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ÉDSON SOUZA, ex-jogador do Bangu
28/04/08
 

Um golaço para a história

O gol de Édson Souza sobre o Vasco em 89 até hoje está na minha memória

Você pode tê-lo visto jogar com a camisa alvirrubra em 1989, em 1995 ou em 2000, mas independente do ano, Édson Souza sempre demonstrou a mesma raça em todas as suas passagens pelo clube.

Mestre nos desarmes e nos mísseis disparados de fora da área, Édson Souza é hoje o técnico do Nova Iguaçu, que ao contrário do nosso clube, já está se preparando para disputar a Segunda Divisão estadual. Em 2007, o ex-craque banguense levou o Mesquita ao vice-campeonato da Segundona.

Pelo alvirrubro, Édson Souza fez 87 jogos (com 28 vitórias, 28 empates e 31 derrotas), marcando 5 gols - um deles eu me lembro até hoje, contra o Vasco, em São Januário, num tiro indefensável de fora da área, que venceu o goleiro Acácio, em 1989.

Suas melhores lembranças também são de 89, quando foi contratado junto ao Cruzeiro, ganhando o mesmo salário que o poderoso clube mineiro o pagava: "Era um Bangu sem dificuldades, uma época farta, um Castor generoso. Ele abria uma mala cheia de dinheiro e perguntava se o pessoal gostava de grana" - recorda.

Quando voltou a Moça Bonita, em 95, veio pelas mãos do empresário Pedrinho Vicençote, vindo do União da Ilha da Madeira, de Portugal.

Regressou outra vez em 2000, a convite do treinador Alfredo Sampaio, que gostou do que Édson fazia com a bola vestindo a camisa do Americano.

Nesta época, eu era diretor de Patrimônio Histórico do clube e pude conversar com ele sobre a fabulosa excursão do time a Kiev, em 1989 e principalmente do duelo com o Dínamo local. As informações de Édson Souza foram preciosas e eu as lancei no meu livro "Nós é que somos banguenses".

Amigo até hoje de Macula, Oliveira e Márcio Rossini, o técnico do Nova Iguaçu acha o Bangu atual muito triste: "A decadência me deixa frustrado porque tenho um carinho especial pelo clube".

Aos 43 anos, dificilmente esse paulista se lembrará disso tudo na hora em que o seu Nova Iguaçu cruzar o nosso caminho na Segundona.

Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
     
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