ISSO
QUE É PAIXÃO
| Foto:
Cleber Mendes (Lance!) |
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| CORNETA
Seu Amorim reclama de marcação
do bandeira contra o Bangu |
Torcedores
que compareceram a Moça Bonita para
ver o empate em 1 a 1 entre Bangu e Olaria
provam que fanatismo resiste até na
Série C
O que leva um senhor de 76 anos a sair da
Tijuca até Bangu, sob um sol de 38
graus, para xingar o juiz em uma partida da
Série C? O corretor de seguros aposentado
Wilson Amorim não pestaneja ao responder:
o amor pelas cores do seu time de coração.
Banguense por influência dos pais, Seu
Amorim esteve presente no empate por 1 a 1
na tarde de ontem, seguindo uma rotina que
começou aos seis anos. Essa paixão
teve um hiato de oito anos. Brigado com a
diretoria do clube, mudou-se para Florianópolis.
- Ano que vem é o centenário
do Bangu. Não podia ficar longe, então
resolvi voltar há dois anos - contou.
Em sua coleção encontram-se
relíquias como o cardápio do
que foi servido aos jogadores antes da final
do título estadual de 1933. Seu Amorim
não se conforma com a decisão
de 1985, contra o Fluminense, por causa do
polêmico pênalti de Vica em Cláudio
Adão.
- Certa vez, encontrei com o Wright, árbitro
daquela partida, e ele me disse "você
pode não acreditar, mas eu já
havia encerrado o jogo." Sendo assim,
eu não acredito! - afirmou, prometendo
que vai acompanhar o time pelo Brasil, caso
o Bangu passe para a próxima fase.
Do outro lado das sociais, seis torcedores
do Olaria também demonstravam que fanatismo
não é privilégio de time
grande.
- Não fui ao trabalho, sempre acompanho
a equipe. Se dependesse do meu pai, eu torceria
para outro clube. Isso aqui é amor
mesmo - disse Bruno Soares, de 21 anos, rejeitando
a idéia de que a praia, talvez, fosse
um programa melhor.
Fonte:
Lance!, 25/09/2003.