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Apresentação Agradecimentos  Prefácio

 
2004

Palavras finais

A história do centenário do Bangu não ficaria completa se não incluíssemos os fatos ocorridos até 17 de abril de 2004.

Conforme apresentamos no ano de 2003, a situação político-administrativa do clube anda caótica. E é óbvio que em tão curto espaço de tempo pouca coisa mudou.

O presidente executivo João Paulo Giancristófaro, em meio a crise, foi substituído por Rita de Cássia Trindade - a primeira mulher a ocupar o posto máximo do Bangu Atlético Clube.

Curiosa a história de Rita dentro do Bangu. Iniciou em 1991 como secretária após ler um anúncio de emprego no jornal e com o passar dos anos tornou-se uma espécie de "braço direito" do presidente Rubens Lopes. Foi seu próprio "padrinho político" quem a guindou ao cargo - numa tentativa de amenizar as críticas que o alvirrubro vinha sofrendo de torcedores e imprensa. Pouco adiantou.

Saindo do campo político para o esportivo, o time de profissionais teria o desconhecido técnico Marcelo Cabo a comandar um grupo de jogadores de qualidade duvidosa, que realizaram uma campanha fraquíssima no Campeonato Carioca.

Elinton, China, Diego, Rogério e Sandro; Marcão Júnior, Wellington, Cristiano e Rui; Márcio Capixaba e Marcelo - basicamente eram estes os 11 titulares de uma das formações mais fracas da história do Bangu. Para desespero dos mais ferrenhos torcedores, foi justamente no tão sonhado ano do centenário que o time aparecia como um dos piores do Rio de Janeiro, sendo rebaixado para a Segunda Divisão.

De 1989 até os dias atuais, a situação do futebol profissional no Bangu somente se agravou. A esperança de uma boa campanha em algum campeonato foi se dissipando com o tempo. Os títulos, sempre árduos, sumiram de vez. As grandes revelações também escassearam. O centenário alvirrubro tem mais orgulho de seu passado do que de seu momento atual, no qual as dívidas se multiplicam e os sócios desaparecem.

Chegou-se a cogitar que a festa do centenário fosse realizada na pomposa Ilha Fiscal - localizada na baía de Guanabara. Porém, como bem lembraram alguns - seis dias após o famosíssimo Baile da Ilha Fiscal, promovido pela Monarquia de D. Pedro II em 9 de novembro de 1889 - este sistema ruiu dando lugar à República. E, ninguém queria que o mesmo ocorresse com o Bangu.

Há um clima de revolta no ar. Se, como citamos na crônica sobre o ano de 1994, o Bangu estava na UTI, agora a luta é para que não desliguem os aparelhos. Longe dos bons tempos de Castor e de Silveirinha, e mais distante ainda do ideal de seus fundadores - de uma associação que servisse ao lazer dos moradores do bairro - há poucas saídas para o clube centenário.

A Fábrica Bangu já não funciona mais. A mola motriz que impulsionou o alvirrubro nas suas cinco primeiras décadas acabou. O dinheiro farto do jogo do bicho - que substituiu o patrocínio da fábrica - foi efêmero. Veio a crise.

"A torcida reunida até parece a do Fla-Flu" - dizia um dos versos do hino escrito por Lamaritne Babo - que se estivesse vivo também completaria 100 anos em 2004. A torcida nunca foi tão grande como agora, torce-se desesperadamente para o Bangu não acabar. No meio do caos, surgem mensagens de solidariedade de banguenses de todos os cantos do país. Para se ter idéia, o site de internet não-oficial - www.bangu.net - recebe mais de 300 visitantes por dias e um turbilhão de lamentos de fãs saudosos do tempo em que o alvirrubro ainda tinha a honra de poder ser tachado de clube de porte médio.

Hoje, a memória esportiva do Bangu está preservada, independentemente de seu futuro ser sombrio ou não. "Nós é que somos banguenses" espera ter conseguido cumprir o objetivo de sintetizar os 100 anos do Bangu em forma de livro. Os textos, fotos, fichas e estatísticas, foram a forma encontrada de armazenarmos para as próximas gerações o quão forte e importante foi o Bangu no cenário do esporte nacional. Mais que um time de tradição, o Bangu foi um clube com alma.

          
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