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ANDRÉ, ex-goleiro do Bangu
21/12/09
 

André Luís de Carvalho, goleiro do Bangu em 1996

Conversei esses dias com um personagem da história alvirrubra pouco lembrado. Trata-se do goleiro André, que defendeu o clube durante todo o ano de 1996, totalizando 28 jogos (5 vitórias, 11 empates e 12 derrotas) e sofrendo 41 gols.

Hoje, André Luís de Carvalho, 38 anos, mora em Jabotical, abandonou o futebol ou qualquer atividade ligada ao esporte e virou gerente de uma empresa multinacional de produtos químicos para manutenção industrial.

André chegou ao Bangu através do empresário Pedrinho Vicençote, vindo do Nacional/SP. O técnico Ricardo Barreto, no entanto, já conhecia as virtudes do goleiro, afinal trabalharam juntos no América de Três Rios e no Americano.

O goleiro atuou em praticamente todos os jogos que o Bangu fez em 1996 e tem lembranças bem claras de como foi o desempenho do time na temporada:

"Infelizmente, nosso time, na época, complicava para os grandes e perdia pontos bobos para os pequenos, acredito que devido à motivação dos jogadores, devido à evidência que os jogos contra os grandes proporcionavam. Eles acabavam tendo melhor rendimento na esperança de buscarem melhores contratos. Já contra os pequenos a motivação, naturalmente, caía e assim nos complicávamos".

O goleiro lembra também de como o Bangu era "garfado" pelas arbitragens. Em sua melhor partida pelo clube, contra o Vasco, em Moça Bonita, as lembranças remontam um aspecto que o torcedor já está cansado de conhecer:

"Ficamos na frente do placar por duas vezes em um jogo que fiz várias defesas e até peguei um pênalti cobrado pelo Assis, infelizmente fomos prejudicado pelo árbitro, que foi duramente pressionado por todos do Vasco, principalmente pelo Eurico que estava à beira do gramado e só faltava entrar em campo para apitar as seguidas "faltas" que eram dadas sem terem acontecido de fato. Até que o Vasco de tanto pressionar fez o gol de empate e nos acréscimos virou o jogo. Bom isto não é novidade no Rio de Janeiro para favorecer os grandes..."

André era o goleiro também no famoso jogo da rua Conselheiro Galvão, em que o Bangu foi "operado" pelo árbitro Válter Senra, numa das maiores manipulações de resultado da história do futebol.

"Tudo aconteceu: pênalti que não foi, jogo em andamento com jogador expulso em campo, expulsão de jogadores do Bangu, gol impedido. Nós viramos o primeiro tempo em vantagem sobre o Flamengo de Romário e Sávio, mas no intervalo o juiz recebeu em seus vestiários a diretoria do Flamengo, depois disto foi o que vocês viram..."

Mesmo distante do futebol, André guarda boas lembranças dos tempos de Bangu. Destaca os valores da equipe de 1996, como Niélsen, Merica, Macula, Sorato e Serginho. Mas não se esquece também das "tias da cozinha da Toca do Castor".

Hoje, o Bangu nem a Toca tem mais...

Sobre este momento atual, o ex-goleiro é enfático: "É uma pena como está o Bangu hoje, na verdade é a realidade não só do Bangu mas de várias outras equipes pequenas. Espero que possa realmente ocupar um local de destaque no futebol carioca e brasileiro. Tradição para isto tem, só falta investidores".

Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
     
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