SÉRIE
C - TIMES DO RIO QUEREM SAIR DA SOMBRA
Série
C começa nesta quarta-feira e o Rio
terá 11 representantes. Eles entram
em campo com dificuldades, sonhos e, alguns,
com um passado de glórias a honrar
Deficitária.
Pedreira. Jogo de cartas marcadas. Uma luz
no fim do túnel. Desorganizada. Problemática.
Inflada. Competição de pegada.
Incompetência da CBF. Desprestígio.
Ilusão. Essas são as 11 definições
dos 11 times do Estado do Rio para a Série
C do Campeonato Brasileiro que vai começar
na tarde de quarta-feira, com vários
questionamentos e uma certeza: a árdua
luta pela sobrevivência está
apenas começando.
Macaé, Goytacaz, Rio Branco, Bangu,
América, Friburguense, Cabofriense,
Olaria, Americano, Portuguesa e Volta Redonda
se juntaram a outros 84 times. Na primeira
fase, em confrontos regionais, as equipes
se enfrentam em jogos de ida e volta. Os dois
melhores de cada grupo se classificam e, na
segunda fase, começa o verdadeiro mata-mata.
Os dois únicos times que receberão
ajuda financeira da CBF são o Americano
e Bangu. Coincidentemente, o time de coração
do presidente da Federação de
Futebol, Eduardo Viana, o Caixa dÁgua,
e do seu vice, Rubens Lopes, ex-dirigente
do clube de Moça Bonita. A alegação
é que ambos já disputaram a
Segundona do Brasileiro.
O único encargo da CBF com os demais
participantes do estado é com relação
ao pagamento dos custos de arbitragem.
De acordo com um termo de responsabilidade
assinado por todos os clubes, ficará
suspenso por dois anos, de qualquer competição
oficial, o clube que abandonar o campeonato,
independentemente do motivo.
As inscrições de jogadores são
liberadas até a última rodada.
A única exigência é que
o atleta seja inscrito com, no mínimo,
72 horas de antecedência do início
de cada jogo.
Como não haverá transmissão
dos jogos pela TV, o temor dos dirigentes,
comissão técnica e jogadores
é que o campeonato da Terceirona se
transforme numa bagunça generalizada,
já que o STJD não terá
acessos às imagens dos possíveis
incidentes que vierem a ocorrer.
Com ou sem imagem, a Série C será
uma chance para a CBF não queimar ainda
mais o seu filme e mostrar do que é,
ou não, capaz de fazer em matéria
de organizar uma competição.
Fonte:
O Dia (Repórteres: Janir Júnior
e José Luiz de Pinho), 14/09/2003.