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ARTURZINHO, REI OUTRA VEZ

 

Marginalizado durante cinco meses, o meia afinal reencontra, com gols decisivo, o antigo carinho da torcida do Bangu

Era a última oportunidade. Marginalizado, o meia Arturzinho vivia no Bangu uma daquelas situações em que se joga tudo ou nada. Ele estivera fora do time por cinco meses. Não recebia um mísero cruzado desde janeiro e fora proibido de treinar com os companheiros. Até que, no início de maio, por pressão do técnico Pinheiro, sua sorte começou a mudar – os diretores aceitaram, finalmente, renovar seu contrato. Seria agora ou nunca.

Bastaram então apenas cinco jogos para que tudo se transformasse. Fez gols decisivos, ajudou a equipe a conquistar a Taça Rio e, cheio de orgulho, voltou a seus dias de sucesso. Como nos tempos em que era aclamado pela torcida como Rei Artur. “Por ser tão querido, nunca pensei que sofreria tanto em Moça Bonita”, espanta-se. Mas penou. E como!

Não é exagero. Primeiro, foi o afastamento, sem direito a defesa. “Acusaram-me pela desclassificação na Taça Libertadores da América”, recorda. Depois, em julho do ano passado, a pretexto de reformular o elenco, a diretoria não quis mantê-lo.

A grande noite – Em outubro, teve o passe emprestado ao Botafogo. O alvinegro, porém, fez uma fraca campanha na Copa Brasil. Assim, em janeiro, ele estava de volta ao Bangu. E lá permaneceu esquecido.

Para sustentar a mulher Vera Lúcia, a filha Tâmara, 4 anos, e o recém-nascido Júnior, teve de recorrer aos bancos. Tempos difíceis. A sorte foi a chegada do técnico Pinheiro, que o revelara no Fluminense em 1976. Tanto o treinador insistiu que convenceu a diretoria a apostar nele outra vez.

Não deu outra – Arturzinho correspondeu à confiança. Sua grande noite aconteceu no dia 21 de maio, uma quinta-feira. Fez o gol da vitória por 1 x 0 sobre o Flamengo, na grande arrancada do time para o título do segundo turno.

Hoje em dia, superada a má fase, não quer saber de problemas. Está tranqüilo, mesmo com a ida de Pinheiro para o Alhward, de Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e a contratação do técnico Antônio Leone. Já mostrou seu valor. Aos 31 anos, sua única preocupação fica por conta dos compromissos bancários. “Fiz a dívida por causa do futebol e será a bola que vai pagá-la”, promete. Se possível, com a ajuda dos prêmios que pretende ganhar durante o terceiro turno. “E, quem sabe, com o título de campeão carioca”, esfrega as mãos.


Repórter: Alfredo Ogawa.
Fonte: Revista Placar, nº 895, de 27/07/1987.

     
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