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HUMBERTO, ex-jogador do Bangu
22/12/08
 

Bangu e América jogam em Édson Passos. Com menos de um minuto de jogo, o médio-volante Humberto entra de carrinho num jogador rubro. Pronto. Foi o suficiente para Cláudio Vinícius Cerdeira expulsá-lo de campo. A mais rápida expulsão da história banguense, mais rápida da história dos Campeonatos Cariocas, provavelmente mais rápida do futebol mundial.

Esse era Humberto Fateus dos Santos, baiano de Itapetinga, hoje com 33 anos e feliz com o acesso do Campo Grande à 2ª Divisão Estadual.

Humberto, que agora defende as cores do clube do bairro vizinho, chegou ao Bangu em 1992, vindo os infantis do Ceres para fazer um teste. Passou e, em 1995, estreou entre os profissionais. Uma época fértil das categorias de base, que revelou também nomes como Naílton, Edílson e o goleiro Alex - amigos até hoje do antigo camisa 5 alvirrubro.

O volante viveu momentos marcantes em 1997 e 1998, num time cheio de pratas da casa. Nessa mesma época, foi emprestado duas vezes - para o Bragantino e o Criciúma - junto com o meia Marcão. Ficou no clube até 2000, quando foi negociado com o Madureira. Voltou em 2005 para disputar a 2ª Divisão Estadual.

O ex-presidente Rubens Lopes chegou a dizer que Humberto era um jogador de difícil negociação, porque quando o comprador via sua ficha, cheia de cartões amarelos e vermelhos, desistia de comprar seu passe.

Seu jogo marcante com a camisa vermelha e branca foi contra o Fluminense, em Moça Bonita, em 1997, quando deu o passe para o gol de Serginho, já no finalzinho, que garantiu a vitória por 1 x 0. Em 141 partidas (45 vitórias, 49 empates e 47 derrotas), Humberto marcou apenas dois gols, mas faz questão de lembrar do que fez em cima do goleiro Wagner, do Botafogo, também em 1997.

Sobre o momento atual do seu ex-clube, Humberto é enfático: "Bangu de hoje está se estruturando de novo. Passou muito tempo na 2ª Divisão, onde não é o seu lugar".

Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
     
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