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BANGU COMPLETA ANIVERSÁRIO: 104 ANOS

“O Bangu tem também a sua história, enchendo seus fãs de alegria”. O trecho do hino bangüense, escrito por Lamartine Babo, torcedor do rival América, é hoje o grande alento dos torcedores do alvirrubro da Zona Oeste. O clube completa nesta quinta-feira (17) o aniversário de 104 anos com pouco a comemorar no presente, o que desperta o saudosismo das glórias de outrora.

O rebaixamento para a segunda divisão, em 2004, ano do centenário do clube, coroou um período de acentuada decadência que tirou o alvirrubro da primeira divisão do campeonato brasileiro e, mais tarde, o obrigou a desistir da participação na Série B. Hoje o clube está fora do cenário nacional e em julho disputará a segunda divisão, buscando recuperar a vaga na elite regional.

As maiores conquistas, os estaduais de 1933 e 1966, estão demasiado distante da realidade atual. O campeonato brasileiro de 1985, perdido nos pênaltis para o Coritiba no Maracanã, conduziu o clube à Taça Libertadores da América do ano seguinte, mas mostra um rápido processo de decadência. Apenas três anos depois o clube seria rebaixado para a segunda divisão nacional, ao lado do América. Com a terceirização do futebol do clube, em 1993, o último ano da gestão de Carlos Teixeira Martins, o Carlinhos Maracanã, o processo se agravou. O futebol profissional foi entregue ao empresário Pedro Vicençote. Já em 1996 o clube comunicou à CBF que não teria condições financeiras de disputar a competição e perdeu a vaga, retornando na divisão imediatamente inferior, a Série C.

Foto: Museu dos Esportes
 

Bangu Atlético Clube, Campeão Estadual de 1966 - O último clube a furar a hegemonia de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco.

Em pé: Mario Tito. Ubirajara. Luis Alberto. Ari Clemente. Fidelis e Jaime. Agachados: Pastinha. Paulo Borges. Cabralzinho. Ladeira. Ocimar e Aladim.

Agruras de um clube marcado pelo pioneirismo e pela ousadia. A inauguração do estádio Proletário Guilherme da Silveira, com este nome, em plena ditadura militar, foi uma ousadia, mas não uma incoerência. Um clube com origem popular e fabril não poderia negar suas origens. O afastamento do centro sucitou um debate que voltou à tona nesta temporada, mais de cem anos depois: concentrados na zona sul da capital, os coirmãos não queriam enfrentar a “longa distância” para encarar o adversário, que então se deslocava para os campos dos adversários.

O inconfundível losango no meio das camisas de treino, com o nome do clube inscrito, foi a primeira publicidade em camisa de clube de futebol do Brasil. Pioneirismo. Não se tratava apenas do nome do clube, mas do nome e da logomarca da Fábrica de Tecidos Bangu, fundada como Companhia Progresso Industrial do Brasil.A empresa têxtil foi por muito tempo o motor do desenvolvimento do bairro e deu origem ao clube. A fábrica se localizava onde hoje funciona o Shopping Bangu, em frente à estação ferroviária que leva o nome do bairro. Por esta estação chegaram muitos dos primeiros adversários, antes da construção do estádio do proletário, quando os jogos eram disputados nos jardins da fábrica, nos primórdios do futebol fluminense.

Os bons tempos de sucesso do alvirrubro sempre estiveram associados à presença de um poderoso patrono. Depois de Guilherme da Silveira, responsável pela conquista de 1933, o novo mandatário do clube foi Castor de Andrade Costa e Silva, apontado ainda hoje como o mais famoso e importante bicheiro do país. Sob sua direção o clube foi campeão estadual de 1966. Castor esteve à frente do clube por muitas vezes e o mascote do clube hoje, um castor, é uma singela homenagem.


Hino
Ouça aqui
Composição: Lamartine Babo

O Bangu tem também a sua história, sua glória,
Enchendo seus fãs de alegria.
De lá, pra cá, surgiu o Domingos da Guia.

Em Bangu se o clube vence há na certa um feriado
Comércio fechado, a torcida reunida até parece a do Fla-Flu,
Bangu... Bangu... Bangu...

O Bangu tem também como divisa na camisa
O vermelho sangue a brilhar e faz cartaz
Estouram foguetes no ar.


Fonte: Redação SRZD (FutRio), 17/04/2008.

     
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