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AMÉRICA 1 x 2 BANGU

FICHA TÉCNICA
Competição:
Copa Rio (2ª fase)
Local:
Estádio Giulite Coutinho, em Édson Passos
Data-Hora:
Quarta-feira, 03/11/2010 - 16h (horário brasileiro de verão)
Renda:
R$ 725,00
Público:
91 pagantes (191 presentes)
Árbitro:
Eduardo Cordeiro Guimarães (RJ)
Auxiliares:
Vinícius Barone Pampurre (RJ) e Ralph Coutinho Carneiro (RJ)
Cléber, Edinho, Ávalos, Ronan (Edson) e Da Costa; Mael, Josiel e Bruno Reis e Capixaba; Alex Dias (Bruno Santos) e Wellington.
Técnico: Arthur Bernardes.
Espíndula; Caboclo (Thiago Galhardo), Abílio e Raphael Azevedo; China, Fabiano Silva; Marcão, André Barreto, Tiano e Fabiano Silva; Marco Antônio e Pipico.
Técnico: Mazolinha.
Raphael Azevedo, Fabiano Silva, Caboclo e Pipico (Bangu); Ronan, Mael, Josiel, Edson, Edinho e Bruno Santos (América)
-
Bangu 0 x 1: Da Costa, aos 10min do 1º tempo
Bangu 1 x 1: Tiano, aos 23min do 2º tempo
Bangu 2 x 1: Tiano, aos 33min do 2º tempo

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Bangu vira-vira bate o América em Edson Passos
Fonte: Fabio Menezes (Papo Esportivo)

América e Bangu se enfrentaram na tarde desta quarta-feira (3), no Estádio Giulitte Coutinho e, mais uma vez, de virada, o time da Zona Oeste triunfou por 2 a 1. O jogo valeu pela penúltima rodada da terceira fase da Copa Rio de Profissionais. Com o resultado, além de eliminar os rubros da competição, e beneficiado pela derrota do Goytacaz para o Friburguense (2 a 0), o Bangu decidirá em casa a vaga contra os campistas na próxima quarta-feira (10). Só a vitória interessa ao time de Moça Bonita, enquanto a representação do Norte Fluminense jogará pelo empate.

Com as duas equipes precisando da vitória para manter vivo o sonho de chegar à final, coube ao America pressionar desde o início e logo aos 10 minutos, em cobrança de falta precisa, Da Costa abriu o marcador para o time da casa.

Mesmo em desvantagem, o Bangu não se abateu e logo igualou as ações. Crescendo em campo, teve boa chance com Tiano, aos 27, cobrando falta e levando perigo à meta de Cléber. Retraído, o America via o Bangu pressionar e quase cede o empate após jogada perigosa pela esquerda, na qual Pipico arrematou, aos 38.

Na etapa final, com a mesma disposição ofensiva, o Bangu foi só pressão. Também de falta, e cobrando com a habitual categoria, Tiano empatou a partida aos 23 minutos. Mantendo o ritmo, Pipico quase vira no minuto seguinte, cabeceando no travessão. Contando com a boa atuação do goleiro Cleber, o America segurou o empate até os 33 minutos, quando o atacante Alex Alves foi derrubado na área e Tiano, mais uma vez, decretou a virada banguense.

À base de pressão em busca do empate, Bruno Santos em jogada individual foi derrubado na área. No pênalti, brilhou a estrela do goleiro alvirrubro ao defender a cobrança de Wellington, no último minuto.

Após a partida houve muita comemoração por parte da torcida banguense que, pela manhã, celebrara a primeira vitória do time no Torneio Octávio Pinto Guimarães (OPG), ao derrotar o Sendas, também na Baixada Fluminense, com gol de Mário.

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Drama reprisado
Fonte: Carlos Molinari

Incrível como Bangu e América protagonizaram dois jogos emocionantes durante a Copa Rio de 2010. Mesmo com o descrédito da competição junto à grande imprensa, mesmo que o elenco dos dois clubes não fosse dos melhores, a tradição secular dos rivais transformou duas partidas comuns em duas batalhas para a história.

Primeiro, foi a incrível virada banguense, no dia 6 de outubro, em Moça Bonita, já nos acréscimos concedidos pelo árbitro. Depois, foi outra virada, pelo mesmo placar de 2 a 1 que o Bangu conquistou, desta vez em Édson Passos, a casa do América.

A partida valia muito: quem perdesse estaria fora da Copa Rio. Mais ainda: se houvesse empate, os dois estariam eliminados. Então era vencer ou vencer, para os dois lados.

O América começou melhor. Logo aos 2 minutos, Bruno Reis balançou as redes, mas o juiz Eduardo Cordeiro Guimarães foi generoso e anulou o lance. A tristeza dos americanos se transformou em alegria aos 10 minutos. Em bela cobrança de falta, Da Costa fez 1 a 0 para os rubros. Não parecia ser a tarde do Bangu.

Curiosamente, a vantagem fez o América se encolher e o Bangu se lançou à frente. O técnico Mazolinha tirou o sonolento atacante Marco Antônio e colocou Alex Alves. Mas quem quase marcou o gol de empate foi Pipico. Quem salvou a meta americana, acreditem, foi o banguense Marcão, que na ânsia de marcar o gol, impediu que a bola fosse no endereço certo.

O primeiro tempo terminou assim: América 1, Bangu 0. Na etapa final, os rapazes alvirrubros foram para cima. Conseguiram inúmeros escanteios, mas não conseguiam o gol. O camisa 10 Tiano parou no goleiro Cléber diversas vezes. Pipico, então, estava azarado. Aos 17 minutos, escorando um córner, viu a bola bater na trave.

A agonia do Bangu terminou aos 22 minutos. Em cobrança de falta, Tiano finalmente balançou as redes: 1 a 1. A partida estava empatada e pelo que se tinha visto até então, o momento era todo dos alvirrubros.

A virada poderia ter acontecido logo aos 25 minutos: Pipico cabeceou. Desta vez, o travessão salvou, a bola ainda quicou exatamente em cima da linha e saiu. Era azar demais!

Seu companheiro de ataque, Alex Alves, também sofreu do mesmo mal. Em um chute rasteiro, acertou a trave do América. Que sina! O tempo passava e o empate significava uma eliminação dupla.

Eis que, aos 33 minutos, o lateral-esquerdo Fabiano foi derrubado na área. Pênalti duvidoso que o árbitro fez questão de marcar para o Bangu.

Tiano, o habilidoso meia, cobrou firme, no centro do gol, enquanto Cléber se jogava para um dos lados. Era a virada tão necessária para o time continuar na competição.

Mas o América não estava morto. Enquanto o Bangu recuava todo para segurar a vantagem, os rubros iam pra cima. Da Costa reclamou pênalti aos 36 minutos. O árbitro ignorou.

Estava escrito, porém, que o América teria uma penalidade a seu favor. Aos 43 minutos, o Sr. Eduardo Cordeiro Guimarães viu uma falta de Abílio em Bruno Santos na área perigosa. Agora sim era pênalti. Wellington foi para a cobrança disposto a empatar o jogo. Do outro lado, o jovem goleiro Espíndola, arrojado, defendia. Era a consagração!

O Bangu voltava a vencer o América de virada e continuava com chances de passar às finais da Copa Rio, eliminava o rival nos seus próprios domínios e além de tudo isso, conseguia outro triunfo épico, heróico, desses que ficam marcados na história do clube por muitos e muitos anos.

Pena que pouca gente viu mais este clássico emocionante. Meros 91 torcedores pagaram ingresso em Édson Passos naquela tarde de quarta-feira...

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Leia a crônica de Carlos Molinari sobre este jogo.

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Video do jogo
 
     
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