Provavelmente, só quem acompanhou
o Bangu na década de 70 tem
na memória algum lance desse
meio-campo, que atuou duas temporadas
(1970 e 1976) com a camisa alvirrubra.
Hoje, atual coordenador das categorias
de base do Olaria, Didinho, ou melhor,
Sebastião Campos de Morais,
65 anos, foi um meio-campo que despontou
no Bonsucesso em 1969 e o presidente
Elias Gaze fez questão de trazê-lo
para o Bangu no ano seguinte.
Em Moça Bonita, alcançou
logo a posição de titular,
graças ao técnico Flávio
Costa e participou de um jogo histórico:
os 4 a 0 sobre o Flamengo, no Maracanã,
quando Dé marcou o famoso "gol
do gelo": "A jogada começou
comigo, numa dividida com o meia Liminha,
a bola sobrou para o zagueiro Reyes
e o Dé tirou a bola dele atirando
um pedregulho de gelo, que assustou
o jogador."
Do time de 1970, Didinho lembra dos
amigos Aladim, Serjão, Cabrita
e Paulo Mata, mas destaca sempre a
mão firme de Flávio
Costa: "Ele era a grande estrela,
com jogadores medianos ele conseguiu
montar um time brioso".
Voltou ao Bangu em 1976, vindo do
Botafogo, para participar de uma temporada
bastante fraca, mas que acabou dando
ao clube o título do Torneio
da Integração. Parou
de jogar em 1979, quando defendia
o Serrano, de Petrópolis, mas
antes disso rodou o mundo mostrando
seu futebol.
Comandou o meio-campo banguense em
67 oportunidades (com 21 vitórias,
17 empates e 29 derrotas), tendo marcado
7 gols. Sobre o momento lamentável
que o Bangu vive, Didinho é
categórico: "Hoje é
um clube triste, sem identidade".
Didinho trabalha hoje na Comissão
Técnica do Olaria, que está
fazendo muito boa campanha na Copa
Rio e é forte concorrente na
Segundona do Carioca.
E agora, lembraram-se do Didinho?
Carlos
Molinari
Pesquisador da história do Bangu
Atlético Clube.