Lateral
da máquina de 1983
Tonho jogou apenas 21 vezes pelo Bangu,
mas saiu de campo com 14 vitórias
e três empates
Confesso
que quando um amigo veio com a sugestão
de realizarmos um “por onde
anda?” com o Tonho, eu fiquei
na dúvida. “Tonho, mas
que Tonho?”
De fato, o Bangu teve dois atletas
com esse mesmo apelido: o primeiro,
atacante obscuro da década
de 60, o segundo, o lateral Antônio
Carlos Pereira de Sousa, que jogou
entre 1983 e 1984. E é sobre
este último que vamos falar.
Tonho jogava no modesto Rubro de Araruama
quando chegou a Moça Bonita
para fazer um teste. Conterrâneo
do supervisor Catuca, o teste foi
mera formalidade para o lateral-esquerdo,
que estreou contra a Desportiva, em
junho de 1983, na época com
24 anos.
Foi titular durante a magnífica
campanha no Campeonato Carioca de
1983, em que o Bangu terminou em terceiro
lugar. Mas para ele, o título
foi perdido de forma inexplicável.
“O Bangu era, sem a menor dúvida,
a melhor equipe do certame, não
só pela imprensa, mas também
pelos próprios números”.
Entretanto, três derrotas para
o Flamengo: 1 x 3 no 2º Turno,
0 x 1 na final da Taça Rio
e 0 x 2 no Triangular Final acabaram
com o sonho da equipe de Moisés.
“Aquele era um elenco sem vaidades
e com jogadores do mais alto nível”
– conta Tonho, que até
hoje guarda uma grande amizade com
Paulinho Criciúma. Depois que
saiu do Bangu, em 1984, o lateral
atuou no Moto Clube, no Rio Negro
e no Paysandu.
Atualmente, convidado pelo ex-técnico
Moisés, Tonho é treinador
dos juniores da Cabofriense, vice-campeão
do 1º turno do Campeonato Carioca
deste ano.
Em relação ao Bangu
de hoje, confessa muita tristeza e
desejos de que um dia volte a ser
o que foi.
Carlos
Molinari
Pesquisador da história do Bangu
Atlético Clube.