JOSÉ
CLEBER , ex-preparador físico do
Bangu 02/03/08
Ele
preparava a máquina dos anos
80
Um
otimista. Um vencedor. Adjetivos que
podem classificar o antigo e conhecido
preparador físico do Bangu
dos anos 80, José Cléber.
Na época, um garotão
de 27 anos, hoje já cinqüentão
treinando do Al-Jahra, do Kuwait.
Mas o que diferenciava Cléber
de outros tantos preparadores que
passaram por Moça Bonita é
que ele, realmente, era banguense.
Aliás, como não ser,
se Cléber estava ali dentro
vivendo dia a dia as glórias
e os dramas dos timaços dos
anos 80.
Antes de chegar ao Bangu, em 1984,
Cléber trabalhou no Madureira,
no Bonsucesso e no Americano. Começava
assim, uma carreira de cinco anos,
no clube vermelho e branco. Como preparador,
Cléber fez muitas amizades
e faz questão de listar os
nomes de cada um de seus atletas.
Toinho, Gilmar, Júlio Galvão,
Gilson Paulino, Rosemiro, Márcio
Nunes, Oliveira, Fernandes, Baby,
Israel, Mário, Arturzinho,
Marinho, Cláudio Adão,
Toby, Pingo, Lulinha, Gilson Gênio,
Gilson fazem parte da listagem que
Cléber recitou.
Obviamente, relembrando o passado
é inevitável falar das
finais de 1985. Onde segundo ele,
“tivemos falta de sorte contra
o Coritiba e fomos garfados pela arbitragem
do Wright contra o Flu”. Um
tempo bom – “o melhor
que vivi em Moça Bonita”,
faz questão de dizer. Mas,
como bom banguense, para Cléber
o clube é “um vulcão
em repouso, que tem tudo para entrar
em erupção”.
Otimismo, esperança, mesmo
no Kuwait, Cléber acompanha
a má fase do clube, e torço
muito “para ver ressurgir o
nosso Bangu, para resgatar seu prestígio
e suas glórias” –
comenta o preparador, sem ter idéia
de que qualquer time do Kuwait ganharia
fácil dos reservas do Madureira
que o alvirrubro anda usando...
Carlos
Molinari
Pesquisador da história do Bangu
Atlético Clube.