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UM CANTO DO RIO CHAMADO BANGU

Na imagem da capa do livro está o começo da história de Bangu: a partir da fábrica de tecidos, o bairro se desenvolveu e foi palco de histórias pitorescas que o jornalista Roberto Assaf recolheu depois de uma pesquisa documental e de uma série de entrevistas.

Parte da coleção Cantos do Rio, "Bangu" (98 páginas, R$ 12), resultado de parceria entre prefeitura, RioArte e Relume-Dumará Editora, será lançado quarta-feira, às 20h, no Espaço Museu do Universo do Planetário da Gávea (Rua Vice-Governador Rubens Berardo 100, Gávea).

O convite para escrever o livro foi inesperado para Assaf. Mas a experiência de ter trabalhado em diversos jogos em Moça Bonita o incentivou.

- Bangu era um bairro bucólico, que vivia em função da fábrica. Com a ocupação desordenada, a região cresceu muito. Hoje, a Mocidade Independente assumiu o papel de cartão-postal, dividindo a cena com o Bangu Atlético Clube e com a fábrica. Entre datas e personagens, não poderiam faltar Castor de Andrade, Zizinho e Ary Franco - diz.

Há quatro séculos, Bangu era um imenso areal. Depois do surgimento da fábrica de tecidos, veio a primeira grande mudança: a vida operária.

O crescimento criou centros de cultura e de lazer, como o clube de futebol e a escola de samba.

Tendo como referência depoimentos e documentos, Roberto Assaf desvenda a história do bairro, hoje habitado por quase 400 mil moradores, que vivem entre os 40 graus do verão e o som da bateria nota 10 da Mocidade, que fica no vizinho Padre Miguel.

Carioca, Roberto Assaf é repórter, tendo trabalhado em jornais e rádios. Ele publicou cinco livros, todos voltados para o esporte: "Campeonato carioca, 96 anos de história", "Mundo das copas do mundo", "Fla-Flu, o jogo do século", "Flamengo x Vasco, o clássico dos milhões" e "Almanaque do Flamengo".

Trecho do livro

"EM 1908 SURGIU UM TEMPLO DE VERDADE, CASO A TAL MOÇA

bonita pretendesse enfim casar-se com um dos cadetes, depois que a companhia doou um terreno para a construção da Igreja de São Sebastião e Santa Cecília, capaz de substituir a única capela do bairro, de madeira, erguida há mais de três séculos pelo desbravador Barcelos Domingues. A igreja foi entregue à Arquidiocese do Rio de Janeiro. O primeiro pároco foi Victor Maria Coelho de Almeida. Por outro lado, os operários criavam em 9 de março de 1909 o Grupo Carnavalesco Prazer das Morenas. Próximo ou distante da folia, não faltavam festas em Bangu. Em 10 de março de 1910, o pároco abençoou a inauguração oficial da Igreja de São Sebastião e Santa Cecília, cuja torre logo passou a rivalizar com a chaminé da fábrica, tornando-se também ponto de referência de toda a região. Em 4 de novembro daquele ano, o bairro vestiu uniforme de gala para receber a visita do então presidente da República, Nilo Peçanha, que se fez acompanhar de seu sucessor, já eleito, o marechal Hermes da Fonseca, e de André Gustavo Paulo de Frontin, engenheiro renomado e diretor da estrada de ferro. Foi também em 1910 que um grupo de alunos da escola mantida pela fábrica, liderados por seu diretor, o professor Jacinto Alcides, começou a construir um novo estabelecimento de ensino, o Grêmio Philomático Ruy Barbosa, que não tardou a lançar um jornal voltado para os interesses da comunidade. No ano seguinte, diante da necessidade cada vez maior de aumentar a demanda de energia, a Companhia contratou os serviços da The Rio de Janeiro Tramway, Light & Power..."

Repórter: Claudio Motta
Fonte: Jornal O Globo - Bairros (Zona Oeste), 09/12/2001.

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Homenagem ao Bangu

Em festejada noite de autógrafos, o escritor Roberto Assaf lançou ontem o livro "Bangu", que retrata a história do bairro e do clube. Além de contos históricos, a obra contém diversas fotos, entre elas a do time campeão carioca de 1933.

Foto: Jornal dos Sports
Carlos Molinari(esquerda) aguarda o livro autografado por Roberto Assaf

Fonte: Jornal dos Sports, 13/12/2001.

     
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