Rio de Janeiro, segunda-feira, 20 de outubro de 2014 - 19h10min
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NEM O POSSESSO PAROU O BANGU

Time de Moça Bonita supera até a fúria de Almir em 1966

Barra pesada — O banguense Jaime vai com tudo numa dividida com Almir,
que usa o cotovelo para deslocá-lo. Não era fácil enfrentar o impetuoso atacante rubro-negro

Nos últimos três anos que antecederam 1966, o Bangu bateu na trave, duas vezes em cheio e uma de raspão. Em 63, o time de Moça Bonita ficou com a terceira colocação e nos dois anos seguintes com o vice-campeonato. Em 1966, chegara a hora de marcar o seu grande gol. A base era parecida com a de três anos antes. Ubirajara, Mário Tito, Ocimar e Paulo Borges formavam a espinha dorsal de uma equipe que, então, já jogava por música. Além deles, Cabralzinho, Parada, Aladim davam o toque de categoria ao time.

E foi só o campeonato começar para que ficasse evidente a sua força. Nas cinco primeiras rodadas, o Bangu só venceu de goleada (5 a 0 no Madureira; 5 a 0 no São Cristóvão; 4 a 1 no América; 3 a 0 no Campo Grande; e 5 a 0 no Olaria).

Depois foram mais duas vitórias (2 a 1 na Portuguesa; e 1 a 0 no Fluminense). Naquela altura, não havia qualquer dúvida de que os banguenses eram os maiores favoritos para conquistar o título.

Nem a derrota para o Flamengo no último jogo do primeiro turno mudou esse panorama. No segundo turno, sempre com o comando seguro do técnico Alfredo Gonzalez, o Bangu prosseguiu sua trajetória de vitórias. Foram cinco até a grande final contra o Flamengo.

No primeiro tempo, o time abriu vantagem de dois gols - Ocimar e Aladim marcaram. Quando Paulo Borges fez o terceiro, aos três minutos do segundo tempo, a festa estava completa. O problema é que do outro lado estava um certo Almir. O atacante rubro-negro não se conformava com o placar. Já havia avisado no intervalo que o Bangu não daria volta olímpica. Quando agrediu Ladeira se iniciava um das maiores pancadarias da história do Maracanã.

Amir, justificando a fama de encrenqueiro, corria como um possesso atrás dos jogadores do Bangu. A briga foi generalizada e nove jogadores (Ubirajara, Luis Alberto, Ari Clemente, Ladeira, Valdomiro, Itamar, Paulo Henrique, Almir e Silva) acabaram expulsos pelo árbitro Airton Vieira de Moraes, conhecido como 'Sansão'.

Nem toda essa confusão ofuscou o título do Bangu. Foi uma grande campanha (18 jogos, com 15 vitórias, dois empates e uma derrota), na qual vários jogadores se destacaram. Um especialmente: o ponta-direita Paulo Borges, artilheiro do time com 16 gols. O 'Risadinha' era o cara do futebol carioca em 66. Sem nenhuma marra, ele esbanjava simpatia. Bons tempos que não voltam mais.

Fonte: Jornal dos Sports, 10/01/2006.
Especial: 1º centenário - 100 anos de campeonato carioca (1906-2006).
Reportagem: Anos 60 - Só o Vasco não festejou.
Repórter: Roberto Sander.

     
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