BANGU,
CAMPEÃO DE 33, PRIMEIRO ANO DO PROFISSIONALISMO
| Foto:
Jornal dos Sports |
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equipe do Bangu campeã de 1933,
o primeiro título da era do profissionalismo |
O
Bangu foi o campeão carioca de 1933,
ano crucial para os destinos do futebol do então
Distrito Federal. Há tempos os clubes
já não se preocupavam em esconder
que pagavam luvas e salários a seus principais
jogadores e, em reunião no dia 23 de
janeiro de 33,os dirigentes foram unânimes
e optaram, de uma vez por todas, pelo profissionalismo.
Porém, desentendimentos entre os clubes
integrantes da Associação Metropolitana
de Esportes Athléticos (Amea), a liga
amadora, resultaram na criação
de uma nova entidade: a Liga Carioca de Football
(LCF), que adotava o profissionalismo.
As principais equipes cariocas ficaram divididas:
de um lado, América, Bangu, fluminense
e Vasco (LCF); de outro, Botafogo, Flamengo
e São Cristóvão (Amea).
Com isso, duas competições corriam
ao mesmo tempo em 33,o que aconteceu até
36.
Pela Amea, pouco tempo depois de iniciada a
competição, Flamengo e São
Cristóvão deixaram o amadorismo
de lado e debandaram para o profissionalismo,
filiando-se à LCF Isso deixou o Botafogo
como único grande clube na Amea, ao lado
de Confiança, Engenho de Dentro, Mavílis,
Cocotá, River e Brasil.
Na LCF estavam as principais forças do
futebol carioca, mas o Bangu foi a estrela da
competição. Com uma equipe fortíssima,
comandado por Luís Vinhaes, campeão
carioca de 26 com o não mais modesto
São Cristóvão. Com baixos
salários, mas excelentes jogadores, o
Bangu perdeu apenas uma partida das dez que
disputou e provou que nem sempre muito dinheiro
garante o sucesso no futebol. Lição
para nossos dirigentes.
Fonte:
Jornal dos Sports - Arquivo JS, 17/12/2001.
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