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Eduardo Guinle

29 de setembro de 2012

Na saída de bola! No último minuto! Na mais pura raça!


Quando o Friburguense ainda vencia por 1 a 0, Rafael Azevedo (camisa 3) levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um a menos, o time se superou e conseguiu a vitória com um gol no último minuto.

Por mais que a Copa Rio nunca tenha caído no gosto do torcedor, algumas vezes a competição criada pela FFERJ proporcionava momentos de grande emoção para os poucos adeptos que ainda insistiam a ir aos estádios. Em 2012, apenas 106 “testemunhas” foram até o Eduardo Guinle, em Nova Friburgo, presenciar o encontro entre o Friburguense e o Bangu pela 9ª rodada da primeira fase.

A campanha do Bangu no torneio era até curiosa. Estava invicto, mas com duas vitórias e cinco empates, fatalmente ficaria eliminado se perdesse ou empatasse com o Friburguense. Por isso, mesmo atuando fora de casa, era vencer ou vencer para o time do técnico Cleimar Rocha, se quisesse a segunda vaga do Grupo D (o Nova Iguaçu era o líder da chave).

O time da Região Serrana fez o que convinha a um anfitrião, dominou a primeira etapa e conseguiu abrir o placar aos 22 minutos, quando Lucas recebeu um cruzamento, sem marcação da zaga banguense, e cabeceou para as redes do goleiro Fernando Cunha. Uma falha gritante num lance de bola parada.

A equipe, cabisbaixa, foi para os vestiários com uma derrota parcial, que significava também a precoce eliminação da competição.

No 2º tempo, se algum dos 106 presentes tivesse problemas cardíacos, certamente sofreria um infarto, independentemente de qual clube torcesse. Aos 15 minutos, o zagueiro Rafael Azevedo atingiu Vitor Hugo, do Friburguense e o árbitro, acertadamente, expulsou o banguense de campo. Com um a menos, a tarefa ia ficando bem mais difícil.

Mas, o futebol tem suas surpresas. Aos 20 minutos, eis que a bola é levantada para a pequena área do Friburguense, o goleiro Adílson tenta sair de soco, a bola bate no corpo do atacante Peixinho e toma a direção das redes. Um gol de sorte do Bangu: 1 a 1.

Na reta final do jogo, a partida ficou eletrizante. Aos 37 minutos, Bruno Santos cruzou da esquerda para a área e o centroavante Rodrigo Pinho pegou de primeira, estufando as redes do Friburguense. Era o gol da virada e da provável classificação banguense.

Porém, aos 44 minutos, ocorreu uma pane na defesa alvirrubra. O reserva Gleison recebeu na área e, mesmo com o volante Oliveira à sua frente, chutou cruzado, no canto oposto do goleiro Fernando Cunha. Era o empate, um resultado que não servia. Desesperado, o zagueiro Carlos Renan se joga ao chão com as mãos sob o rosto. O Bangu seria eliminado invicto da Copa Rio.

O lateral-esquerdo Bruno Santos: em 69 jogos pelo Bangu, fez apenas 4 gols, um deles inesquecível!

O drama de Carlos Renan durou poucos segundos. Na saída de bola, aconteceu um lance que nunca mais se repetiu. Rodrigo Pinho deu um toque de lado para Eudes que lançou em profundidade para o lateral-esquerdo Bruno Santos correr para a área do Friburguense. De primeira, depois que a bola quicou duas vezes no gramado, ele encheu o pé – errar ou acertar o chute naquele momento significaria continuar empregado no restante do ano ou encerrar a participação prematuramente. O míssil saiu certeiro, reto, forte, no alto, inacreditável! Bruno Santos fez 3 a 2! O Bangu, com um jogador a menos, logo após levar o gol de empate e exatamente quando o relógio apontava 45 minutos do 2º tempo, se classificava para a segunda fase da Copa Rio.

Mera questão de Sorte?

“Não foi sorte. Eu combinei com o Eudes, o nosso meia. Falei pra ele lançar na frente que eu ia correr. O pessoal não estava acreditando. Ele lançou, eu consegui ganhar do zagueiro e acertei um chute maravilhoso que deu a classificação para o nosso querido Bangu. Fico feliz por participar disso” – contou o heróico Bruno Santos após a partida.

Realmente, não foi só um dia de sorte, foi um dia de glória!

Copa Rio 2012 – Grupo D
     
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