Rio de Janeiro, quarta-feira, 23 de julho de 2014 - 19h09min
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TORCIDA NÃO ESQUECE DECISÃO DE 1985

Marcas de Bangu x Coritiba continuam na memória


Dia 31 de julho de 1985. Essa data jamais será esquecida por torcedores de Bangu e Coritiba que puderam presenciar a inédita final do Campeonato Brasileiro daquele ano. Como não poderia ser diferente, o lado paranaense lembra com orgulho daquela data.

É o caso do empresário Osvaldo Woellner Júnior, que saiu de Curitiba às 8h30 daquela quarta-feira para assistir de dentro do Maracanã a decisão com um time paranaense. Por opção, sentou nas cadeiras azuis, misturado com outros torcedores. Mas garante que a emoção de poder ver a festa da torcida coxa-branca foi maior.

- Ver a torcida pelo outro lado é melhor do que estar lá dentro, ver a festa em minoria e fazendo bonito - disse ele, que decidiu viajar após o empate com o Atlético-MG no Mineirão, que garantiu o clube na decisão.

- Fui porque tinha certeza do título. Era uma época em que o Coritiba dificilmente perdia uma decisão e isso dava confiança. Desde o começo do campeonato, quando o time ia mal, eu acreditava. A gente via que o time era bom, organizado e podia ser campeão. Só precisava se acertar - recordou Osvaldo.

E, durante a partida, tal segurança só se transformou em nervosismo após o gol de empate do Bangu. Segundo ele, o Coritiba foi acuado, principalmente por conta da torcida, que agitava o estádio ao som do Samba Enredo da Mocidade, que foi campeã do Carnaval carioca em 1985 (Ziriguidum 2001 - Carnaval nas Estrelas). Mesmo assim, estava convicto de que iria voltar para casa campeão.

- Aquele momento me emocionou. A torcida toda cantando aquele samba e empurrando o Bangu, que criou duas boas chances. Alí eu fiquei com medo. Havia um flamenguista do meu lado e eu falei para ele que ou o Bangu virava ainda no primeiro tempo, ou não saía mais gol. Eu conhecia o meu time - afirmou Osvaldo, que ainda lamenta o fato de o clube não ter tirado proveito do título.

- A diretoria não soube aproveitar o título e fazer o clube crescer ainda mais. Nos últimos anos, o Coritiba diminuiu com esses rebaixamentos. Nem na CBF o título fez diferença. Mas este ano dá a volta por cima. Não sei se será campeão, mas subir vai. Se continuar o trabalho que vem sendo feito, um dia pode ser campeão brasileiro de novo e voltar a ser um dos grandes do futebol brasileiro - falou um otimista torcedor.


Por outro lado...

Se a torcida do Coritiba comemora o que foi a primeira conquista nacional de um time paranaense, o torcedor do Bangu lamenta até hoje a amarga derrota. Fábio Menezes, atual assessor de imprensa da equipe de Moça Bonita também estava no Maracanã e lembra a trajetória do time.

- Sempre fui torcedor do Bangu e naquele ano eu assisti todos os jogos no Rio de Janeiro. O Bangu começou a aparecer mais na segunda fase, contra Internacional, Vasco e Mixto-MT. Estreou empatando com o Inter, venceu o Mixto e o Vasco, duas vezes, e depois empatou com o Mixto, indo decidir a vaga nas semis com o Inter, no Beira-Rio, onde ganhamos por 2 a 1 - explicou.

Com tal campanha, seria impossível imaginar uma derrota dentro de casa, com estádio lotado e torcedores rivais apoiando. Porém, o impossível aconteceu e o sonho se transformou em pesadelo.

- Ninguém acreditava que o Bangu poderia chegar à final do Campeonato Brasileiro. Chegamos à decisão e aí aconteceu a tragédia, onde perdemos nos pênaltis. Aquilo foi inacreditável. O Bangu chegou à final com o Maracanã inteiro torcendo para o Bangu. Eu não me esqueço disso e me dói muito. Foi a experiência mais triste da minha vida - lamentou Fábio, que acredita que o título colocaria o Bangu em outra realidade.

- Poderíamos ter mais torcedores, o Bangu seria campeão nacional e teria um reconhecimento maior. Mesmo sendo vice-campeão, o clube é lembrado até hoje, imagine se ficasse com o título - acredita ele.

Atualmente, o Coxa está na Série B do Campeonato Brasileiro, tentando voltar à primeira divisão. Fase difícil, mas muito mais confortável que a do clube carioca.

- O Bangu vive dificuldades como qualquer outro clube, mas, no caso do clube, é menor em relação a Vasco e Flamengo. O presidente achou melhor resgatar jogadores que já passaram por aqui, porque quem jogou no Bangu tem um carinho muito grande por ele - disse Fábio, que olha o dia 31 de julho de um outro ponto de vista.

- Foi nesse exato dia que o Bangu iniciou sua caminhada para voltar à primeira divisão carioca e se juntar novamente aos grandes do estado - completou.


Torcedor ilustre

Talvez o único torcedor do Bangu que tenha motivos para comemorar o 31 de julho é o atual presidente do clube, Jorge Varela, que nasceu exatamente nesse dia.

- A data é um misto de alegria e tristeza por conta desse resultado. Alegria pelo aniversário, e tristeza pela data que teria tornado o Bangu histórico - lamentou o dirigente, que, assim como o assessor, acredita que o título daria outro futuro ao Alvirrubro.

- A torcida e a mídia no clube teriam aumentado se tivéssemos sido campeões. O Bangu tem muitos adeptos e simpatizantes, mas quando se tem um título nacional, isso influencia no aumento dos adeptos. Todos querem torcer por um clube vencedor, e estamos trabalhando para isso - declarou o presidente, que completou:

- Estamos trabalhando depois do retorno para a Série A e estamos pautados em um trabalho de crescimento, sabendo das dificildades. Estamos tentando voltar ao cenário nacional, buscando parceiros e seguindo nesse projeto.


Repórteres: Mariana Fraga e Ricardo Brejinski
Fonte: Lancenet!, publicada em 31/07/2010.

     
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