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Gávea 21 de janeiro de 2015

Os milionários chineses não abriram o olho com o Bangu


O capitão do Bangu, Almir e o capitão do Shandong, Vágner Love,
posam para a foto com o trio de arbitragem.

Dinheiro. Muito dinheiro. Com uma receita avaliada em 24 milhões de dólares em 2015, o até então desconhecido time do Shandong Luneng, da China, se tornou uma atração mundial.

Turbinado pelos recursos do Grupo Luneng - a maior fornecedora de energia elétrica da China – o Shandong passou a contratar todo grande jogador que aparecesse pela frente. Mais especificamente mirou diretamente no futebol brasileiro, levando para a distante província oriental nomes conhecidos dos nossos torcedores.

Assim, quando o time laranja e preto chegou para uma pré-temporada de amistosos no Brasil, desembarcou com Júnior Urso (ex-Coritiba), Montillo (meia argentino, ex-Cruzeiro), Aloísio (ex-São Paulo) e Vágner Love (ex-Flamengo). Durante a excursão, os chineses ainda contrataram Diego Tardelli, do Atlético Mineiro. O técnico, como não podia deixar de ser, era um brasileiro: Cuca.

Mas, o elenco milionário dos chineses não tinha começado bem: fora derrotado pelo Palmeiras por 3 a 1, no dia 17 de janeiro, em São Paulo. A chance de se recuperar era diante do Bangu, em amistoso marcado para o mal tratado gramado do estádio da Gávea, quatro dias depois, com entrada franca.

Muitos torcedores do Flamengo foram assistir a partida. A imprensa carioca também compareceu em peso, obviamente não por causa do Bangu. Todos queriam ver os craques do Shandong Luneng, em especial o meia argentino Montillo, um gênio com a bola nos pés.

Com marcação individual, Montillo não rendeu o esperado. Porém, tudo parecia dentro do script, quando o Shandong abriu a contagem, aos 36 minutos do 1º tempo, com um gol do brasileiro Júnior Urso.

O Bangu, atuando com um horroroso e inusitado uniforme vinho e amarelo (oferecimento da fornecedora WA Sport), conseguiu o empate dois minutos depois. Mateus foi à linha de fundo e tocou para o volante Magno, dentro da área, chutar, pegar o rebote do goleiro Yang Cheng e, enfim, empatar a partida: 1 a 1.

Aos 42 minutos, o lateral-esquerdo Guilherme roubou uma bola no meio-campo e serviu a Magno. Livre, sem goleiro, o volante tocou e saiu para comemorar. O Bangu, contrariando as expectativas, virava o placar.


Montillo fica preso na marcação de Sérgio Rafael e o Bangu –
de camisa vinho e calção amarelo – goleia os chineses.

O técnico Cuca desistiu de tentar o empate logo nos primeiros minutos do 2º tempo. No primeiro lance, o reserva Luciano cruzou e Rafael Augusto balançou as redes: 3 a 1.

Aos 2 minutos, foi Rafael Augusto quem deu o passe para Bruno Luiz – que entrara no intervalo. Rapidamente, o artilheiro chutou e fez o quarto gol em cima do goleiro Yang Cheng.

Numa tarde em que os termômetros chegaram a marcar 38 graus, Cuca resolveu poupar seus craques e tirou de campo Montillo e Vágner Love. O Shandong teve um pênalti a seu favor, aos 8 minutos, que o chinês Wang Yongpo bateu e venceu o goleiro Márcio: 4 a 2.

Nada que abalasse o Bangu. Aos 18 minutos, o volante Ives roubou uma bola no meio-campo e tocou para Almir. O craque avançou e chutou da entrada da área para marcar o quinto gol dos alvirrubros.

Depois disso, o técnico Mário Marques substituiu vários jogadores e o amistoso ficou bem desinteressante. O Shandong não correu atrás da diferença e a goleada de 5 a 2 chocou a imprensa esportiva, que não esperava ver um Bangu tão bem preparado logo: “5 a 2, com certeza, foi uma surpresa para eles e para a gente” – disse o técnico Mário Marques.

O Shandong Luneng continuou sua excursão pelo Rio de Janeiro ganhando do Botafogo por 1 a 0, no Engenhão, e empatando com o América em 2 a 2.


Magno comemora o primeiro gol do Bangu no jogo.

     
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