Rio de Janeiro, domingo, 28 de maio de 2017 - 13h34min
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BANGU ATLÉTICO CLUBE: 99 ANOS

Foto: Grêmio Literário José Mauro de Vasconcelos
Os negros Manoel Maia (Em pé, ao centro) e Alfredo Guedes de Melo (sentado à esquerda), no time do Bangu que checgou na quinta colocação do primeiro Campeonato Carioca da história, em 1906

O Bangu e as origens do futebol no Brasil
Fo
nte: Lance! (Coluna Papo com Assaf - Roberto Assaf)

O Bangu Atlético Clube completa 99 anos na próxima quinta-feira. No momento em que pesquisadores começam a buscar provas de que a prática do futebol no país foi introduzida pelos britânicos que chegaram ao bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro na última década do século 19, para trabalhar na Companhia Progresso Industrial do Brasil - a Fábrica Bangu.

Conta o excelente "Visão do Jogo", do historiador José Moraes dos Santos Neto, publicado em 2002, que jesuítas do Colégio São Luís, de Itu, interior paulista, estabeleceram naquela escola entre 1880 e 1890 um punhado de práticas esportivas, entre as quais o futebol. Mas ressalta que era uma atividade distinta daquela que viria a ganhar popularidade no Brasil. "Padres e alunos jogavam juntos. Mas não praticavam o chamado association football, que pressupõe a formação de dois times e a existência de um conjunto de regras, mas sim um bater bola na parede, chamado de bate bola", conta Santos Neto. O autor ressalta em seguida, sem precisar o mês, que em 1894 o futebol praticado no São Luis "deixou de ser uma brincadeira de chutes na parede e se aproximou do jogo que conhecemos".

Pois em 1891, quatro entusiastas do tal association football - Andrew Procter, Thomas Donohue, Thomas Hellowell e William French - deixaram a Pat Brothers, sediada em Southampton, para reforçar o quadro de empregados da Fábrica Bangu. Em abril de 1894, o escocês Donohue viajou ao Reino Unido e retornou das férias com bolas e chuteiras na bagagem. Donohue teria promovido peladas em terreno próximo aos prédios da Fábrica Bangu, seis meses antes que Charles Miller voltasse da Inglaterra.

Miller foi o paulista filho de ingleses que voltou da pátria de seus pais em outubro de 1894, trazendo, a exemplo de Donohue, bolas e chuteiras, introduzindo o futebol entre nós, de acordo com a história oficial que está em todas as enciclopédias - a história que Santos Neto começou a desmistificar e que outros pesquisadores estão procurando provar, via Bangu, que é tão somente parte importante da introdução do futebol no Brasil.


Ferreira, o estraga-prazeres

A pelada que Procter, Donohue, Hellowell e French começaram a jogar todos os domingos logo transformou-se no principal lazer dos britânicos, naquele mundão de Bangu de fim de século. Em 1897, tomou corpo entre a colônia a possibilidade de se fundar um clube para a prática do futebol. Restava apenas assinar a ata, mera formalidade. Mas o secretário da fábrica, Eduardo Gomes Ferreira, abortou a iniciativa, alegando que jogos, e não importava de que natureza, eram nocivos à sociedade. Pois não fosse o tal Ferreira e o Bangu teria sido o primeiro clube fundado no Brasil para a prática do futebol.

Donohue e os companheiros, entretanto, não desanimaram. Trataram de ir aos poucos semeando o gosto pelo chamado esporte bretão entre os operários.

No começo de 1904, Ferreira saiu enfim de cena e a nova administração da fábrica resolveu apoiar os britânicos. A 17 de abril daquele ano, era criado o "The Bangu Athletic Club". João Ferrer, o secretário que substituíra o intransigente Ferreira, foi aclamado presidente honorário. As cores adotadas foram o vermelho e o branco, em homenagem a São Jorge, padroeiro da Inglaterra.


A luta contra o preconceito

Dois fatos importantes na história do Bangu: o clube tomou parte na fundação da primeira liga de futebol do Rio, em 21 de maio de 1905. E foi o primeiro clube no Brasil a escalar um jogador negro, Francisco Carregal. O ato só foi definitivamente reconhecido 96 anos depois, em 24 de maio de 2001, quando a Assembléia Legislativa do Estado concedeu ao alvirubro a Medalha Tiradentes, "por sua luta contra a discriminação racial".


1933 - Pioneiro - primeiro campeão

O Bangu foi o primeiro campeão profissional do Rio, em 1933. No jogo do título, 4 a 0 no Fluminense, nas Laranjeiras.


Estréia trágica

O Bangu disputou sua primeira partida em 24 de julho de 1904, em Niterói, e perdeu de 5 a 0 para o Rio Cricket local. E o Bangu também participou do primeiro Campeonato Carioca da história em 1906. Estreou em 20 de maio, derrotando o Football & Athletic por 3 a 1, num campo que Ferrer mandou fazer, à Rua Estevão. O clube terminou a competição em quinto e penúltimo lugar, com seis pontos ganhos, a 12 do campeão, o Fluminense. No Bangu, destacavam-se outros dois jogadores negros, Manoel Maia e Alfredo Guedes de Mello.


1966 - Última festa - Baile no Maracanã

O Bangu ganhou seu último título carioca em 1966, no dia 18 de dezembro, derrotando o Flamengo por 3 a 0 no Maracanã.

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Bangu, há 99 anos passarela de craques
Fo
nte: Jornal dos Sports (Eduardo Balbino)

A um ano do centenário, clube de Moça Bonita está distante dos seus tempos de glória

Foto: Banco de dados JS - 15/11/1933

Hoje é dia de festa na Zona Oeste do Rio. O Bangu, tradicional clube do subúrbio carioca, completa 99 anos de existência. Porém, as glórias, como os títulos cariocas de 1933 e 1966 e o vice-campeonato brasileiro de 1985, ficaram no passado e a perspectiva de um futuro melhor é pequena.

Prestes a completar um século de vida, o Bangu é um dos que sofrem com a estrutura do futebol brasileiro e jogadores como Domingos e Ademir da Guia, Zizinho, Zózimo e Marinho, que já fizeram história com a camisa alvirrubra, são realidades cada vez mais distantes de Moça Bonita, para a tristeza da pequena, porém fiel torcida.

A bagunça do nosso futebol atinge em cheio os clubes de baixo investimento do Rio de Janeiro e afeta diretamente a captação de recursos e o planejamento de suas diretorias. O Campeonato Brasileiro da Série C, por exemplo, não tem data para começar e o Bangu está com seu departamento de futebol parado, pois não recebe informações da CBF. “Não sabemos nada sobre a Série C. Precisamos de alguma notícia para manter os jogadores em atividade”, disse o técnico Tita.

No entanto, a falta de informações quanto à participação em um nova competição oficial deixa todos no clube sem saber o que fazer: “A Segunda Divisão demorou para ser definida, imagine a Terceira Divisão. Estamos há um mês e meio parados e esperando o que vai acontecer”, acrescentou.

A última partida oficial do clube foi contra o Olaria, no dia 1 de março
(*), em Moça Bonita, pela última rodada do Campeonato Estadual. O Bangu terminou em sexto lugar, o que lhe garantiu uma vaga na Copa do Brasil de 2004.

Apesar das dificuldades, o sonho de completar 100 anos de vida está cada vez mais perto. A torcida espera por dias melhores, pois como diz o hino do clube, o Bangu tem também a sua história e sua glória.

(*) A última partida oficial do Bangu foi realizada dia 12/03, pela Copa do Brasil, contra o Gama-DF.


Início foi na fábrica de tecidos

Fundado em 17 de abril de 1904 por funcionários ingleses da Companhia Progresso Industrial, uma fábrica de tecidos da Zona Oeste, o Bangu tem sua história marcada por traços de pioneirismo. Segundo historiadores, o clube foi responsável pela democratização do futebol brasileiro, numa época em que a elite dominava o esporte. Tanto funcionários quanto diretores ingleses da empresa atuavam pelo time principal. O Bangu chegou ao seu primeiro título estadual em 1933. Em 66, sob o comando do paraguaio Alfredo González, o Bangu ficou novamente com o título carioca.

Vários craques desfilaram em Moça Bonita: Domingos da Guia, considerado por muitos o melhor zagueiro-central do nosso futebol, e seu filho, Ademir da Guia. Além deles, Mendonça (zagueiro), Nívio, Décio Esteves, Vermelho, Alaíne, Zizinho, Zózimo, Mauro Galvão, entre outros, fazem parte da sua história.

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Palavra do presidente
Fo
nte: Bangu A. C. (J.C.Pires - Assessor de Comunicação)

Festa maior será no ano do centenário

Ao completar 99 anos de existência, lutas e glórias, parabenizamos a todos os banguenses pelo apoio, dedicação e trabalho para o engrandecimento de nosso clube. Este ano não nos foi possível maiores comemorações, face a algumas dificuldades, somadas à lamentável e triste ocorrência do falecimento, nesta data, do pai do Vice-Presidente de Esportes Rogério Melo, o que inibiu completamente as comemorações desta data. Esperamos que no ano de 2004, a festa do centenário venha a ser a festa do século.

Saudações banguenses,
João Paulo Giancristoforo,
Presidente

     
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