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BANGU 2 x 1 AMÉRICA

FICHA TÉCNICA
Competição:
Copa Rio (3ª fase)
Local:
Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho, em Bangu
Data-Hora:
Quarta-feira, 06/10/2010 - 15h
Renda:
R$ 2.330,00
Público:
208 pagantes (260 presentes)
Árbitro:
Wagner Nascimento Magalhães (RJ)
Auxiliares:
Michael Correia (RJ) e Wendel de Paiva Gouvea (RJ)
Eduardo; China, Abílio (Marcos Antônio), Johnny e Fabiano Silva; Marcão, André Barreto (Thiago Galhardo), Raphael Azevedo e Tiano; Pipico e Marcelo (Fabiano Lopes).
Técnico: Mazolinha.
Cléber, Edinho, Edson, Ronan e Bruno Santos; Mael, Joziel, Bruno Reis (Zotti) e Capixaba (Felipe); Wellington e Hugo (Vinícius).
Técnico: Arthur Bernardes.
Abílio, Marcos Antônio e Fabiano Lopes (Bangu); Edinho, Capixaba, Hugo, Bruno Santos, Wellington e Vinícius (América)
-
Bangu 0 x 1: Wellington, aos 10min do 1º tempo
Bangu 1 x 1: Marcos Antônio, aos 43min do 2º tempo
Bangu 2 x 1: Tiano, aos 45min do 2º tempo

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Bangu ganha a primeira em cima do América
Fonte: Fabio Menezes (Papo Esportivo)

Em partida bastante equilibrada desde o início e emocionante no final, o Bangu soube suplantar o America e, em especial, o seu ex-goleiro Cleber que, mesmo com grande atuação, não pode impedir a virada banguense nos minutos finais por 2 a 1. As duas equipes estrearam na terceira fase da Copa Rio de Profissionais 2010. Com o resultados o time da Zona Oeste assumiu a liderança do grupo com três pontos, mesmo pontuação do Goytacaz que derrotou o Friburguense por 2 a 1, mas, pelo número de gols marcados vem na frente da equipe campista.


O jogo

Com as duas equipes explorando a experiência e ofensividade de seus laterais pela direita, o jogo foi intenso pelos flancos, mas foi pela esquerda que o America abriu o marcador aos 10 minutos. Em jogada rápida, Capixaba bateu forte e Wellington tocou livre, da pequena área, aproveitando o rebote do goleiro Eduardo.

Sem se abater, o Bangu tentou o empate. Fazendo valer a habilidade do meia Tiano, o alvirrubro teve seis escanteios e, nas bolas paradas, ameaçava a meta americana, porém sem arremates efetivos. Aos 28 minutos, após trama rápida, Marcelo bateu para defesa segura de Cleber. Dois minutos depois, Tiano chutou forte da entrada da área e a bola foi para fora. Aos 45 o time de Moça Bonita teve a chance de igualar o marcador em cobrança de falta de Tiano, que exigiu grande defesa de Cleber.

Na etapa final o Bangu, melhor organizado, soube cadenciar o jogo com inteligência e tranquilidade, mesmo perdendo. Logo aos seis minutos teve boa chance com Marcelo que bateu forte, após jogada de Marcão. Na mesma intensidade com que terminou o primeiro tempo, e diante de um adversário retraído e que só saía em velocidade nos espaços deixados, o alvirrubro era só pressão.
Sacando o zagueiro Abílio para a entrada do atacante Marcos Antônio, o técnico Mazolinha deu ao setor ofensivo maior mobilidade e o resultado foi imediato. Aos 24 minutos Cleber fez grande defesa em cabeçada do atacante que acabara de entrar. Sete minutos depois, foi a vez do zagueiro Raphael Azevedo ajeitar para Marcão na pequena área, mas o volante banguense não teve o domínio da bola, facilitando a defesa do goleiro americano.

Nos minutos finais, partindo para o tudo ou nada, a ousadia banguense foi recompensada. Pipico, após jogada individual pela esquerda, aos 43 minutos, cruzou, Marcos Antônio subiu com os zagueiros e com toque inteligente, desviou do goleiro Cleber, que ainda tocou na bola, porém não impediu que ela morreresse no seu ângulo esquerdo.

Recuado, o America não suportou a pressão. No minuto seguinte, em grande jogada individual, China livrou-se da marcação, chutou colocado e exigiu defesa excepcional de Cleber. Aos 45, em pênalti de Ronan em Pipico, Tiano cobrou e Cleber der rebote para o mesmo Tiano bater forte e decretar a vitória banguense de virada.

Para o técnico Mazolinha, a vitória mostrou a força do elenco e perseverança de seus jogadores. "A nossa proposta era sair com os três pontos. Lutamos muito do início ao fim e o grupo foi abençoado por Papai do Céu, mais uma vez, que reconheceu a luta de jogadores humildade e dedicados, comprometidos com a vitória, mesmo diante de um adversário dificílimo de ser batido e que valorizou o nosso triunfo".

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Quando o jogo tem mais de 90 minutos
Fonte: Carlos Molinari

Todo árbitro de futebol dá os acréscimos no fim do jogo. Parece até uma lei do futebol: “ao terminar o segundo tempo, dê pelo menos três minutos a mais”.

E foi essa espécie de lei nunca oficializada que salvou o Bangu na tarde de 6 de outubro de 2010. Mais que isso, ocorreu neste dia um fato inacreditável, uma virada improvável que, para ficar ainda melhor, veio diante do arqui-rival, o América.

Os dois times jogavam pela terceira fase da Copa Rio – um torneio esquecido, sem os olhares da grande imprensa, minimamente divulgado. Por isso, apenas 208 pessoas pagaram ingresso naquela tarde de quarta-feira em Moça Bonita.

Mas os banguenses que lá foram não se arrependeram. Viram com seus próprios olhos uma reação brilhante, numa partida de nível técnico baixo. Também pudera. Bangu e América já não possuíam nem de longe grandes esquadrões, como tinham nos anos 50, 60, 80. Ao contrário, na penúria do século XXI, os dois clubes co-irmãos sofriam para tentar manter a mesma classe de outras épocas.

O América começou melhor. Logo aos 10 minutos, o atacante Capixaba foi lançado, invadiu a área e chutou cruzado, rasteiro. O goleiro Carlos Eduardo espalmou mal, para o meio da área e Wellington, que vinha na corrida, chutou para as redes. Fácil, fácil. Era a constatação de que o time do Bangu não era lá essas coisas...

O primeiro tempo ficou nisso. E na segunda etapa, apesar do Bangu pressionar bem mais, o placar não se modificava. O técnico Mazolinha, no desespero, resolveu ousar: tirou o zagueiro Abílio e colocou o atacante Marco Antônio. Loucura? Talvez. Mas para o comandante os banguenses tinham que arriscar: era empatar ou levar mais gols.

Aos 45 minutos do segundo tempo, o banco do América já pedia o final do jogo desesperadamente. O juiz Wagner Magalhães fez “ouvido de mercador” e mandou o recado: “vão ser 5 minutos de acréscimo”.

O cronometro mostra 46 quando Pipico foi à linha de fundo, cruzou rasteiro e o reserva Marco Antônio, embolando com os zagueiros, deu um leve toque para bater o até então intransponível goleiro Cléber Moura (ex-jogador do próprio Bangu). Era o empate! O plano de Mazolinha tinha funcionado plenamente.

O torcedor banguense já estava contente, poderia ir para casa feliz. A invencibilidade na competição estava mantida. No entanto, ainda tinha mais jogo. Aos 49 minutos, a bola ia sair pela linha de fundo, o zagueiro americano Ronan fazia a proteção para que isso acontecesse. Eis que Pipico surge feito um louco, passa à frente do zagueiro, recupera a bola perdida e sofre pênalti! Era o inacreditável. Pênalti para o Bangu!

Tiano, o camisa 10, foi para a cobrança. Bateu mal, muito mal. O goleiro Cléber pegou, largou, a bola caprichosamente voltou para Tiano que, aí sim, chutou para as redes. Aos 50 minutos do segundo tempo! Bangu 2 a 1.

Não adiantou os americanos reclamarem dos cinco minutos de acréscimo, não adiantou sequer a presença do ex-craque Romário, dirigente do América, nas sociais. O Bangu conquistava a vitória mais dramática sobre o seu arquiinimigo em todos os tempos.

Mesmo que fosse pela Copa Rio, mesmo que a grande imprensa não estivesse presente para ver, mesmo com pouco público, a audácia do “grande estrategista” Mazolinha tinha feito o impossível virar realidade.

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Leia a crônica de Carlos Molinari sobre este jogo.

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Video do jogo
 
 

Fotos do jogo
 
Foto: Úrsula Nery/ Agência FERJ
 
 
Foto: Úrsula Nery/ Agência FERJ
 
 
Foto: Úrsula Nery/ Agência FERJ
 
 
Foto: Úrsula Nery/ Agência FERJ
 
 
Foto: Úrsula Nery/ Agência FERJ
 
 
Foto: Úrsula Nery/ Agência FERJ
 
 
Foto: Úrsula Nery/ Agência FERJ
 
 
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Foto: Úrsula Nery/ Agência FERJ
 
 
Foto: Úrsula Nery/ Agência FERJ
 
     
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