Rio de Janeiro, terça-feira, 22 de julho de 2014 - 18h31min
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"CONQUISTAREMOS O ACESSO À PRIMEIRA DIVISÃO EM 2008"

Foto: Stéfano Salles
 
Jorge Varela, presidente do Bangu Atlético Clube, promete grande campanha e acesso em 2008.

Jorge Francisco Varela da Costa, advogado de 45 anos, é presidente do Conselho Administrativo do Bangu Atlético Clube. É o responsável pelo futebol do alvirubro e exerce o cargo pela segunda vez. Varela concedeu entrevista exclusiva ao FutRio.

» O que o Bangu tirou da campanha de 2007 para o próximo ano?

Estamos reavaliando tudo. Este ano tivemos uma parceria com o Madureira e a equipe foi muito bem na Copa Rio, disputada no primeiro semestre. Fomos eliminados em uma derrota em casa para o Volta Redonda (2 a 1), que foi o campeão. Lá (em Volta Redonda) empatamos em 1 a 1. Terminamos em terceiro lugar. Na segundona a equipe não rendeu o esperado. Montaremos uma equipe forte para 2008 e conquistaremos o acesso à primeira divisão.

» A parceria com o Madureira prosseguirá?

Sou muito grato por todo apoio oferecido pelo Madureira nesta temporada. É muito raro um clube ajudar um co-irmão em momento de dificuldades. Agora o Bangu está parado, a temporada já se encerrou para nosso clube em todas as categorias. Estamos começando negociações para 2008, quando pretendemos começar a trabalhar já em maio, para a competição que começará em agosto. Mas, sobretudo, procuramos caminhos para que o Bangu se torne autosuficiente, então, as negociações começam desde já. Tenho certeza que nossos planos para 2008 se concretizarão, será um ano de alegrias com o retorno à primeira divisão.

» O senhor foi presidente do clube no biênio 1999/2000 e retorna agora ao cargo. Naquela época Bangu estava na segunda divisão do campeonato brasileiro (Copa João Havelange) e na primeira divisão do campeonato carioca. Qual a diferença entre esta experiência e a anterior?

Hoje o desafio é muito maior. Naquela época tínhamos uma parceria com a Gortin, que geria o futebol do clube. Terminamos em sétimo lugar no módulo amarelo da Copa JH (equivalente à segunda divisão), fomos eliminados pelo Paraná Clube, que foi o campeão e subiu. Hoje o desafio é muito maior, mas tenho mais experiência e conquistei respeito e credibilidade no clube pela gestão anterior, e assim, poderei conduzir os trabalhos com mais facilidade.

» Em quanto avalia o custo da montagem de um time para ascender à primeira divisão no ano que vem?

Com 1 milhão de reais montariamos um excelente time. Seriamos campeões e o Bangu retornaria para a primeira divisão, e ainda pagariamos algumas dívidas do clube e dariamos um banho de loja no estádio.

» Como estão as categorias de base do Bangu?

Não estão mais sob o controle da Gortin ou da Ability (empresas de administração esportiva). As equipes de base são geridas com comissão técnica própria do Bangu Atlético Clube e tem feito boas campanhas. Neste terminamos o OPG (Torneio Otávio Pinto Guimarães, de juniores), em décimo lugar, entre 42 equipes. Fizemos bela campanha e vencemos os jogos em casa com certa facilidade. Os adversários já estão voltando a temer jogar em Moça Bonita, como no passado. Em uns 4 anos ninguém nos segurará. Essa garotada vai arrebentar.

» Um grupo de associados excluídos do quadro social do clube, depois de muito reivindicar, conseguiu na justiça a reintegração. Por que estes associados foram excluídos do quadro social?

Neste grupo há sócios proprietários, mas também há sócios remidos, que não pagam mensalidades por serem isentos. No entanto, o clube vive de arrecadação e ocasionalmente foram cobradas taxas especiais, como de obras por exemplo, que não estavam incluídas nas mensalidades. Com o acúmulo de taxas não pagas, os associados foram excluídos do quadro social. Eles perderam em todas as instâncias mas, desta vez, a justiça manda reintegra-los, e isto foi o que aconteceu. No entanto, no meu entendimento, a sentença diz que eles devem ser admitidos como sócios, na data de publicação da sentença, e não com a data de origem de seus títulos.

» Muito se comenta que o presidente da FERJ e ex-presidente do Bangu, Rubens Lopes, é quem manda no clube e dá as cartas. É verdade?

Não. O presidente da FERJ foi presidente do Bangu em um período muito difícil, mas nem assim o Bangu foi rebaixado. Ele soube controlar e segurar o clube que, pela situação de penúria que vivia, já poderia ter caido há mais tempo. Rubens não contava com recursos para administrar, mas mesmo assim conseguiu milagres. Hoje ele não tem tempo e nem disponibilidade para cuidar do Bangu, e para isto, estou aqui. Rubens não foi responsável pela queda do Bangu e é um grande gestor. Implementou grandes mudanças na federação e hoje o futebol do Rio de Janeiro tem um calendário fixo. As coisas estão melhorando muito para o futebol carioca. Hoje, quem comanda o futebol do Bangu sou eu.

» Ainda há esperanças na validade da seletiva?

Não. Decisão da justiça não se discute. Se cumpre.

» Mas cabia recurso...

É verdade, mas prejudicaria o andamento do campeonato estadual da segunda divisão. Não seriamos nós, Olaria e Macaé que interromperíamos uma competição, como tentaram fazer Bonsucesso e Guanabara. Nós tentamos novamente pela segundona, mas a equipe não rendeu o esperado. Assim, já estamos nos movimentando para alinhavar parcerias e alavancar patrocínios para a conquista do acesso em 2008.



Fonte: FutRio (Stéfano Salles), 23/11/2007.

     
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