Rio de Janeiro, sexta-feira, 04 de setembro de 2015 - 20h05min
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BANGU FAZ HISTÓRIA EM 33

O ano de 1933 marca finalmente a adoção do profissionalismo. Houve a reunião de 32 e num novo encontro em janeiro de 33 América, Bangu, Fluminense e Vasco decidem assumir o que já vinha se delineando há tantos anos. O Botafogo era contra e conseguiu convencer Flamengo e São Cristóvão. Assim, o futebol ficou dividido em duas associações: a AMEA (amadora) e a LCF (profissional).

Mas logo Flamengo e São Cristóvão mudariam de lado e o Botafogo ficaria sozinho. Mas se sentiu bem. No fundo, não queria mudar nada. Era o melhor time e, tendo sido campeão em 30 e 32, teria tudo para repetir a dose. E de fato repetiu. Mas apenas contra os chamados times pequenos. Para isso, contou com a resistência de muitos jogadores, sobretudo os brancos e de boa família, que tinham vergonha de se tornarem profissionais. Perderiam privilégios e a cobrança e a responsabilidade seriam muito maiores. Assim, apenas cinco jogadores deixaram o time. No entanto, os melhores ficaram, como, por exemplo, os artilheiros Nilo e Carvalho Leite.

Assim, jogando contra adversários sem a mesma categoria, o Botafogo não teve dificuldades em conquistar o título. No fim, tinha cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Olaria, apesar de sofrer duas derrotas: para o próprio Olaria e para o Engenho de Dentro.

Já na liga profissional, surpreendendo a todos, o Bangu levantaria a taça. O campeonato foi disputado por apenas seis equipes (Fluminense, Flamengo, América, Bangu, Vasco e Bonsucesso), o que não diminuía as dificuldades. Afinal, praticamente todo jogo era clássico.

Patrocinado pela Companhia Progresso Industrial Brasil, com um esquema de concentração e treinamento intensos, o Bangu, sob a supervisão de Luís de Vinhaes, que já havia feito o mesmo tipo de trabalho com o São Cristóvão, campeão de 1926, foi longe. Seus jogadores eram só músculos, mesmo os mais pesados, como Camarão, Santana, Médio e Ladislau.

Com um time de bravos, muito bem preparados fisicamente, o Bangu chegou à penúltima rodada precisando de uma vitória sobre o Fluminense nas Laranjeiras para conquistar o título. O bairro parou para esperar o resultado. E ninguém se decepcionou. Os gols saíam um atrás do outro. O placar de 4 a 0 (dois gols de Tião e Plácido) foi a consagração. A festa em Bangu invadiu a madrugada. Os estoques de cerveja dos botenquins das redondezas foram todos consumidos. No dia seguinte, nada menos que 500 funcionários da fábrica faltaram o trabalho. Mas não houve nenhum problema: o presidente do Bangu era o mesmo da companhia.

Assim, aquele time do Bangu, que tinha apenas três brancos, faria história como o primeiro campeão da era profissional. A campanha foi impressionante. Em dez jogos, venceu sete, empatou duas e perdeu apenas uma. A média de 3,5 gols por partida (35 gols em 10 jogos) também chamou a atenção. Para se ter uma idéia da relevância desse feito basta dizer que Fluminense e Vasco, 2º e 3º colocados, fizeram a metade do número desses gols. Por tudo isso, essa conquista do Bangu ocupa um lugar de destaque na história do Campeonato Carioca.

Fonte: Jornal dos Sports, 20/12/2005.
Especial: 1º centenário - 100 anos de campeonato carioca (1906-2006).
Reportagem: Anos 30 - Início da era profissional.
Repórter: Roberto Sander.

     
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