o inédito
acesso para a primeira divisão com apenas
quatro anos de existência. O time de Xerém
e o Bangu substituirão América
e Cardoso Moreira, rebaixados na última
edição do Campeonato Carioca.
A DECISÃO
Sob forte calor, que fazia no Estádio,
as duas equipes entraram nervosas para a decisão.
O Bangu, que precisava apenas do empate, errava
muitos passes. Pelo lado do Aperibeense, muito
nervosismo, que reclamavam a cada marcação
do árbitro Marcelo de Souza Pinto. A
partir dos 35 minutos, o jogo melhorou. Na primeira
chance de gol da partida, Valdir cobrou falta
e Bruno Luiz cabeceou por cima do gol de Zé
Romário. O Aperibeense chegou aos 41,
em chute cruzado de Willian que Cléber
Moura defendeu. Aos 44, a melhor oportunidade
de gol dos primeiros 45 minutos. Fábio
Azevedo lançou Bruno Luiz. O atacante
livre, na pequena área, tocou fraco nas
mãos de Zé Romário.
Na etapa complementar, vieram os gols do TÍTULO.
Na volta para o segundo tempo, jogadores e comissão
técnica do Bangu já sabiam da
vitória parcial do Tigres sobre o Olaria:
3 a 0. Com o placar em Xerém, o título
só ficaria em Moça Bonita em caso
de vitória. Aos 5 minutos, Baiano cobrou
escanteio pela esquerda, Sassá cabeceou
e Zé Romário fez grande defesa,
espalmando para fora. Aos 16, saiu o primeiro
gol da decisão. Valdir cobrou falta,
e Bruno Luiz se antecipou, marcando de cabeça:
Bangu 1 a 0. Este foi o décimo gol do
atacante na competição. Dois minutos
depois, mais festa em Vermelho e Branco. Num
contra-ataque rápido, Bruno Luiz foi
lançado sozinho. O atacante avançou
e, quando estava na frente do goleiro Zé
Romário, tocou para Sassá livre,
empurrar a bola para o fundo da rede: 2 a 0.
Com o placar definido, a equipe de Aperibé
não teve mais forças para nenhuma
reação. Ao Bangu, foi só
administrar o resultado e esperar o apito do
árbitro para levantar a TAÇA.
Taça esta, que chegou de Helicóptero
juntamente com o Presidente da Federação
de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ),
Dr. Rubens Lopes da Costa Filho, que a entregou
ao Capitão Beto. Aos gritos de "É
campeão" e "O Banguzão
voltou", a torcida presente ao Estádio
fez a FESTA.
Para o Presidente do clube, Jorge Varela, a
conquista foi a coroação de um
longo trabalho:
-"Estamos todos de parabéns. Este
título foi mais que merecido. Só
nós sabemos das dificuldades que passamos
ao longo de todo o campeonato. Agora é
comemorar e a partir de segunda-feira pensarmos
no Carioca-09. Agora posso descansar já
que estou duas noites sem dormir"- disse,
o Presidente muito emocionado.
Sassá: o homem das decisões
Criado nas categorias de base do Bangu Atlético
Clube, o atacante Sassá comemorou na
tarde deste sábado (15/11) o seu segundo
título Estadual no ano. Mais do que os
títulos, o jogador mostrou o seu faro
de atacante ao fazer gols decisivos. Assim como
havia ocorrido na decisão da categoria
de Juniores contra o Sendas Esporte, Sassá
deixou a sua marca numa decisão de campeonato.
Após o jogo, o atacante era só
alegria:
-"Fico muito feliz em poder comemorar mais
um título com a camisa do Bangu. Agradeço
ao técnico Mazolinha da equipe de Juniores
e ao técnico Roy pela oportunidade no
time profissional" - disse, o atacante.
Quando perguntado se estaria pronto para disputar
a Primeira Divisão com a camisa do Bangu,
Sassá foi enfático:
-"Com certeza. Sempre sonhei com este dia"-
definiu.
Números não deixam dúvidas:
título foi mais que merecido
Foto:
Buda Mendes/Agência FERJ |
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Foram
quatro anos na Segunda Divisão do Futebol
Carioca até que, neste sábado,
veio o retorno à Primeira Divisão.
Com números expressivos, a campanha do
Bangu ao longo de toda a competição
não deixa nenhuma dúvida: O TÍTULO
foi mais que merecido. Em 30 jogos disputados,
foram 20 vitórias, seis empates e apenas
quatro derrotas. A equipe teve o melhor ataque
e a defesa menos vazada: foram 52 gols marcados
e apenas 21 sofridos.
Ao longo de TODAS as quatro fases da competição,
o Bangu terminou com a melhor campanha, em primeiro
lugar do seu grupo. Outro dado interessante:
Pela primeira vez, o clube conquistou o Campeonato
Estadual das duas principais categorias: Juniores
e Profissionais.
Sassá, que já havia marcado na
DECISÃO de Juniores contra o Sendas Esporte,
marcou novamente desta vez, contra o Aperibeense.
Campanha do título de 2008:
30 jogos com: 20 vitórias, 6 empates
e 4 derrotas. 50 gols pró e 21 gols contra.
Artilheiro do time na competição:
Bruno Luiz (10 gols)
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Bangu
vence Aperibeense e volta à elite do
Carioca
Fonte:
Rafael Verly (Assessor de imprensa dos jogadores
Valdir, Abílio, Fred e Victor
Hugo)
Valdir
e Fred faturam bicampeonato da Segundona
O Bangu venceu o Aperibeense por 2 a 0 neste
sábado, em Moça Bonita, voltou
à Primeira Divisão do Campeonato
Carioca, e conquistou a Segundona.
Os gols da partida foram marcados por Bruno
Luiz e Sassá. O outro integrante é
o novato Tigres, que venceu o Olaria por 4 a
0.
O lateral-direito Valdir ainda conquistou seu
segundo título da Segundona Carioca.
No ano passado, ele faturou o caneco pelo Resende.
- Entramos para a história do Bangu.
Fico muito feliz em ter ajudado o clube - disse
o lateral, vice-artilheiro do clube na competição
com nove gols.
O zagueiro Abílio agradeceu os companheiros
na longa caminhada de 30 jogos.
- Passamos algumas dificuldades, mas felizmente
conseguimos essa conquista - afirmou.
Já o volante Fred, outro que levou o
bicampeonato da Segundona, era só alegria.
- Temos que comemorar e muito esse título.
Merecemos muito. Algumas pessoas não
respeitaram nossa equipe e mostramos que não
somos cavalo paraguaio - disse.
Confronto
contra o Tigres foi jogo-chave da conquista
do Bangu
Partida
da quarta fase é apontada por Valdir
e Abílio como essenciais para título
Após faturar o título da Segunda
Divisão do Campeonato Carioca, o lateral-direito
Valdir e o zagueiro Abílio elegeram o
jogo-chave da campanha do Bangu.
- Tivemos partidas importantes como contra o
Angra, na primeira fase, Aperibeense, na terceira
fase, mas o jogo chave foi a vitória
por 1 a 0 fora de casa contra o Tigres. Vínhamos
de derrota e conseguimos vencer. Foi nossa arrancada.
– disse o lateral, que contou uma particularidade
do time.
- Depois de um jogo contra o Olaria, na segunda
fase, colocamos uma reportagem no nosso vestiário
que dizia que tínhamos vencido com ajuda
da arbitragem – completou Valdir.
O zagueiro Abílio falou da motivação
extra que o Bangu teve quando entrou para enfrentar
o Tigres.
- Eles falaram demais. Foi noticiado que eles
estariam bancando o Aperibeense. Ficamos chateados
e a partir daí decidimos que esse título
não poderia ser deles – disse o
zagueiro.
Victor
Hugo, o mais polivalente do Bangu
O
apoiador Victor Hugo participou de 23 dos 30
jogos do Bangu na campanha vitoriosa da Segundona
Carioca. O jogador foi uma espécie de
amuleto do técnico Roy durante a competição.
Victor se destacou pela versatilidade. Atuou
tanto em sua posição original,
o meio-de-campo, quanto na lateral-esquerda.
Ele ainda marcou três vezes na competição.
- Procurei sempre ajudar o time da melhor maneira
possível. O professor Roy confia muito
em mim e graças a Deus conseguimos esse
título e entrar para a história
do Bangu – disse o apoiador.
Esse foi o segundo título Estadual de
Victor Hugo. Ele já havia faturado a
Segundona pelo Boavista.
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Bangu
e Tigres sobem para a elite do futebol carioca
Fonte:
Lancepress!
Foto:
Paulo Wrencher |
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Bruno
Luís marcou para o Bangu na vitória
contra o Aperibeense, que marcou o retorno
do Alvirrubro à elite |
Atuando
em seus domínios equipes vencem Aperibeense
e Olaria, respectivamente
Depois de quatro anos o Bangu está de
volta à elite do futebol carioca em 2009.
Apoiado por sua animada torcida que não
parava de entoar cânticos de apoio ao
time e que lotou as arquibancadas de Moça
Bonita, a equipe da Zona Oeste derrotou por
2 a 0 o Aperibeense, na tarde deste sábado,
e garantiu o título da Segunda Divisão
do Campeonato Carioca. Com o resultado, os donos
da casa chegaram a 13 pontos no quadrangular
final do Estadual. A equipe de Aperibé
encerrou sua participação com
sete pontos.
Os gols que devolveram os banguenses à
elite foram marcados por Bruno e Sassá,
ambos no segundo tempo.
Mas a tarde também foi de festa em Xerém.
Com a vitória por 4 a 0 sobre o já
eliminado Olaria, o Tigres foi a 11 pontos e
ficou em segundo lugar no quadrangular, o suficiente
para garantir de forma inédita a vaga
na Primeira Divisão do Rio de Janeiro.
O Olaria encerrou sua participação
com três pontos.
Eduardo e Cleiton anotaram duas vezes cada e
deram a vitória ao time de Xerém.
Roy não sabe se permanece no
Bangu em 2009
Contrato com o Resende pode impedir treinador
de comandar equipe da Zona Oeste
Um dos mais eufóricos pela conquista
do Bangu era o treinador Carlos Roy. No entanto,
as chances dele comandar a equipe da Zona Oeste
no Campeonato Carioca da Primeira Divisão
em 2009 são remotas.
- Tenho um contrato com o Resende. Evidentemente
que seria um prazer comandar o Bangu na elite
do futebol do Rio de Janeiro - revela o técnico.
Autor de um dos gols na vitória por 2
a 0 sobre o Aperibeense, o atacante Bruno Luís
teve motivos de sobra para comemorar.
- O Bangu estava há quatro anos na Segunda
Divião. Estou muito feliz por ter sido
o artilheiro do time com 11 gols e, claro, ter
o ajudado o clube a subir - afirmou o jogador.
Taça chega de helicóptero
à Moça Bonita
Rubens Lopes, presidente da Ferj, nega que
houve favorecimento ao clube da Zona Oeste
A taça designada ao campeão da
Segunda Divisão do Campeonato Estadual
chegou ao estádio de Moça Bonita
antes mesmo do término da partida que
carimbou o passaporte do Bangu de volta à
elite do futebol carioca. E de helicóptero,
nas mãos do presidente da Federação
de Futebol do Rio de Janeiro, Rubens Lopes,
torcedor confesso do clube.
- Evidentemente que eu estou feliz. Todo mundo
tem um time do coração e o meu
é o Bangu. O time conquistou tudo tecnicamente
dentro de campo e contrariou uma série
de prognósticos de que as pessoas diziam
que o Bangu seria ajudado. Pelo contrário,
acho que no momento atual, até pelo fato
de o presidente torcer pelo Bangu ele é
até prejudicado - disse Rubens Lopes,
que completou:
- No Bangu tudo tem de ser mais rígido.
Todos têm de estar dentro da correção.
Parabenizo a todos e, principalmente, a diretoria
do Bangu e aos atletas que conquistaram esse
título. Não existe arrumação
alguma. As equipes têm de se preparar
para conquistarem seus lugares por méritos
técnicos.
Do lado adversário, o prefeito da cidade
de Aperibé, Paulo Fernandes, reclamou
dos cartões amarelos dados à sua
equipe no primeiro tempo - foram oito apenas
na etapa inicial.
- Nosso time foi muito aguerrido, jogou muito
bem. o juiz chegou a amedrontar os jogadores
mostrando os cartões. Isso intimida o
jogador. Infelizmente não havia saída.
Mas começamos a perder o campeonato quando
fomos prejudicados contra o Olaria - lamentou
o político, que fez questão de
cutucar o presidente da Ferj, Rubens Lopes.
- Incomodamos este ano, quem sabe ano que vem
conseguimos nossa vaga. Mas temos que depender
da confederação e estar dentro
do sistema do futebol. O presidente é
uma pessoa que temos amizade com ele, mas na
verdade ele é um presidente do Bangu
- disparou.
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Bangu
vence o Aperibeense por 2 a 0 e conquista o
título da Segundona
Fonte:
Colin Foster (FutRio)
Agora,
sim! Depois de ter comemorado durante dez minutos
sem saber que não subiria de divisão
na última quarta-feira (12), o Bangu
conquistou o título da Segundona ao vencer
por 2 a 0 o Aperibeense, na tarde deste sábado
(15), no estádio de Moça Bonita.
Bruno Luiz e Sassá marcaram os gols do
Alvirrubro, que agora volta à elite do
futebol depois de quatro anos afastado.
Na outra partida, o Tigres goleou o já
eliminado Olaria, em Xerém, por 4 a 0,
e conquistou a segunda vaga e o inédito
acesso para a primeira divisão com apenas
quatro anos de existência. O time de Xerém
e o Bangu substituem América e Cardoso
Moreira, rebaixados na última edição
do campeonato.
Bangu faz péssimo primeiro tempo e vai
para o intervalo como vice-campeão
Sob forte calor, as duas equipes entraram nervosas
com a decisão. O Bangu, que precisava
apenas do empate, parecia ansioso com a proximidade
do título, e errava muitos passes. Do
lado do Aperibeense, que ainda tinha chances
de subir, destaque para o descontrole emocional
dos jogadores, que reclamavam muito a cada marcação
do árbitro Luiz Antonio Silva Santos,
mas a verdade é que o Galo de Aperibé
levou 10 cartões amarelos na partida.
Somente aos 36 minutos as primeiras chances
claras de gol: Do lado esquerdo do campo, onde
se destacavam Baiano e Sassá, Valdir
cobrou falta e Bruno Luiz cabeceou por cima.
Logo na saída de bola, erro da defesa
e a bola sobrou para o capitão Beto,
que arriscou de longe, também para fora.
O Aperibeense só chegou aos 41, em chute
de Willian que Cléber Moura defendeu
com tranqüilidade.
Aos 44 minutos, o artilheiro Bruno Luiz perdeu
uma chance inacreditável. Novamente pela
esquerda, Baiano lançou Fábio
Azevedo por cima da zaga. Sozinho, o meia esperou
a saída de Zé Romário e
tocou para Bruno Luiz, na pequena área.
O atacante demorou muito para dominar, e chutou
fraco, dando tempo para que Zé Romário
se recuperasse e ainda espalmasse. A zaga afastou
mal, e a bola sobrou novamente para Bruno Luiz,
que chutou de bico, e Zé Romário
mandou para fora, eo Bangu desceu para os vestiários
sem o título da Segundona, já
que em Xerém o Tigres vencia o Olaria
por 2 a 0.
Tigres amplia em Xerém, mas Bruno
Luiz e Sassá dão show: Bangu campeão!
Na
volta para o segundo tempo, Roy preferiu continuar
apostando no seu meio-de-campo com três
volantes. O time tinha força na defesa,
maracava e desarmava bem, mas passava mal e
tinha pouca criatividade. As melhores chances
vinham de bola parada, e foi assim que o Bangu
quase marcou o primeiro, aos cinco minutos:
Baiano cobrou escanteio pela esquerda, Sassá
cabeceou à queima-roupa e Zé Romário
fez uma grande defesa, espalmando para fora.
Enquanto o alvirrubro cometia os mesmos erros
do primeiro tempo, o Tigres abria 3 a 0 sobre
o Olaria e aumentava sua diferença no
saldo de gols, já que os dois times tinham
a mesma pontuação. Aos 13 minutos,
a história começou a mudar. Sassá
sofreu falta na ponta direita, e Baiano bateu
com veneno. Zé Romário afastou,
e no rebote a bola sobrou para Valdir, que chutou
com muita força, mas o goleiro mostrou
estar em grande forma, espalmando brilhantemente
para fora.
Quem piscou, perdeu os gols do título
bangüense, que vieram em dois minutos.
Aos 16, Sassá, novamente, sofreu falta,
dessa vez na esquerda. Baiano cobrou, e Bruno
Luiz se antecipou bem, mandando de cabeça
para o fundo do gol, abrindo o marcador e marcando
seu décimo gol na competição.
Apenas dois minutos depois, roubada de bola
na defesa e Bruno Luiz é lançado
sozinho. O atacante avançou e, quando
estava frente-a-frente com Zé Romário,
preferiu tocar para Sassá, livre, apenas
empurrar a bola para o fundo da rede, e marcar
o segundo gol.
A partir daí, foi só cadenciar
o jogo. Bruno Luiz teve mais uma chance, mas
desperdiçou ao tentar encobrir Zé
Romário. Roy o sacou e o atacante saiu
ovacionado, enquanto o time passou a tocar a
bola, aos gritos de olé, e de "é
campeão". Com o apito final, a torcida
explodiu de vez, e os jogadores comemoraram
muito o retorno da elite à primeira divisão.
Depois do capitão Beto receber a taça
das mãos de Rubens Lopes, da Ferj, que
chegou ao campo de helicóptero, o único
canto que se ouvia era o que a torcida mais
queria entoar: "O Banguzão voltou!".
Cléber Moura: o paredão
Alvirrubro de Moça Bonita
Foto:
Colin Foster |
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| Cléber
Moura em treino específico.
Goleiro é sempre um dos últimos
a ir embora |
Ele
representa bem a posição de goleiro.
Discreto, Cléber Moura pouco aparece
para os holofotes, apesar de ser um dos destaques
do Bangu, campeão da Segundona. Comandante
da melhor defesa da competição,
com 20 gols sofridos em 28 jogos, o goleiro
concedeu entrevista exclusiva ao FutRio, revelou
as dificuldades vividas no início do
trabalho em Moça Bonita, e garantiu:
Roy foi fundamental na escolha do clube.
Reserva de Erivélton durante a disputa
do campeonato estadual de 2008, o goleiro seguiu
no clube durante a Copa Rio, e tudo indicava
que permaneceria também para a Série
C do Campeonato Brasileiro, o que o fez até
mesmo recusar uma proposta do Nova Iguaçu.
Porém, em vias renovar o contrato, recebeu
a notícia de queseria dispensado ao término
do acordo, no início de maio, pois o
Boavista traria Silvio Luiz.
Mas há males na vida que vêm para
o bem, e a saída conturbada de Saquarema
fez o goleiro desarrumar as malas em Moça
Bonita, onde viria a ser considerado um dos
melhores jogadores da Segundona. Ele recusou
propostas financeiramente melhores de outros
clubes por motivos que ele deixa bem claros:
o desafio de recolocar o Bangu na primeira divisão
e o fato de trabalhar com Roy.
"Recebi uma ligação do Angra
e outra do Bangu no mesmo dia, mas preferi apostar
no desafio de recolocar esse gigante adormecido
no devido lugar. Aceitei pela história,
pela visibilidade que nos trará disputar
a primeira divisão. Algumas pessoas me
questionaram, mas acho que dei um passo atrás
para dar dez à frente, e termino o ano
com o objetivo de recolocar o clube na primeira
divisão cumprido", garante o jogador.
Primeiros dias no Bangu foram sofridos
Qualquer um que chega ao estádio de Moça
Bonita constata as dificuldades vividas pelo
clube. Mas poucos sabem que a situação
já foi muito pior. Recusas de jogadores,
alimentação inadequada e até
mesmo falta de roupas para treinar foram lembradas
pelo goleiro. Mas Cléber prefere valorizar
os jogadores que permaneceram até o final.
"Chegamos e, nos primeiros dias, não
tinha nem roupa para treinar. Alguns jogadores
vieram, treinaram um dia, e foram embora. Quem
ficou, ficou de coração, porque
queria estar no Bangu, e digo, com sinceridade,
que se um grupo merece esse título, é
o nosso. Poucos jogadores passariam o que passamos,
e isso tudo valoriza muito a conquista",
desabafa.
São Paulo é a inspiração
Miranda, André Dias e Rodrigo formam,
no São Paulo, o trio de defesa mais respeitado
do Brasil. Apesar de não ter sido o time
que sofreu menos gols no Brasileirão
de 2008, o tricolor paulista conquistou esse
status ao longo dos últimos anos. E vem
do Morumbi a inspiração de Cléber
Moura e do trio de zaga do Bangu nos jogos.
Segundo o goleiro, é prática comum
assistir jogos do líder do Brasileirão
e trocar idéias.
"Os números mostram que a nossa
defesa foi a melhor. Quando o Roy começou
o trabalho, disse que queria um sistema defensivo
sólido, e que isso era meio caminho andado
para o sucesso na Segundona. Eu e os zagueiros
conversamos muito, e nos espelhamos na defesa
do São Paulo, que erra pouco. Hoje o
futebol é muito igual, muito físico,
e é decidido mais no erro do quenum lance
trabalhado", revela.
Torcedora manda recado aos quatro grandes:
"Só vai dar Bangu!"
Foto:
Colin Foster |
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Lilian,
torcedora do Bangu |
Na
final do Campeonato Brasileiro de 1985, contra
o Coritiba, o Bangu colocou 91.527 pessoas no
Maracanã. Na ocasião, depois do
empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, o alvirrubro
foi derrotado pelo Coxa nos pênaltis,
por 6 a 5, e ficou com o vice-campeonato nacional,
maior feito da história do clube.
De lá para cá, o número
de torcedores bangüenses presentes nos
jogos tem diminuído. Mas a paixão
dos "sobreviventes", não. Prova
disso é a dona de casa Lilian Oliveira.
Aos 44 anos, ela garante acompanhar os jogos
de todas as categorias do clube, e se emocionou
com o retorno do Bangu para a primeira divisão.
Segundo Lilian, ela só não esteve
presente em duas partidas e, curiosamente, foram
duas derrotas.
"Acompanhei quase todos os jogos do Bangu
neste ano. Infelizmente, não assisti
as duas partidas contra o Aperibeense e, por
acaso, o Bangu perdeu ambas. Vejo o infantil,
juvenil, juniores e os profissionais. O que
mais posso falar? A paixão está
neste coração, e ele é
Bangu", disse a dona de casa.
Lilian, que é declaradamente fã
do lateral-direito Fabiano e do apoiador Victor
Hugo, admitiu que o acesso do Bangu é
um peso a menos nas costas, e disse acreditar
que o alvirrubro na primeira divisão
é bom para todos. Os chamados "quatro
grandes" também não foram
poupados, e para a torcedora, o Bangu vai fazer
bonito em 2009.
"Acho que termos ido para a primeira divisão
foi a melhor coisa que poderia acontecer para
todos. O Bangu é um time centenário,
com peso na camisa. Somos vice-campeões
brasileiros, campeões cariocas. Merecemos
a oportunidade de estar na elite do futebol
estadual e brasileiro, e brigar de igual pra
igual com os times chamados grandes. Não
somos um time pequeno, somos grandes. Com certeza
só vai dar Bangu, e eles podem se preparar",
profetizou a torcedora, que também mandou
um alerta ao presidente do clube, Jorge Varela.
"O presidente Varela tem que prestar atenção
nesse recado que eu vou dar: não venda
nossos jogadores, porque o nosso elenco é
de primeira", pediu Lilian, preocupada
com o futuro do grupo bangüense, formado
quase em sua totalidade por atletas emprestados.
Valdir, o grande destaque do Bangu e
da Segundona
No
início da Segundona, Hiroshi despontou
como candidato a destaque do Bangu. Depois da
lesão do atacante, Bruno Luiz apareceu
marcando gols importantes. Mas, no fim das contas,
quem termina a temporada como grande jogador
do alvirrubro no ano é o lateral-direito
Valdir. Aos 20 anos, o atleta balançou
nove vezes as redes adversárias, e ficou
a apenas dois gols de Bruno Luiz como goleador
da equipe, e a quatro de Assumpção,
do Olaria, na artilharia geral.
Valdir surgiu como grande promessa da Cabofriense,
clube que detém seu passe, ao fazer bom
campeonato brasileiro da Série C em 2006.
No estadual de 2007, não foi tão
bem, e acabou emprestado ao Resende para a disputa
da Segundona do mesmo ano. Lá, conquistou
o campeonato e disputou a primeira divisão
pela equipe do sul-fluminense sob o comando
do técnico Roy.
Um dos destaques do Gigante do Vale, caçula
na elite estadual, se transferiu para o Brasiliense-DF,
onde ficou por quatro meses. Mas, antes de acabar
voltando para o Rio de Janeiro, quase foi parar
no maior rival do Jacaré, o Gama. Um
dos grandes motivos da ida para o Bangu? Roy.
"Pelo Resende, na Segundona, ganhei maturidade,
e no Brasiliense joguei por quatro meses com
atletas rodados e experientes, como Athirson
e Iranildo. Quando saí do clube, recebi
uma proposta do Gama-DF, que era dirigido pelo
Ademir Fonseca. Ele conhecia meu trabalho, mas
o Roy pesou muito na minha decisão de
vir para o Bangu. Sempre conversava com ele
por telefone, e quando soube do grupo que tinha
sido montado, disse que chegaria, e não
deu outra", revela Valdir, antes de contar
que não demorou para recusar proposta
do Silva Jardim e aceitar o convite do comandante
bangüense.
"O Gama não estava bem na Série
B, e tinha problemas de salários. Recebi
uma proposta do Silva Jardim para ganhar mais
do que aqui no Bangu, mas quando o Roy me ligou
perguntando se eu queria vir, respondi na mesma
hora que sim", conta o lateral, sobrinho
e neto de banguenses.
"Família Bangu" e grupo
de guerreiros ficarão na memória
Foto:
Colin Foster |
| |
| Valdir
é abraçado por Baiano após
marcar o gol de empate contra o Olaria |
Se
existe uma característica marcante no
Bangu de 2008, é a união dos jogadores.
Sempre vibrantes, é raro ver algum atleta
da equipe não se entregar nas partidas
e todos sempre destacam o conjunto. Mas as dificuldades
superadas vão além dos jogos.
A má condição do estádio,
por exemplo, é apenas um dos obstáculos
superados nesta temporada. Valdir garante que
a "Família Bangu", como denominou
o grupo, ficará guardada na memória.
"Quando cheguei aqui, a estrutura me assustou,
mas quem quer vencer na vida tem que superar
tudo. Nós, jogadores, sabíamos
que, mesmo com as dificuldades, uma boa campanha
pelo Bangu traria visibilidade. Não foi
fácil, passamos por discriminações
quanto às arbitragens, mas aqui é
um grupo de guerreiros, de amigos, é
a família Bangu", diz o lateral,
que também revelou o espisódio
mais marcante do ano.
"Antes do jogo contra o Tigres, a nossa
oração foi tão forte, que
nós saímos chorando do vestiário.
Não há desavenças, todos
se gostam, e esse foi o ponto forte do time.
A família que montamos, crescendo nas
adversidades", conta.
De 2005 a 2008, quatro anos de angústia
para a torcida bangüense
Foram
quatro anos na segunda divisão, e campanhas
bastante distantes entre si. Neste ano, o aproveitamento
do clube foi excelente: 73,3% dos pontos conquistados,
com 20 vitórias em 30 jogos e o merecido
título da Segundona. Mas, antes disso,
o alvirrubro já bateu na trave e fez
más campanhas. O FutRio relembra a caminhada
do alvirrubro e a angustiante espera da torcida
para rever o time na Primeira Divisão
do futebol estadual.
No primeiro ano, Bangu fica por dois
pontos. Em 2006, seletiva é anulada
Logo em 2005, primeira temporada depois da queda,
a campanha do alvirrubro foi boa e o time chegou
à fase final da competição.
O acesso ficou a apenas dois pontos. Na ocasião,
os confrontos diretos contra o Nova Iguaçu,
promovido, decidiram a vaga: o empate em 1 a
1 em Moça Bonita e a derrota por 2 a
1 na Baixada deram à torcida a certeza
de mais um ano de angústia.
O aproveitamento total dos pontos na ocasião
foi de 64,8%: o Bangu conquistou dez vitórias,
cinco empates e três derrotas em 18 partidas.
Já em 2006, um balde de água fria:
eliminado ainda na primeira fase, num modestíssimo
19º lugar geral, com apenas 18 pontos.
Foram apenas quatro vitórias e seis empates
em 14 jogos, e um aproveitamento de 42,8%. Uma
nova esperança surgiu com a Seletiva
para a Primeira Divisão, que abriu 4
vagas.
O Bangu teve a melhor campanha, com cinco vitórias,
oito empates e apenas uma derrota: 23 pontos
conquistados, primeira colocação
com 63,3% de aproveitamento geral e, teoricamente,
o acesso à primeira divisão. Mas
o Ministério Público anulou a
competição por irregularidades.
Não foi desta vez que o alvirrubro voltou
à elite do futebol estadual.
Decepção na temporada
de 2007. Em 2008, brilhante campanha e alívio
Sem a mesma força de 2006, o Bangu teve
sua pior campanha na Segundona. Com a equipe
dividida entre a Série C do Brasileirão
pelo Madureira e a Segunda Divisão pelo
alvirrubro, o time caiu ainda na primeira fase
da competição estadual. Foram
12 jogos, quatro vitórias, dois empates
e seis derrotas. Aproveitamento geral de apenas
38,8%. O time ficou a nove pontos do Duque de
Caxias, segundo classificado no grupo B.
Assim como terminou o ano anterior, a preparação
para a Segundona de 2008 começou angustiante,
depois de o time não ter disputado a
Copa Rio. A demora no anúncio de Roy
como treinador demorou mais de um mês
e, mesmo após a chegada do técnico,
diversos jogadores recusaram o Bangu, que ficou
mal falado no cenário estadual. Porém,
mesmo com todas as dificuldades, Roy conseguiu
montar um grupo com jogadores conhecidos, e
o resultado do trabalho em conjunto e do entrosamento
dos atletas foi o título da Segundona.
A campanha foi brilhante, de longe a melhor
dos últimos anos. Em 30 jogos disputados,
20 vitórias, seis empates e apenas quatro
derrotas. Aproveitamento de 73,3%, melhor ataque
e melhor defesa: foram 52 gols marcados e apenas
21 sofridos. Números incontestáveis,
título merecido e primeira divisão,
de fato, garantida.
Confira as campanhas de 2005 até
2008:
2005: 18 jogos: 10 vitórias, 5 empates
e 3 derrotas. 27 gols pró e 12 gols contra.
Aproveitamento: 64.8%
2006: 14 jogos: 4 vitórias, 6 empates
e 4 derrotas. 12 gols pró e 19 gols contra.
Aproveitamento: 42,8%
2006 (Seletiva): 20 jogos: 10 vitórias,
8 empates e 2 derrotas. 30 gols pró e
10 contra. Aproveitamento: 63,3%
2007: 12 jogo: 4 vitórias, 2 empates
e 6 derrotas. 13 gols pró e 11 gols contra.
Aproveitamento: 38,8%
2008: 30 jogos: 20 vitórias, 6 empates
e 4 derrotas. 50 gols pró e 21 gols contra.
Aproveitamento: 73,3%
Para Jorge Varela, 2009 começa
já na segunda-feira
Após o término da Segundona
de 2007, quando o Bangu caiu ainda na primeira
fase da competição, o presidente
do clube, Jorge Varela, garantiu que recolocaria
o alvirrubro na primeira divisão em 2008.
Promessa feita, promessa cumprida. A vitória
por 2 a 0 sobre o Aperibeense recoloca os "mulatinhos
rosados" de volta na elite do futebol estadual
depois de quatro anos.
O desafio agora é muito maior: os adversários
são mais fortes e possuem mais recursos
financeiros. Para que tudo ocorra bem no retorno
do Bangu, Varela quer iniciar o planejamento
de 2009 já na próxima segunda-feira
(17). A prioridade do projeto é a permanência
de Roy, mas o fato de mais de 15 jogadores do
atual elenco serem emprestados preocupa. O presidente
não se posicionou oficialmente, mas,
ao que tudo indica, é pouco provável
a permanência de atletas como Fred, Hiroshi
e Beto, emprestados pelo Resende, e Valdir,
emprestado pela Cabofriense.
"Hoje é dia de festa, e segunda-feira
vamos começar o planejamento de 2009,
priorizando a permanência do treinador
(Roy). Quero agradecer ao Resende, à
Cabofriense, ao Madureira e ao Friburguense,
que emprestaram jogadores, mas a partir de segunda-feira
será um novo trabalho, e vamos começar
a ver quem serão os novos atletas",
diz o presidente.
Estádio de Moça Bonita
Motivo de grande insatisfação
dos clubes de menor investimento em 2008, enfrentar
os quatro chamados grandes somente fora de casa
não será mais preciso. A partir
do próximo Estadual, o clube que tiver
o estádio em condições
poderá receber Vasco, Flamengo, Botafogo
e Fluminense. Jorge Varela garante que o estádio
de Moça Bonita está totalmente
liberado para os jogos.
"Está quase tudo pronto para jogarmos
em Moça Bonita. Todas as vistorias foram
feitas, e só espero o laudo definitivo,
que deve sair nessa semana. A defesa civil,
a vigilância sanitária, a Polícia
Militar e o Corpo de Bombeiros já autorizaram,
faltando apenas os certificados definitivos
para apresentar na federação e
ficar em condições de mandar os
jogos aqui no ano que vem", declarou.
Chororô?
A ligação entre o sucesso do Bangu
e supostos favorecimentso das arbitragens foi
motivo de muita discussão durante toda
a Segundona, e o assunto não poderia
passar em branco com o presidente do clube.
Jorge Varela preferiu responder com números
para dizer que não houve nenhuma espécie
de ajuda ao alvirrubro, e classificou a atitude
de alguns clubes como choro.
"Muitos falaram, muitos choraram e ficaram
pelo meio do caminho. Mostramos que não
houve favorecimento nenhum durante o campeonato.
Fomos líderes em todas as fases, tivemos
o melhor ataque, defesa, e só faltou
o artilheiro, justamente por termos um time
equilibrado, onde todos fazem gols", desabafou
o presidente, para depois mandar um recado para
dirigentes de clubes rivais.
"Muitos falam besteira. Quem viu os jogos
do Bangu viu a lisura das arbitragens. Alguns
diretores de clubes deveriam colocar a mão
na consciência e ver que não viemos
de brincadeira", finalizou.
Acesso e título do Bangu pintam o bairro
de vermelho e branco
Fonte:
Bruno Gonçalves (FutRio)
Eu passava pelo centro de Bangu quando fui surpreendido
por um alvoroço promovido por torcedores
vestidos de vermelho e branco. Todos muito sorridentes.
Junto com eles, vários carros passavam
buzinando.
Não esperava que o resultado de um jogo
da Segunda Divisão do Campeonato Carioca
pudesse envolver tanto uma comunidade. Há
muito tempo não se via população
bangüense tão feliz com seu clube
de futebol. Crianças, adultos, idosos,
todos gritavam: "É campeão!!".
Os moradores, fora de suas casas, procuravam
saber de onde vinha a barulheira. Quando se
deram conta de que os portões do estádio
de Moça Bonita estavam abertos e que
a vitória sobre o Aperibeense tinha garantido
o acesso à Primeira Divisão de
2009, foi só alegria.
Bares lotados, uma multidão
se abraçava e comemorava. Um senhor de
aproximadamente 70 anos chorava copiosamente.
A alegria se espalhou pela Praça Guilherme
da Silveira, que fica ao lado do estádio.
Certamente esse dia ficará marcado na
História desse glorioso clube da Zona
Oeste do Rio de Janeiro.
*
Bruno Gonçalves tem 21 anos, é
estudante de publicidade e mora em Padre Miguel.
.
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Bangu
bate Aperibeense e ganha a Segundona
Fonte:
Paulo Roberto Rodrígues (Papo Esportivo)
Foto:
Paulo Roberto Rodrígues |
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| Sassá,
do Bangu,
vence Arthur na corrida e sai para o ataque |
Jogando
na tarde deste sábado (15), no estádio
Proletário Guilherme da Silveira, o Bangu
derrotou o Aperibeense por 2 a 0, gols de Bruno
Luiz e Sassá, conquistou o título
da Segunda Divisão de Profissionais 2008
e garantiu o acesso à Primeira Divisão
em 2009.
Com o resultado positivo o alvirubro da Zona
Oeste chegou aos 13 pontos ganhos no quadrangular
final, dois a mais do que o Tigres do Brasil,
vice-campeão, que também assegurou
sua vaga entre as melhores equipes do estado
ao golear o Olaria, em Xerém,
por 4 a 0.
Equipe de melhor campanha durante toda a competição
o Bangu disputou trinta jogos, sendo vinte vitórias,
seis empates e apenas quatro derrotas. Teve
o melhor ataque, junto com o Tigres do Brasil
- 52 gols - e a melhor defesa: 21 gols. O time
marcou 66 pontos e teve um aproveitamento de
73,33%. O Campeão deu sinais à
torcida que o pesadelo da Segunda Divisão
nunca mais fará parte da história
do clube. Bruno Luiz, com 11 gols marcados,
foi o artilheiro da equipe durante a competição.
O jogo
A partida em que Bangu e Aperibeense sonhavam
com o acesso para à elite do futebol
carioca, começou nervosa, com as duas
equipes mais preocupadas em não levar
gols do que marcar. O jogo transcorria em seu
primeiro tempo sem emoção e com
o árbitro Marcelo de Souza Pinto ‘amarelando’
o alvinegro do Noroeste Fluminense. Foram cinco
cartões, o que deixou os jogadores nervosos
devido ao que foi falando durante a semana.
Para não dizer que nada de útil
foi produzido no primeiro tempo, nos oito minutos
finais alguns lances de perigo aconteceram.
Aos 37 minutos, Valdir cobrou falta pelo lado
esquerdo e Bruno Luiz subiu mais que os zagueiros
adversário testando por cima do gol.
O Aperibeense respondeu dois minutos mais tarde.
Wallace avançou pela esquerda e dentro
da grande área bateu cruzado. Antes que
o atacante Adão chegasse para concluir
o arqueiro Cléber Moura defendeu. O alvirubro
da Zona Oeste quase abriu o marcador com Bruno
Luiz minutos antes de o árbitro apitar
o fim do primeiro tempo. Ele recebeu livre na
entrada da área e bateu forte para excelente
defesa de Zé Romário. O mesmo
atacante pegou o rebote e chutou na rede pelo
lado lado de fora.
Se o primeiro tempo foi de baixo nível
técnico o mesmo não aconteceu
na etapa complementar. Com um futebol mais ofensivo
o Bangu voltou melhor e explorando as jogadas
pelas laterais, com Valdir e Baiano. Aos cinco
minutos, escorando escanteio cobrado da direita,
Sassá se antecipou aos zagueiros e testou
no ângulo, para boa defesa do Zé
Romário. Onze minutos depois não
teve jeito. Valdir cobrou falta pelo lado esquerdo
e o zagueiro Wagner na tentativa de cortar,
colocou contra o patrimônio abrindo o
placar para o Bangu. Na súmula, o árbitro
Marcelo de Souza Pinto deu o gol para Bruno
Luiz. O gol assustou o Aperibeense que se abriu
em busca do empate e aos 18 minutos sofreu o
segundo. Bruno Luiz recebeu pelo meio e frente
a frente com o goleiro Zé Romário,
rolou para Sassá empurrar para o fundo
da rede. A partir daí o Banguzão,
já com a vaga e o título de campeão
da Segundona Carioca assegurados, passou a tocar
a bola e deixar o tempo passar.
Com o apito final do juiz, a torcida, explodiu
de emoção com o retorno do Bangu
Atlético Clube ao convívio dos
grandes clubes do futebol carioca, após
quatro anos de ausência.
O bonito troféu chegou de helicóptero
com o presidente da Federação
de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Rubens
Lopes, já que o Tigres do Brasil também
poderia faturar o caneco, e foi entregue ao
capitão Beto. O capita e o meia Fred
são bicampeões da Segundona Carioca,
pois no ano passado estavam no Resende.
Roy, o predestinado
em conquistar ‘acessos’
Foto:
Paulo Roberto Rodrigues |
| |
Antônio
Carlos Mendes de Souza, (Foto) mais conhecido
no meio futebolístico como Roy, mostrou
mais uma vez que é um treinador predestinado
a conquistar títulos e ‘acessos’.
Atual campeão da Segunda Divisão
de Profissionais dirigindo o Resende, na temporada
passada, o comandante banguense era só
emoção após o apito final
e o bicampeonato. Para ele foi o título
mais importante de sua carreira pela tradição
do Bangu. “O nosso objetivo era a conquista
do acesso à Primeira Divisão e
quando esse objetivo vem com o título
da Segunda Divisão, é mais importante
ainda”, disse Roy.
O técnico campeão da Segundona,
além dos títulos da Segunda Divisão
pelo Resende e agora com o Bangu, ainda tem
na bagagem, a conquista do campeonato capixaba
em 2007, dirigindo o Linhares; o título
da Terceira Divisão do Rio, ganho trabalhando
no Casimiro de Abreu, além de ter levado
o Friburguense à quinta colocação-geral
da Primeira Divisão em 2005.
>> De olho na Primeirona - “Foi
um trabalho árduo, cansativo, mas valeu
a pena. Semana que vem já começam
os trabalhos visando a Primeira Divisão.
Hoje eu vou ‘algemar’ o técnico
Roy para impedir a saída dele do Bangu.
O projeto é renovar seu contrato e de
toda a comissão técnica para dar
continuidade a esse trabalho vitorioso”,
disse o presidente do clube, Jorge Varela, à
repórter Maria Pimenta, em meio às
comemorações.
Uma torcida Nota
Dez!
Fonte:
Maria
Pimenta (Papo Esportivo)
O
Estádio Proletário não
estava lotado. Falou-se até que os Três
mil ingressos postos a venda haviam esgotado.
Mas o público compareceu em bom número
para incentivar o seu time de coração.
E foi nesse clima que a torcida banguense deu
seu recado. Na raça, no grito, no gestual,
tudo que pudesse motivar, ainda mais, aos jogadores
na corrida pelo título da Segundona Carioca.
Um ‘mar’ vermelho-e-branco, fazendo
a ‘ola’, o batuque do tambor, os
braços erguidos mandando o time pra frente.
Tudo era motivo para que o Banguzão corresse
atrás de seu objetivo: o título
de Campeão.
Muita alegria, principalmente depois que a equipe
sacramentou a vitória por 2 a 0 em cima
do Aperibeense. Mesmo com toda essa concentração
de pessoas unidas por um só objetivo,
não houve nenhuma ocorrência que
pudesse manchar o clima de festa. Estão
de parabéns as organizadas e todos os
torcedores presentes em Moça Bonita.
Tiveram um comportamento NOTA DEZ!
.
. . . . . . . . . . . . . .
"Família
Bangu" e grupo de guerreiros ficarão
na memória
Fonte:
Globoesporte.com
Foto:
Cezar Loureiro/Agência O Globo |
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| Jogadores
do Bangu comemoram o acesso |
Bangu
e Tigres venceram seus jogos na última
rodada do quadrangular final da Segunda Divisão
do Campeonato Carioca e garantiram vaga na Primeirona
do Estadual em 2009. Depois de quatro anos sem
participar da divisão principal, o Alvirrubro,
sob o comando do técnico Roy, bateu o
Aperibeense por 2 a 0 e terminou com 13 pontos,
conquistando o título da Segundona. Bruno
Luiz e Sassá marcaram os gols.
O acesso do Tigres veio depois de goleada. Jogando
na Baixada Fluminense, o time do técnico
Lucho Nizzo venceu o Olaria por 4 a 0, chegou
aos 11 pontos e terminou na segunda posição.
Eduardo e Clayton, duas vezes cada, marcaram
os gols da partida. Com o acesso, a Fera da
Baixada está credenciada a fazer sua
estréia na Primeira Divisão do
Campeonato Carioca em 2009.
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Bangu
e Tigres garantem acesso à Primeira Divisão
do Estadual
Fonte:
O Globo
RIO
- Após quatro anos afastado da elite
do futebol carioca, o Bangu assegurou neste
domingo o seu retorno à Primeira Divisão
do Estadual em 2009. O time da Zona Oeste derrotou
o Aperibeense por 2 a 0 em Moça Bonita
e conquistou o título da Segundona do
Rio.
Se uma das vagas ficou com um dos mais tradicionais
clubes da cidade, a outra é de um novato:
o Tigres, que foi fundado há quatro anos,
exatamente o período do calvário
do Bangu. A equipe de Xerém, na Baixada
Fluminense, garantiu o acesso ao golear o Olaria
por 4 a 0 em Édson Passos, no outro jogo
da rodada final do quadrangular decisivo da
Segunda Divisão.
Em Moça Bonita, Bruno Luiz e Sassá
fizeram os gols da vitória do Bangu,
ambos no segundo tempo. Encerrado o jogo, o
presidente da Federação de Futebol
do Rio, Rubens Lopes, torcedor declarado do
Bangu, desceu no gramado de helicóptero
para entregar a taça de campeão
ao time alvirrubro.
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