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| ARTURZINHO,
ex-jogador do Bangu
25/08/08 |
O
Rei Artur de Moça Bonita
Durante
a partida Brasiliense 2 x 3 Bahia,
em Taguatinga, Distrito Federal, tive
o privilégio de conversar com
um craque, um desses gênios
eternos da história do Bangu
Atlético Clube: ninguém
menos que Artur dos Santos Lima, ou
Arturzinho, ou ainda Rei Artur, autor
de 90 gols em 251 jogos (96v, 86e,
69d) pelo time de Moça Bonita
– oitavo artilheiro em todos
os tempos.
Arturzinho chamou a atenção
do Patrono Castor de Andrade em 1982,
depois que o Bangu enfrentou duas
vezes o Operário/MS. O baixinho
era o craque do time deles, e a partir
de julho daquele ano, Arturzinho passou
a fazer parte do plantel alvirrubro.
Seu melhor momento, no entanto, só
viria em 1983: “A melhor partida
que fiz pelo Bangu? Ah, essa é
fácil, foi aquele 6 a 2 sobre
o Flamengo, em que fiz quatro gols”
– revela o ex-jogador, atualmente
com 52 anos, que conseguiu recentemente
rever os seus gols através
do site www.bangu.net.
O Rei Artur, apelido que ganhou após
sua brilhante participação
no Campeonato Carioca de 1983, saiu
do clube em 1984 – indo jogar
no Vasco e também não
estava presente na campanha do vice
brasileiro de 1985 – na época,
vestia o uniforme do Corinthians.
Mas retornou no segundo semestre daquele
ano para disputar um novo Campeonato
Carioca. Provavelmente, se o José
Roberto Wright não fosse desonesto
e marcasse o pênalti no minuto
final, seria Arturzinho quem iria
cobrá-lo. “Perdemos a
final de forma roubada pro Flu. Você
já viu o lance do pênalti
no Cláudio Adão?”
– pergunta indignado.
Para um jogador que viveu os maravilhosos
momentos da década de 80, é
fácil rememorar a história.
“O Bangu não ganhou os
títulos porque, além
de ser sempre roubado, não
era um time de massa. Nós ficamos
quatro anos sem perder para o Vasco
(de 1983 a 1987), você sabe
o que é isso? Ganhávamos
sempre do Botafogo e do América,
fazíamos jogo duro com o Flamengo
e só ficávamos em desvantagem
para o Fluminense. Não é
mole não” – conta
orgulhoso o atual técnico do
Bahia, time que disputa a Série-B
do Campeonato Brasileiro.
Arturzinho considera que seus melhores
amigos em Moça Bonita foram
os craques Mário e Marinho
e lembra até hoje de sua última
partida pelo clube. Depois de sair
em 1991, ele tentou voltar em 1995,
atuou apenas uma vez, contra o Goaituba/GO,
e acabou expulso de campo. “Eu
fui pra ajudar e terminei expulso.
Daí eu não quis mais
saber daquilo não. Já
estava em fim de carreira”.
E o Bangu de hoje, Arturzinho? O treinador,
que inclusive esteve cotado antes
da contratação de Antônio
Carlos Roy, é cruel: “É
lamentável o time do Bangu.
Não tem possibilidade de nada.
Bem diferente da equipe que nós
montamos. Acabou o profissionalismo.
Querem jogador só para vender”.
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Carlos
Molinari
Pesquisador da história do Bangu
Atlético Clube. |
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Estatísticas |
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| Jogos |
3.883 |
| Vitórias |
1.629 |
| Empates |
915 |
| Derrotas |
1.339 |
| Gols Pró |
6.872 |
| Gols Contra |
5.959 |
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Artilheiros |
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| Ladislau |
222 |
| Moacir Bueno |
179 |
| Nívio |
142 |
| Menezes |
132 |
| Zizinho |
122 |
| Paulo Borges |
108 |
| Luís Carlos |
106 |
| Décio Esteves |
93 |
| Arturzinho |
91 |
| Marinho |
80 |
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