Rio de Janeiro, sexta-feira, 18 de abril de 2014 - 10h07min
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TIM E OS 11 HOMENS DE OURO

O Bangu juntou a fome com a vontade de comer e, com muita malandragem, surpreende todo mundo

 
O Bangu tem por que vibrar. Cada gol vale uma recompensa. É justo.

Em campo, um time de velhas raposas. Sentado no banco, um técnico que conhece todas as malandragens do futebol. Como patrono, um bicheiro que, se não admite subornar juízes, pelo menos garante que “de nossa equipe ninguém rouba”.

Com esta receita, o Bangu vem deslumbrando o Brasil. Tem três pontos ganhos em dois jogos e divide a liderança do grupo J com ninguém menos que o Flamengo, deixando para trás forças respeitáveis como o Palmeiras e o Santa Cruz. Justo o Bangu, que na opinião de muita gente era o candidato mais sério à lanterninha da chave. O Bangu de Caio Cambalhota, Moisés, Tobias, Ademir Vicente, Carlos Roberto e Dé – um grupo de jogadores malditos como há muito não se via reunido numa mesma equipe.

Só mesmo um técnico como Tim para domar essa verdadeira fauna. Ele assumiu o cargo contra o Palmeiras e deixou o Parque Antártica com uma surpreendente vitória. Domingo, em Moça Bonita, não passou de um empate frente ao Santa Cruz – mas os pernambucanos deixaram o campo comemorando o resultado e o erro do juiz Hélio Cosso, que deixou de marcar um pênalti claro em Luisão aos 42 do 2º tempo. O mesmo Luisão que fez os dois primeiros gols do time contra o Palmeiras e deu o passe para o terceiro, consagrando-se como a grande figura do jogo.

Mas quem conheceu esse crioulo alto, meio corcunda e todo desengonçado? Ninguém? Pouco importa. Importa, isso sim, que Luisão vem fazendo gols, que Moisés, Tobias, Dé e os outros malditos vêm jogando a bola que o Bangu precisa para se tornar, de novo, um time respeitável no Rio e no resto do país – projeto no qual o bicheiro Castor de Andrade está investindo todo seu prestígio, carisma e – dizem – sua fortuna. Fora de campo, ele se encarrega do que é essencial e acessório para o Bangu chegar lá.

- Ou você já viu, alguma vez na vida, um clube que se preocupa em mandar ovos para a sua família no domingo de Páscoa?

A declaração admirada é de Carlos Roberto. Mas seria ingenuidade imaginar que só o apoio de Castor explica a boa fase do clube. Não por coincidência, Tim está lá no banco liderando o grupo, impondo a lei e o respeito num território eternamente sob tensão e povoado de “bandidos” – tudo no bom sentido, claro. Afinal, como diz bem Caio Cambalhota, “no Bangu, o mais bobo conserta relógio no escuro com luva de boxe”.

Semana passada, quando cometeu esta frase manjadíssima pela malandragem carioca, Caio certamente estava pensando em si mesmo. Mas, a definição cai como uma luva para Carlos Roberto, Dé, Moisés, Tobias, Ademir Vicente – os mais expressivos representantes destes 11 homens de ouro do Bangu.


Repórter: Aristélio Andrade.
Fonte: Revista Placar, nº 520, de 18/04/1980.

     
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