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EDÍLSON, ex-jogador do Bangu
07/06/2010
 

Tudo bem, você pode olhar para o Edílson - um talentoso meia-atacante dos anos 90 - e ter a mesma opinião que eu: "O Bangu só não foi mais longe do Brasileiro da 2ª Divisão em 1995 porque ele perdeu pênaltis contra o Atlético Paranaense e o Central". Eu penso assim. É como se ele tivesse cometido um crime hediondo. Mas, por outro lado, não posso desconsiderar uma coisa: ele fez 159 partidas com a camisa do clube entre 1992 e 2005, com 59 vitórias, 48 empates e 52 derrotas, marcando 18 gols e sendo expulso três vezes de campo. Então, trata-se de um jogador histórico.

Até hoje eu lembro de ver o antigo torcedor Beto "Chorão" entrando no vestiário, chorando muito evidentemente, após uma vitória de 1 a 0 sobre o Madureira, no dia do aniversário do clube de 1999, agradecendo ao meia pelo gol em data tão importante. "Edílson é patrimônio do Bangu", dizia ele, entusiasmado.

Hoje, este carioca de Campo Grande, aos 35 anos, começou a sua nova carreira de empresário de jogadores. Ele tem boas lembranças dos tempos de Bangu, a começar pela sua estreia entre os profissionais. Aos 17 anos, jogador dos juniores, foi escalado pelo técnico Moisés durante uma excursão do clube a Doha, no Qatar. No dia 20 de novembro de 1992, Edílson entrou em campo - lá do outro lado do mundo - na vitória banguense por 2 a 1 contra a seleção nacional daquele país:

"O jogo que eu nunca vou me esquecer foi a estreia no Profissional. Eu me recordo que o Bangu foi fazer uma viagem para o Qatar, foi quando Moisés me convocou, eu era jogador dos Juniores, tinha 17 anos. Depois dessa viagem voltei ao Brasil como titular do Profisional direto para uma partida de final de turno carioca, contra o temido Vasco da Gama, perdemos de 1x0, gol do Valdir Bigode. Foi outro jogo que nunca vou esquecer!"

Entretanto, sua carreira só decolou mesmo aos 20 anos, em 1995, quando finalmente virou titular absoluto do time. Edílson Pereira Corrêa considera o gol que fez sobre o Flamengo, pelo Campeonato Carioca de 1997, o mais importante de sua carreira:

"O Fla tinha Romário, Sávio, Zé Carlos no gol e vários outros feras e vinha de uma goleada sobre o Olaria. Nós conseguimos um empate de 1x1. Foi um dia maravilhoso, nós eramos uma equipe jovem e o mais experiente era o Marcão, com 24 anos na época!"

Mas assim como marcar gol no Flamengo dá uma alegria inesquecível, ser roubado em um jogo contra o rubro-negro, também gera marcas que não se apagam:

"Em 1996, o jogo era de suma importância para o Fla, mas para o Bangu era só cumprir tabela. O Fla conseguiu tirar o jogo de Moça Bonita e colocou em um campo menor pois sabia que nosso time era veloz pelas laterais, e o meio campo era bastante dinâmico. Então, conseguiram levar para Conselheiro Galvão e colocaram o falecido Válter Senra (o Bianca) para árbitro. Foi tudo aquilo que se esperava, ele me expulsou no segundo tempo quando estava 1 a 0 para o Bangu. Detalhe: eu estava na barreira esperando a cobrança da falta..."

O meia-atacante fez boas amizades com Alex, Marcão, China e Naílton. Depois que saiu do Bangu em 2000, Edílson peregrinou por Madureira, River/PI, Rio Claro/SP, Tombense/MG, Manhuaçu/MG, São Cristóvão, Levadiakos/GRE e Olaria. Voltou em 2005 para tentar o acesso à primeira divisão do Carioca, mas acabou vice-campeão.

Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
     
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