UM
OLHAR SOBRE O PASSADO
O
Bangu de Primeira
O emocionante reencontro em
Moça Bonita do time campeão
em 1966
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| DA
ESQUERDA PARA a direita: Ubirajara Motta,
Ênio, Paulo Borges, Luiz Alberto,
Cabralzinho, Fidélis, Jaime,
Ocimar e Aladim revivem a emoção
de vestir a camisa do Bangu, campeão
carioca de 1966 |
De
longe, a impressão era de uma família
reunida. Quem visse de perto concluía
que era mesmo. Eles não têm parentesco,
mas realmente formam até hoje uma família
que se respeita e se adora. Uma família
que em 1966 conquistou o ambicionado título
do Campeonato Carioca com um 3 a 0 sobre o
Flamengo e que se reuniu em Moça Bonita
para lembrar, agora que o clube festejará
cem anos dia 17 de abril, como era bom o Bangu
de Primeira. Do time campeão, faltavam
Mário Tito, falecido, além de
Ari Clemente e Ladeira. A ausência dos
três foi lamentada, mas não ofuscou
o clima de tietagem mútua, de camaradagem
e de emoção que a todo instante
envolvia um grupo verdadeiramente amigo.
Personagens do momento mais marcante da história
do modesto clube, eles contaram casos, riram
muito, mas também se indignaram com
o quadro atual do clube, rebaixado para a
Segundona e dependendo de uma virada de mesa
em 2005 para não cair. Entre uma risada
e outra, volta e meia surgiam críticas
à forma insensível como alguns
heróis do título foram tratados
recentemente.
- Tentei entrar num jogo e me barraram. Peguei
o porteiro pelo braço, levei para perto
da nossa foto do campeonato de 66 e perguntei:
"Você sabe quem é aquele
goleiro ali"? Entrei mas nunca mais voltei
- contou Ubirajara Motta, o ex-goleiro e ex-capitão
do time campeão.
Um
bate-bola de emoções no estádio
do Bangu
Campeões de 66 visitam
Moça Bonita e relembram os tempos em
que o clube reunia a nata do futebol carioca
| Foto:
Arquivo do Bangu/18-12-66 |
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| O
TIME CAMPEÃO EM 66 posa antes
da decisão do Campeonato Carioca
contra o Flamengo: (em pé, da
esquerda para a direita) Mário
Tito, Ubirajara Motta, Luiz Alberto,
Ari Clemente, Fidélis e Jaime;
(agachados) Paulo Borges, Cabralzinho,
Ladeira, Ocimar e Aladim |
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| OS
CAMPEÕES EM 2004, em sua visita
a Moça Bonita repetem a formação
da finalíssima, sem Mário
Tito, falecido, além de Ari Clemente
e Ladeira, que não puderam viajar:
Ubirajara Motta, Luiz Alberto, Fidélis
e Jaime; Paulo Borges, Cabralzinho,
Ênio, que era reserva de Ladeira,
Ocimar e Aladim |
O
mundo da tecnologia foi cruel com uma infinidade
de gerações de craques do futebol
brasileiro, não poupando nem Pelé
e Garrincha. É por isso que o torcedor
que hoje cultua Ronaldo, Zidane, Figo &
Cia. e revê as façanhas de Maradona,
Platini e outros não tem a dimensão
de uma geração fantástica
que levou o modesto Bangu ao título
de campeão carioca em 1966. Um esquecido
mas animado grupo de veteranos que, reunidos
pelo GLOBO em Moça Bonita duas semanas
antes do centenário do clube, relembrou,
com carinho e em clima de camaradagem, os
melhores momentos de um passado glorioso.
Um Bangu de Primeira, que contrasta com o
atual Bangu, rebaixado para Segundona do Estadual
do ano que vem.
Nessa viagem no
tempo, a constatação é
de que muita coisa mudou. As dificuldades
e a correria da vida fazem com que o passado
seja pouco cultivado a ponto de a glória
quase ter sido ignorada pelo clube numa data
tão importante. Mas, para amigos que
não se viam alguns há 37 anos,
como o caso de Ubirajara Motta e Fidélis,
outros que não se encontravam desde
1986, o encontro em Moça Bonita era
mais para festejar do que se lamentar. Mas
a saudade não impediu que o extrovertido
Paulo Borges reclamasse:
- Ué, cadê o nosso retrato? -
perguntou o ex-velocista, artilheiro do Carioca
de 1966 com 16 gols, à presidenta Rita
de Cássia Trindade assim que entrou
no bar, na porta principal, e não viu
a fotografia do time campeão na parede.
Na visita a Moça Bonita, o resgate
de velhas emoções
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| UBIRAJARA
MOTTA repete em 2004 o ritual de tantos
jogos de 1966, puxando a entrada do
Bangu em campo |
Mas
não era momento de cobranças.
Os ex-craques iam chegando e qualquer insatisfação
ou sentimento de injustiça ia dando
lugar à emoção e à
alegria de rever os velhos amigos. Nos abraços
sorridentes e nos afagos carinhosos, eram
evidentes amizade e o respeito que ainda há
entre eles. Paulo Borges, Aladim e Cabralzinho,
que moram fora do Rio, chegaram juntos. A
esperá-los no Aeroporto Santos Dumont,
estava o antigo capitão, o ex-goleiro
Ubirajara Motta. No trajeto Centro-Bangu,
a inevitável resenha.
No velho mas conservado estadinho onde brilharam
e surpreenderam os favoritos em 66 com um
time de muita qualidade, juntam-se a Jaime
e Fidélis. Todos com cabelos brancos,
menos um.
- Ih, olha a cor do cabelo do Ocimar - dispara
Paulo Borges, referindo-se à tintura
preta de cabelos e bigode do ex-meia. - Ô
véio, você está com a
mesma cara, hein?
Ocimar ri, responde alguma coisa e, sempre
em meio às brincadeiras e falatório
de Paulo Borges, começa uma animada
sessão de fotos. Do time campeão
na célebre partida interrompida quando
o Bangu vencia por 3 a 0, gols de Ocimar,
Aladim e Paulo Borges - por causa de um dos
maiores sururus do futebol mundial, quando
o falecido Almir protagonizou uma das mais
violentas brigas no Maracanã, pisando
em Ladeira diante de 143.978 mil espectadores
- só não desfrutaram da emocionante
visita a Moça Bonita Mário Tito,
falecido em 1994, além de Ari Clemente
e Ladeira, que não puderam vir ao Rio.
Quando o grupo ia entrando em campo, uma surpresa.
Sem ter sido avisado do encontro, aparece
Ênio. Nada menos do que o jogador que
perdeu a posição para Ladeira
no meio do campeonato. A curiosidade de saber
quem fazia tanto alarido num dia em que o
estádio deveria estar vazio levou-o
se unir ao grupo. Quando ele apareceu no portão,
Ocimar logo o reconheceu. Não havia
dúvidas: Ênio era um deles.
- Eu joguei sete partidas e o Ladeira outras
sete. O curioso é que o doutor Castor
de Andrade queria que eu saísse porque
eu não fazia gols. Pois botaram o Ladeira,
que fez três gols. Eu tinha feito quatro.
Logo depois chega o ex-zagueiro Luiz Alberto,
também muito festejado. Ubirajara era
o capitão, Ocimar comandava o time
em campo, mas Luiz Alberto tinha uma função
bem específica. Era ele que arranjava
o combustível quando o grupo se reunia
em seu apartamento para o carteado.
- Tinha um bar embaixo da casa dele, o botequim
do seu Joaquim - revela Ênio. - Ele
deixava uma corda pendurada e, quando puxava,
o seu Joaquim sabia que o engradado ia descer
vazio e tinha de subir cheio. Era uma festa...
No meio do campo, já vestindo a atual
camisa do Bangu, depois de quase repetirem
o antigo ritual no vestiário, Cabralzinho
e Paulo Borges comandam a festa. Cabralzinho
finge que vai lançar a bola para Paulo
Borges, que grita, como fazia em seus tempos:
- Vou partir...
Cabralzinho retruca, depois muda a posição
do pé, num fictício passe para
o outro lado do campo e ri:
- Vai. Mentira, lancei pro Aladim lá
na esquerda.
Enquanto Paulo Borges se acabava de rir, sua
marca registrada, Cabralzinho emendava:
- Uma vez fiz isso num jogo. Só que
prendi o pé na grama e torci o joelho.
As histórias são muitas, mas
cada um tem a mesma e triste constatação
de que nenhum time viverá mais esses
momentos românticos.
- O futebol acabou, meus amigos. Virou um
grande negócio. É triste mas
é verdade. Duvido que alguém
consiga reunir hoje em dia um grupo tão
amigo como o nosso - afirmou Cabralzinho.
Um grupo amigo e altamente eficiente, como
provam os números. Para chegar ao título
em 66, o Bangu teve o ataque mais positivo
e a defesa menos vazada, além do artilheiro
do campeonato. O time marcou 50 gols, levou
oito:
- O técnico foi o Alfredo González,
mas quem armou o time mesmo foi o Tim, né?
- conta Ênio. - O González assumiu
numa terça-feira e o campeonato começou
no domingo com tudo montadinho.
Jaime entra no circuito e diz que a equipe
foi uma das pioneiras das mudanças
táticas que revolucionaram o futebol
nos últimos tempos:
- Naquela época a gente já fazia
um quadrado no meio de campo porque Ocimar
e eu jogávamos na mesma linha e Cabralzinho
e Ladeira mais adiantados. Na frente, o Paulo
Borges pela direita e o Aladim pela esquerda
jogavam em velocidade. O time era tão
bom que o Ari Clemente jogava com 90 quilos.
É mole?
Contra o América, invasão
de campo e pênaltis marotos
O Bangu não perdeu um ponto sequer
no segundo turno. E teve de vencer jogos duríssimos,
contra América (3 a 2), Botafogo (3
a 0), Vasco (3 a 0) e Fluminense (3 a 1).
Contra o América, então, um
caso de polícia. Cabralzinho sai jogando:
- Na quinta-feira anterior à partida,
avisaram ao Castor que o juiz estava na gaveta
do América. Castor riu e disse que
não acreditava. Terminamos o primeiro
tempo ganhando por 2 a 1. No segundo tempo,
o juiz marcou pênalti do Cabrita no
Edu. A confusão foi formada e, de repente,
o Castor entrou em campo com a mão
na cintura, onde estava a arma. Corri e dei
um abraço nele, para evitar que ele
a puxasse. Isso dentro do campo do Maracanã.
Ubirajara corta e completa:
- Neste momento, o juiz, que estava ao meu
lado, pediu "Bira, por favor, segura
o homem (Castor)". Sem ninguém
perceber, eu, que era o capitão, disse
ao juiz: "Seguro, mas você vai
ter que marcar um pênalti igualzinho
a esse para nós". Não deu
outra. Paulo Borges se atirou na área
aos 42 minutos do segundo tempo e o juiz marcou
pênalti.
A bola volta para Cabral:
- Eu é que bati. O Ari (goleiro do
América) falou que eu ia perder, que
era o dia dele. Bati tão bem que ele
nem se mexeu...
Moça
Bonita de glórias, frustrações
e histórias
Campeões reverenciam suas raízes,
declaram amor ao Bangu e também ficam
indignados com o estado do clube
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| JAIME
e OCIMAR, uma das melhores linhas
médias da década de
60, no varandão da saudade
em Moça Bonita. |
| O
carequinha ALADIM e o ex-zagueirão
LUIZ ALBERTO, já no gramado
em que viveram grandes momentos. |
| Mas
emoção mesmo tomou
conta conta de UBIRAJARA MOTTA e
FIDÉLIS, que não se
encontravam há 37 anos. Ao
fundo, Cabralzinho observa o reencontro
de ex-jogadores que, muito mais
do que velhos companheiros, continuam
sendo amigos. |
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O
Bangu comemora os cem anos de sua fundação
no dia 17 de abril com uma festa no Le Buffet,
trocando suas raízes na Zona Oeste
pelo Rio Comprido, já que sua antiga
sede social não está em condições
de abrigar uma grande festa. Recém-rebaixado
para a Segundona do Estadual e dependendo
de uma virada de mesa, o clube contraria a
previsão de muitos filósofos
de plantão, que ao longo dos últimos
anos insistiram numa sombria previsão:
que o Bangu acabaria depois que o patrono
Castor de Andrade morresse. Não acabou,
mas está na UTI.
Uma situação
tão difícil que deixou os campeões
de 66 indignados. Apesar de profissionais,
foi no Bangu que viveram inesquecíveis
momentos de glória e alegria.
- Desejo toda a sorte ao meu Bangu querido,
meu Bangu do coração, que é
a minha antiga casa, onde tive uma das maiores
alegrias da minha vida - disse Cabralzinho,
emocionado, ao fazer uma saudação
oficial de aniversário.
Paulo Borges foi mais radical e esqueceu por
alguns segundos o riso fácil.
- Temos que fazer alguma coisa para mudar
isso. O Bangu não pode ficar assim!
- disse, praticamente aos gritos, ao chegar
a Moça Bonita.
Apesar do sentimento de gratidão e
amor de alguns, outros campeões viviam
a indignação da ingratidão,
talvez por sentirem que esforço que
culminou com o título em 66 foi em
vão. Muitos revelaram que tentaram
ajudar.
- Eu me ofereci, mas me disseram que o Ananias
e o Neco não me queriam porque eu ia
atrapalhar - disse Ubirajara Motta.
- Eu também me propus a tentar passar
para as novas gerações o que
aprendi no futebol, mas nem me ouviram. E
era por uma merreca - revelou Ocimar.
- Pior é que tem gente aqui que nunca
teve raízes no clube - completa Paulo
Borges.
Vítima da crise financeira que consome
grandes e pequenos, o Bangu hoje paga o preço
de depender de mecenas. Seja dos Guilherme
da Silveira, família até hoje
proprietária de Moça Bonita,
ou mais tarde do clã dos Andrade, com
Euzébio de Andrade, seu Zizinho, pai
de Castor, que passou para seu herdeiro os
negócios do jogo do bicho e a paixão
pela camisa vermelha e branca listrada.
E assim o contraventor foi o combustível
dos anos de ouro do Bangu. Ubirajara era um
dos mais admirados por Castor. Num jogo no
Maracanã, Castor convidou-o para a
ir de Moça Bonita ao estádio
no seu carro. Experiência que nunca
mais repetiu:
- Sempre que um carro emparelhava com o nosso
na Avenida Brasil, o Castor, com medo de um
atentado, falava para mim: "Abaixa aí,
Bira". Na primeira vez, tomei um susto.
Nunca mais aceitei carona dele.
Cabralzinho era outro jogador que caíra
nas graças do todo-poderoso.
- Um dia ele me chamou para acompanhá-lo
num sorteio de consórcio. Era um Fusquinha
zero. Quado acabou o sorteio, ele me deu as
chaves do carro. Quase desmaiei. Na época,
eu ganhava pouco, nunca poderia comprar um
carro. O único motorizado no time era
o Paulo Borges, que tinha uma bicicleta. Depois,
fui aumentado e passei a ganhar o equivalente
a R$ 2.500.
Cabralzinho conta outras histórias
de Castor:
- Fui com ele na Sears em Botafogo, na época
do Natal. Fiquei olhando uma lancha no departamento
náutico e ele me disse: "Gostou?
Ganha o jogo que ela é sua". Ganhamos
e ele me deu um cheque. Mas me convenceu a
comprar um imóvel.
Ubirajara conta outro caso engraçado:
- Um dia, o Bianchini disse que estava com
dor no joelho para não treinar. Castor
sentiu que era conversa e puxou a pistola
e engatilhou. Nem precisou falar nada. O Bianchini
voou para o campo.
Um
impulso que o tempo não derrota
Mesmo aposentados, heróis procuram
emprego dentro do futebol
| Foto:
Alexandre Cassiano |
Foto:
J. F. Diorio |
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| ARI
CLEMENTE: ausente na festa |
LADEIRA:
outro desfalque sentido |
Os
heróis do Bangu estão em sua
maioria aposentados, mas procurando uma renda
extra. Ubirajara Motta, aos 68 anos, foi líder
de classe ao presidir a Fugap, mas se aposentou
como contador, depois de ter jogado no Botafogo
e no Flamengo. Fidélis, aos 60 anos
com uma filha de 2 anos do segundo casamento,
é um técnico à procura
de emprego. Jogou no Vasco e no América.
Luiz Alberto, 60, dirige o Ceres, da Segundona
do Rio. Jogou no Flamengo e como treinador
trabalhou no mundo árabe e até
no distante Nepal.
- Estava num astral tão baixo que escrevi
uma carta para mim mesmo dizendo: "Não
desanime. Não abandone".
Jaime, que brilhou no Palmeiras, aos 60 anos
é instrutor do projeto Gol de Placa
da prefeitura. Ele avisa:
- Eu era nojento em campo. Dizia: aqui sou
o melhor e ninguém ganha de mim. Sempre
fui marrento mesmo.
Já Paulo Borges (59), com sua velocidade
e seus gols, era o destaque do time. Jogou
no Corinthians, já foi juiz classista
e hoje é um técnico em busca
de emprego e de um patrocínio para
construir um centro de treinamentos em São
Paulo. Cabralzinho, um dos cérebros
da equipe banguense, também tem 59
anos. Jogou por Santos, Fluminense, Flamengo,
Palmeiras e como técnico dirigiu times
no Qatar, Arábia Saudita, Egito e Equador.
Ênio, de 60 anos, quase foi esquecido
ao ser substituído na reta final por
Ladeira, que aos 62 anos dirige os juniores
do Corinthians. O mais velho do grupo é
Ocimar, com 74. Aposentado pelo INSS, trabalha
como instrutor das escolinhas do técnico
Jair Pereira e da Suderj. Também jogou
na Portuguesa de Desportos e Monte Alegre
(MG) e até hoje se arrepende de ter
sido cabo eleitoral de Eurico Miranda.
Aladim é o caçula, com 58 anos.
Após se destacar no Bangu, jogou no
Corinthians, Coritiba, Atlético-PR,
Colorado e hoje é dono de uma panificação
em Curitiba. Mas trocaria tudo por uma chance
de voltar ao mundo do futebol:
- Claro. Já pensou na emoção
de dirigir uma seleção ou um
Flamengo?
Fonte:
Jornal O Globo, 28/03/2004.
Reportagem: Antonio Nascimento e Márcio
Tavares.
Fotos: Ivo Gonzales.
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Não
fosse a curiosidade despertada pela oportuna
reportagem feita em Moça Bonita pelo
Antonio Nascimento e pelo Márcio Tavares,
publicada hoje no GLOBO, nem a presidenta
do Bangu nem seu presidente de honra, também
vice-presidente da Federação
do Rio, teriam reconhecido os jogadores campeões
cariocas de 1966. À primeira vista,
os dirigentes nem sabiam quem eram aqueles
respeitáveis senhores que foram bons
de bola.
Mas aí estão eles reunidos
os heróis de uma época distante
em que o Bangu também disputava título.
E até ganhava.
Fonte:
Jornal O Globo (Coluna do Fernando Calazans)