Rio de Janeiro, sexta-feira, 24 de novembro de 2017 - 18h22min
Clube
História
Estádios
Símbolos
Presidentes
Futebol
Jogos
Títulos
Atletas
Técnicos
Competições
Informação
Livros
Crônicas
Reportagens
Por onde anda?
Estatísticas
Gerais
Confrontos
Campanhas
Ranking CBF
Competições
Multimídia
Fotos
Áudios
Vídeos

» 1ª Página » Informação » Reportagens

ARTURZINHO, REI OUTRA VEZ

 

Marginalizado durante cinco meses, o meia afinal reencontra, com gols decisivo, o antigo carinho da torcida do Bangu

Era a última oportunidade. Marginalizado, o meia Arturzinho vivia no Bangu uma daquelas situações em que se joga tudo ou nada. Ele estivera fora do time por cinco meses. Não recebia um mísero cruzado desde janeiro e fora proibido de treinar com os companheiros. Até que, no início de maio, por pressão do técnico Pinheiro, sua sorte começou a mudar – os diretores aceitaram, finalmente, renovar seu contrato. Seria agora ou nunca.

Bastaram então apenas cinco jogos para que tudo se transformasse. Fez gols decisivos, ajudou a equipe a conquistar a Taça Rio e, cheio de orgulho, voltou a seus dias de sucesso. Como nos tempos em que era aclamado pela torcida como Rei Artur. “Por ser tão querido, nunca pensei que sofreria tanto em Moça Bonita”, espanta-se. Mas penou. E como!

Não é exagero. Primeiro, foi o afastamento, sem direito a defesa. “Acusaram-me pela desclassificação na Taça Libertadores da América”, recorda. Depois, em julho do ano passado, a pretexto de reformular o elenco, a diretoria não quis mantê-lo.

A grande noite – Em outubro, teve o passe emprestado ao Botafogo. O alvinegro, porém, fez uma fraca campanha na Copa Brasil. Assim, em janeiro, ele estava de volta ao Bangu. E lá permaneceu esquecido.

Para sustentar a mulher Vera Lúcia, a filha Tâmara, 4 anos, e o recém-nascido Júnior, teve de recorrer aos bancos. Tempos difíceis. A sorte foi a chegada do técnico Pinheiro, que o revelara no Fluminense em 1976. Tanto o treinador insistiu que convenceu a diretoria a apostar nele outra vez.

Não deu outra – Arturzinho correspondeu à confiança. Sua grande noite aconteceu no dia 21 de maio, uma quinta-feira. Fez o gol da vitória por 1 x 0 sobre o Flamengo, na grande arrancada do time para o título do segundo turno.

Hoje em dia, superada a má fase, não quer saber de problemas. Está tranqüilo, mesmo com a ida de Pinheiro para o Alhward, de Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e a contratação do técnico Antônio Leone. Já mostrou seu valor. Aos 31 anos, sua única preocupação fica por conta dos compromissos bancários. “Fiz a dívida por causa do futebol e será a bola que vai pagá-la”, promete. Se possível, com a ajuda dos prêmios que pretende ganhar durante o terceiro turno. “E, quem sabe, com o título de campeão carioca”, esfrega as mãos.


Repórter: Alfredo Ogawa.
Fonte: Revista Placar, nº 895, de 27/07/1987.

     
Livros
 
Estatísticas
 
Jogos 4.116
Vitórias 1.713
Empates 980
Derrotas 1.423
Gols Pró 7.267
Gols Contra 6.306
Saldo de Gols 961
Artilheiros
 
Ladislau 229
Moacir Bueno 202
Nívio 152
Menezes 138
Zizinho 124
Luís Carlos 119
Paulo Borges 109
Décio Esteves 97
Arturzinho 93
Marinho 83