Que
defesa boa, que traz tanta confiança
pra gente...
Ubirajara,
Fidélis, Mário Tito,
Luís Alberto e Ari Clemente.
E é justamente sobre o campeão
de 66, Luís Alberto Alves Severino,
que esta coluna dedica seu espaço.
Hoje, com 64 anos, este banguense
autêntico, legítimo,
nascido e criado no bairro, conseguiu
aos 22 anos a honra de ser campeão
pelo clube alvirrubro. Jogou em Moça
Bonita de 1963 a 1975, saindo em 1970,
emprestado ao Flamengo. Fez 293 partidas,
com 124 vitórias, 75 empates
e 94 derrotas.
O melhor momento? Curiosamente não
foi a final contra o Flamengo, em
1966, na qual foi até mesmo
expulso, e sim a volta olímpica
que se sucedeu ao jogo.
Chegou ao clube saído do Ceres,
quando ainda era Juvenil, levado pelo
ex-jogador Eduardo Moura, irmão
do "seu" Vivi. Luís
Alberto, hoje técnico de futebol,
sente muito orgulho de seus feitos
como jogador. Mas faz questão
de lembrar que em duas passagens,
dirigiu o seu clube de coração
com bons resultados.
A primeira entre 1977 e 1978 e depois
em 1997, totalizando 103 jogos, com
31 vitórias, 27 empates e 45
derrotas. Além do Bangu, Luís
Alberto treinou o Americano, no início
de sua carreira e passou 20 anos trabalhando
na Ásia, desenvolvendo o futebol
em países como o Nepal e o
Vietnã.
O campeão de 66 guarda uma
mágoa em relação
ao Bangu de hoje. "Gostaria de
ser o técnico do time, mas
no momento é difícil,
não há oportunidades
para ex-atletas e pessoas identificadas
com o clube" - lamenta.
Carlos
Molinari
Pesquisador da história do Bangu
Atlético Clube.