Rio de Janeiro, quarta-feira, 22 de novembro de 2017 - 20h04min
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BANGU RACHA ATÉ NA HORA DE COMEMORAR

Diretoria e dissidentes programam festas separadas no centenário do clube de Moça Bonita

Rebaixado para a segunda divisão do campeonato estadual, o Bangu vai passar o aniversário do centenário, no próximo sábado, em crise não só dentro do campo, mas também fora das quatro linhas. Não convidem para a mesma mesa a diretoria e os ex-sócios afastados que criaram o Movimento Democracia Banguense. Cada lado preparou festas distintas para comemorar a data.

Para marcar o centenário, a diretoria do Bangu dará um baile de gala para 300 convidados e sócios no Le Buffet, no Rio Comprido, sábado. Foram convidadas personalidades da política e do esporte, segundo a presidente do conselho diretor do clube, Rita de Cassia Trindade, entre eles os jogadores do time campeão estadual de 1966. No dia 19, haverá um páreo no Jockey Club do Rio em homenagem ao centenário.

Enquanto isso, do outro lado da cidade, em Bangu, os integrantes do Movimento Democracia Banguense preparam uma festa, com jantar, baile na rua e homenagem ao jogador mais famoso do clube, o mestre Domingos da Guia. O craque será lembrado com um busto no calçadão da Avenida Cônego de Vasconcellos, que passará a se chamar, simbolicamente, Calçadão Domingos da Guia.


Origem na fábrica de tecidos

Fundado em 1904, o Bangu Atlético Clube tem suas origens ligadas ao final do século XIX, quando foi iniciada a construção da fábrica de tecidos do bairro e chegaram ao Brasil os primeiros técnicos industriais têxteis. Eles vieram da Inglaterra para trabalhar nos novos teares e trouxeram o futebol, que com o tempo despertou a paixão dos operários.

O esporte passou a ser uma nova opção de lazer nos intervalos de serviço e aos domingos. As primeiras peladas foram disputadas em um campo improvisado no terreno da indústria.

Em 17 de abril de 1904, estrangeiros e banguenses se reuniram numa casa na antiga Rua Estevão, hoje Avenida Cônego de Vasconcellos, para fundar o clube. A estréia aconteceu em 1906, num amistoso contra o time do Riachuelo, que perdeu de 2 a 0. Uma semana depois, o clube estrearia oficialmente no Campeonato Carioca.

O primeiro campo de futebol funcionou no Centro de Bangu até 1943, quando foi vendido pelos proprietários da fábrica de tecidos. Quatro anos depois, foi fundado o estádio de Moça Bonita, em Padre Miguel.

Do divino mestre, Domingos da Guia, passando pela “Maravilha negra” da Copa de 1930, Fausto dos Santos, até Zizinho, o mestre Ziza, o Bangu sempre teve tradição de abrir as portas a bons jogadores. O clube conquistou em 1933 o seu primeiro título carioca. O segundo viria 33 anos depois. Em 1985, o clube foi vice carioca e brasileiro. O último título foi a Taça Rio de 1987


Fotos históricas no baile de gala

Os convidados do baile do Bangu no Le Buffet terão a oportunidade de ver uma exposição de fotos que o clube está preparando para contar seus cem anos de história. Jogadores e personalidades ilustres serão homenageados, conta a presidente Rita de Cássia Trindade.

Ela reclama do fato de ter ficado sabendo pelos jornais que o Calçadão de Bangu será rebatizado simbolicamente como Calçadão Domingos da Guia. Organizador da festa, o Movimento Democracia Banguense, formado por cerca de 500 ex-sócios afastados e torcedores, está convidando moradores a participar do evento, que incluirá a inauguração de um busto do jogador. A escultura foi feita pelo artista plástico Clécio Régis.

— Não fomos convidados oficialmente para a festa. Eu já ouvi falar a respeito desse movimento. Mas ele é formado de pessoas que não regularizaram a sua situação financeira com o clube e que só sabem criticar — comenta a dirigente do Bangu.

O presidente do Democracia Banguense, Peri Cozer, salienta que o movimento pretende dar um caráter público à festa. Por isso, não está fazendo convites formais à diretoria ou a qualquer outra autoridade:

— Eles não foram convidados formalmente e nem vão ser. A festa será pública e não teremos formalismos. Nós só enviamos convites aos ex-presidentes e à diretoria do clube para o jantar que faremos, aberto à população, que poderá comprar os convites.

O movimento tem duas ações tramitando na Justiça contra a diretoria do clube: uma pedindo a reintegração dos sócios afastados e a prestação de contas dos gastos dos últimos dez anos:

— Eles dizem que não estamos em dia com o clube, mas eu tentei regularizar tudo e fui informado de que o clube não tem ciência da existência de nossos títulos. E eu tenho título de proprietário desde 1962.


A programação

DIRETORIA

SÁBADO: Baile de gala no Le Buffet, no Rio Comprido, para 300 sócios e convidados da diretoria do clube.

DIA 19: Páreo no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, em homenagem aos cem anos de fundação do Bangu.

DISSIDENTES

QUINTA-FEIRA: O Movimento Democracia Banguense fará um jantar, às 20h, num salão de festas do bairro.

SÁBADO: Às 10h, inauguração do busto de Domingos da Guia no Calçadão; às 21h, baile popular no largo da igreja.

Fonte: O Globo Zona Oeste (Repórter Isabela Bastos), 11/04/2004.

     
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