Bangu Atlético Clube: sua história e suas glórias

LETRA P

PAULO BORGES
Nome: Paulo Luís Borges
Nascimento: 24/12/1944     Falecimento: 15/7/2011
Período: 1962 a 1968
Posição: Ponta-direita
Jogos: 209 (114 v, 47 e, 48 d)
Aproveitamento: 65%
Gols: 109
Expulsões: -
Estreia: Bangu 0 x 0 Fluminense (24/6/1962)
Despedida:Bangu 2 x 1 Atlético/MG (11/2/1968)
Nascido na véspera do Natal de 1944, na pequenina estação de Laranjais, município de Itaocara, interior do Rio, Paulo Borges chegou ao Bangu em 1962. Na época era chamado de “garoto Laranjeira”, em referência ao local de onde veio.
Estreou entre os profissionais no Torneio Início de 1962, no Maracanã. Foi colocado pelo técnico Gradim como centroavante, recebeu a camisa 9. Jogou mal.
Foi Tim quem lhe colocou no seu lugar correto: a ponta-direita, no Campeonato Carioca de 1963. Ali, correndo livre, driblando, arrancando em diagonal para a área, deixou de ser o “garoto Laranjeira” e passou a ser o Paulo Borges.
O Bangu se encolhia todo no meio-campo, Paulo Borges e Mateus, os dois pontas, ficavam lá na frente, bem abertos, colados nas laterais. Parecia que o time estava encurralado. Não era superioridade do adversário, mas obediência à manha de Tim. De repente a bola ia parar nos pés de um banguense. Como que movido por uma mola, quem tivesse a bola passava imediatamente para o Parada ou para o Roberto Pinto. E lá se ia o esticão: bola nas costas dos zagueiros. Paulo Borges flechava como se fosse uma gazela, correndo uma enormidade, rumo ao gol, e fuzilava. Ou a bola zunia, raspando as traves ou então ia parar no fundo das redes. Gol do Bangu.
O Bangu chegou em 3º lugar naquele ano. Paulo Borges, ao lado de Bianchini, Parada e Mateus passou a ser peça fundamental do ataque alvirrubro. Com 19 anos, já era figurinha carimbada nos álbuns de futebol.
O Bangu foi vice-campeão carioca nos dois anos seguintes. Paulo Borges não fez muito nos jogos decisivos contra o Fluminense, em 1964. Mas, em 1965, mesmo ficando dois pontos atrás do Flamengo na classificação final, o ponta-direita mostrou seu valor. Fez um gol desmoralizante no rubro-negro, “chapelando” Ditão duas vezes antes de chutar para as redes, na goleada alvirrubra por 3 a 0.
Seu ano no futebol seria mesmo 1966. Foi convocado para a Seleção Brasileira, embora o técnico Vicente Feola não o levasse para a Copa do Mundo da Inglaterra, fez 16 gols e foi o artilheiro máximo do Campeonato Carioca e, principalmente, deu ao Bangu um título que o clube de Moça Bonita não via há 33 anos. Na final, num jogo incompleto contra o Flamengo, o placar mostrava friamente: 3 a 0 para os suburbanos. Paulo Borges fez o terceiro gol, com um chute forte, vencendo o goleiro Valdomiro.
Campeão de 66, Paulo Borges tentou o bi, mas o time de 1967 parou na arbitragem de Antônio Viug, na decisão contra o Botafogo. Ficou o consolo de ser novamente o maior artilheiro do Rio: 13 gols naquele campeonato.
Em 1968, depois de ajudar na conquista do Torneio Quadrangular de Campinas, ao derrotar o Grêmio (RS) e o Guarani, foi negociado com o Corinthians pela bagatela de 1 milhão de cruzeiros – era a maior transação do futebol brasileiro até então. Ninguém em tempo algum tinha sido vendido por esse preço. Dava para comprar quatro apartamentos de três quartos em Ipanema, Zona Sul do Rio.
No Corinthians fez gols importantes, ajudou o Timão a quebrar um jejum de vitórias diante do Santos. Ficou no Parque São Jorge de 1968 a 1974, saindo por empréstimo ao Palmeiras, em 1971.
Em 1974 foi para o Nacional, de Manaus, e tentou voltar para o Bangu para disputar o Campeonato Carioca, mas sua documentação não foi regularizada a tempo. A tentativa de vestir vermelho e branco pela última vez tinha sido emperrada pela burocracia.
Ironia do destino: o eterno camisa 7 acabou sendo o sétimo maior artilheiro da história do clube, com 109 gols.
Faleceu aos 66 anos, em São Paulo, vítima de um câncer de pulmão.
Todos os 109 gols de Paulo Borges pelo Bangu:
Flamengo (10), Madureira (9), América (8), Bonsucesso (7), Portuguesa-RJ (7), Olaria (6), Botafogo (4), Fluminense (4), River-PI (4), Seleção do Suriname (4), Anápolis (3), Campo Grande (3), Cruzeiro (3), Seleção Sergipana (3), Sunderland-GBR (3), Vasco (3), Bom Jardim-RJ (2), Canto do Rio (2), Maranhão (2), Siderúrgica-MG (2), Ado Den Haag-HOL (1), Atlético Mineiro (1), Confiança-SE (1), Dundee United-ESC (1), Ferroviário-CE (1), General Belgrano-ARG (1), Palmeiras (1), Paysandu (1), Porto Alegre-RJ (1), Portuguesa-SP (1), San Martín-ARG (1), São Cristóvão (1), São Paulo (1), Sarmiento-ARG (1), Seleção do Paraguai (1), Sport Boys-PER (1), Taubaté (1), Tuna Luso (1), Vila Nova-GO (1), Wolverhampton-GBR (1).


PAIM
Nome: -
Período: 1976
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 1 (1 d)
Gols: -
Ponta vindo do Vitória (BA), Paim jogou apenas uma única partida, pelo Torneio Valdir Benevento 1976, contra o Campo Grande (0 x 2). Depois, foi atuar pelo Sampaio Corrêa (MA).


PAIVA
Nome: José Ferreira de Paiva
Período: 1931 a 1937
Posição: Meio-campo
Jogos: 67 (30 v, 15 e, 22 d)
Gols: -
Lançado pela primeira vez durante o Campeonato Carioca de 1931, o meia Paiva começou o ano de 1933 como titular do Bangu. No entanto, fez apenas quatro partidas na trajetória do título, já que o técnico Luiz Vinhaes optou por uma linha média com Santana, Ferro e Médio, mesmo assim é um dos campeões daquele ano. Em 1935, deixou o clube para jogar pelo América, voltando à Rua Ferrer em 1937.


PALHETA
Nome: Ivaldir Leite Campos
Período: 1943 a 1945
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 10 (5 v, 2 e, 3 d)
Gols: 1
O ponta Palheta nunca conseguiu ter muitas oportunidades nos três anos em que ficou no Bangu. Atuou apenas em 10 jogos, marcando um gol diante do Madureira.


PALMIERI
Nome: Roberto Palmieri de Souza
Período: 1987 a 1990
Posição: Goleiro
Jogos: 69 (21 v, 24 e, 24 d)
Gols sofridos: 61
Quando surgiu no time principal, substituindo às pressas o titular Gilmar, o goleiro Palmieri já era uma atração das categorias de base do Bangu. Gigantesco, com 2 metros de altura, Palmieri sempre foi convocado para as diversas seleções brasileiras, desde os infantis até os juniores. Em Moça Bonita, foi campeão carioca de juniores em 1987 e no mesmo ano, fez uma ótima estreia entre os profissionais, fechando o gol diante do Fluminense. No ano seguinte, impressionou ao pegar três pênaltis diante do Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro. E, em 1989, foi fundamental para que o Bangu empatasse com o Dinamo de Kiev, que era a base da seleção soviética. Em 1990, desentendido com a diretoria, foi emprestado ao Botafogo de Ribeirão Preto. Quando voltou ao clube, foi logo negociado com o Botafogo, onde não conseguiu brilhar. Palmieri jogou até 2001, encerrando a carreira no ABC (RN).


PANTERA
Nome: Carlos Lúcio de Mello
Período: 1979
Posição: Ponta-direita
Jogos: 14 (6 v, 3 e, 5 d)
Gols: 1
Vindo do Cruzeiro por empréstimo, Pantera jogou apenas o Campeonato Carioca de 1979, fez um único gol (diante do Niterói) e logo deixou o clube. No ano seguinte, vestiu a camisa do Criciúma.


PANZARIELO
Nome: Mário Panzarielo
Período: 1947
Posição: Zagueiro
Jogos: 4 (4 d)
Gols: -
O zagueiro Panzarielo jogou apenas algumas partidas do Torneio Municipal de 1947. Depois, foi defender as cores do Madureira.


PAOLO
Nome: Paolo Gabriel de Andrade
Período: 2008
Posição: Atacante
Jogos: 1 (1 d)
Gols: -
O atacante Paolo entrou em campo apenas uma vez: substituindo Bruno Luiz numa partida contra o Sendas (0 x 2), pelo Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 2008. Depois, foi jogar pelo Juventus (RJ).


PAQUERA
Nome: Luiz Gomes
Período: 1937
Posição: Atacante
Jogos: 17 (5 v, 3 e, 9 d)
Gols: 4
Paquera jogou apenas o Campeonato Carioca de 1937. Ao menos, marcou quatro gols, embora nem sempre atuasse como titular.


PAQUETÁ
Nome: -
Período: 1956 a 1957
Posição: Meio-campo
Jogos: 3 (2 v, 1 e)
Gols: -
Meia de características defensivas, Paquetá era jogador dos aspirantes. Atuou no Torneio Início de 1956, quando o Bangu se fez representar por um time misto e em dois amistosos de 1957.


PARÁ
Nome: Armando Alves Costa Souza
Período: 1938 a 1942
Posição: Zagueiro
Jogos: 9 (3 v, 1 e, 5 d)
Gols: -
O zagueiro Pará teve poucas chances de atuar. Só entrava em campo quando o Bangu não tinha outra opção para a defesa.


PARADA
Nome: Antônio Parada Neto
Nascimento: 20/2/1939     Falecimento: 21/11/2018     
Período: 1963 a 1969
Posição: Atacante
Jogos: 140 (67 v, 38 e, 35 d)
Aproveitamento: 61%
Gols: 53
Expulsões: 2
Estreia: Bangu 4 x 0 Minas (10/2/1963)
Despedida:Bangu 2 x 3 Botafogo (16/7/1969)
No bairro do Bom Retiro, em São Paulo, vivia um jovem que dividia sua vida entre a profissão de funileiro e as peladas de rua. O talento de Parada era tão grande que, em breve, ele não precisaria mais do dinheiro da funilaria, dedicando-se exclusivamente ao futebol.
No início, porém, os baixos proventos do Ypiranga ainda não eram suficientes para sustentá-lo. Era juvenil, quando o time do simpático bairro paulistano enfrentou e goleou o Palmeiras por 6 x 3, no Parque Antártica. Pronto. Era o que de melhor poderia acontecer ao jovem Parada, que logo foi contratado pelo clube alviverde.
Com a camisa do Palmeiras, ele jogou entre 1957 e 1960, atuando em 71 partidas e marcando 19 gols. O centroavante, no entanto, já não estava mais nos planos do grande clube paulistano em 1961, quando a diretoria decidiu trocá-lo pelo goleiro Rosã, da Ferroviária de Araraquara.
Atuou dois anos no interior, chamando a atenção do técnico Tim, do Guarani. Em 1963, no entanto, quando o grande estrategista foi recontratado pelo Bangu, Tim logo sugeriu a Euzébio e Castor de Andrade que comprassem o passe de um vistoso atacante da Ferroviária. O próprio Parada explica o episódio da visita de Castor à sua casa em Araraquara para acertar os termos do contrato e da vinda para o Rio de Janeiro.
“Minha filha estava doente e nem podia ouvi-lo direito. Depois que a Vânia, recém nascida, parou de chorar, acertei tudo e me senti satisfeito porque podia mudar de ares – estava incompatibilizado com o presidente da Ferroviária. Recebi na hora 50 mil cruzeiros adiantados e pude seguir com a família para Bangu, mais precisamente para um apartamento na praça Horácio Hora.
Em Moça Bonita, Parada foi o grande nome do ataque alvirrubro, junto com Bianchini. Sua técnica apuradíssima era tão badalada que chegou, em muitas excursões, a ser anunciado como “o Pelé Branco”. No Bangu, ele participou da ótima equipe que ficou em terceiro lugar no Campeonato Carioca de 1963, depois de liderar praticamente todo o certame e perder o título somente nas últimas rodadas. Nos dois anos seguintes, amargou o vice-campeonato ao perder a decisão de 1964 para o Fluminense e, nos pontos corridos, o título para o Flamengo, em 1965.
No ano em que o Bangu seria campeão, em 1966, Parada já não estava mais no elenco. Fora vendido ao Botafogo, onde, pelo menos, foi artilheiro do Torneio Rio-São Paulo. Em 1967, retornou ao Bangu, mas jogou pouco, apenas cinco jogos. Voltou ao Botafogo, onde finalmente foi campeão carioca, em 1968. Depois, esteve ainda no Corinthians. No entanto, a situação de reserva no Parque São Jorge não contentava o craque que, decidiu, pela última vez, regressar a Moça Bonita, em 1969.
As chances também foram poucas e ele percebeu que a sua melhor fase no futebol carioca tinha passado. Em 1970 foi para o Amazonas, onde voltaria a chamar a atenção, atuando pelo Fast e depois pelo Rio Negro. Encerrou a carreira em 1975, com uma grave contusão no joelho.
Há uma passagem impagável de Parada pelo Bangu durante uma excursão ao Norte do país em 1965. O time era treinado por Plácido Monsores, que enxergava pouco. Nessa época, chegou ao clube o atacante Araras, e Parada logo se invocou com ele.
No primeiro jogo do novato, contra o Paysandu, em Belém, Parada passava no banco de reservas e reclamava:
- Esse Araras não joga nada. É muito ruim.
Só que era o próprio Parada que não estava jogando nada neste dia. Mas Plácido Monsores, mal das vistas, acreditava. O jogo estava difícil – o Bangu só venceu por 1 x 0, com um gol contra no segundo tempo – e lá pelas tantas o Parada erra um gol certo. O treinador, cheio de raiva, se levanta do banco:
- Mas esse Araras é mesmo uma m...
E substituiu o Araras, que não tinha nada a ver com a história, por Neném, enquanto Parada – errando tudo – continuou em campo.
Faleceu em 2018, em São Paulo, aos 79 anos.


PARAÍBA
Nome: Claudivânio Pereira
Período: 2014
Posição: Atacante
Jogos: 12 (5 v, 2 e, 5 d)
Gols: 2
Ex-jogador do Nacional de Patos (PB) e do Baraúnas (RN), o pequenino atacante que levava o nome do seu estado natal, atuou pelo Bangu apenas na Copa Rio de 2014 e deixou muito a desejar.


PASTOR
Nome: Américo Pastor
Nascimento: 9/11/1898       Falecimento: 6/11/1978
Período: 1915 a 1927
Posição: Atacante
Jogos: 183 (73 v, 31 e, 79 d)
Aproveitamento: 48%
Gols: 66
Expulsões: -
Estreia: Bangu 0 x 5 Fluminense (5/9/1915)
Despedida:Bangu 1 x 6 Seleção Mineira (27/9/1927)
Eram três irmãos que moravam no número 19 da Rua Ferrer na década de 10 do século XX: Guilherme, Aurélio e Américo Pastor. Descendentes de italianos que aportaram no Brasil ainda com o sobrenome original de “Pastore”.
Guilherme Pastor ficaria conhecido como o eterno primeiro secretário do Bangu Atlético Clube, cargo que ocupou praticamente sem interrupção de 1911 até sua morte em 1952. De Aurélio sabe-se que era um frequente componente do segundo time do Bangu. Quis o destino que o único craque com a bola nos pés dos três irmãos fosse o caçula Américo, nascido em 1898.
Em 1915, o Bangu estava em crise no Campeonato Carioca, rumava a um rebaixamento, sequer conseguia achar um goleiro para o seu primeiro time. Depois de tentar Alberto Vidal e Raul Malaguti, a comissão de futebol arriscou: deu o posto ao jovem goleiro do segundo time – Américo Pastor, de apenas 17 anos. A estreia não foi lá essas coisas, e o Bangu perdeu de 5 a 0 para o Fluminense. Mas nas duas rodadas seguintes, o time se recuperou, manteve Pastor sob as barras e escapou da 2ª Divisão graças a duas vitórias sobre o Rio Cricket e o Botafogo.
O ano seguinte serviria para consagrar Pastor. O Bangu fez excelente campanha, terminou o Campeonato em segundo lugar – empatado com o Botafogo em número de pontos – e o goleiro banguense recebeu altos elogios da imprensa, como após a surpreendente vitória do time sobre o Flamengo, na Rua Paysandu:
“O jogo desenvolvido pela equipe do Bangu foi impecável, a defesa jogou de modo excelente, principalmente o keeper Américo Pastor, a quem cabe as honras do dia” - contou o Jornal do Brasil, de 6 de novembro de 1916.
Naquela época, Pastor não trabalhava. Estudante, pegava o trem todo dia para ir até a Escola de Humanidades, na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. Provavelmente, foi para auxiliar nos seus estudos que ele se dirigiu ao secretário Miguel José Pedro antes de uma partida contra o América, pelo Campeonato Carioca de 1917.
Queria receber uma espécie de “retribuição monetária” por jogo em que atuasse. Isso na época do amadorismo era falta grave. Se a Liga descobrisse poderia até excluir o Bangu dos campeonatos. Pastor teve o pedido negado. Não compreendeu e resolveu não entrar em campo contra o América.
O reserva Fred Jacques Jr. levou seis gols, o Bangu perdeu por 6 a 1, uma tragédia para uma equipe que até então fazia boa campanha. Pastor foi censurado pela atitude e a diretoria decidiu suspendê-lo por um ano. O caso do pedido de “retribuição monetária” tornou-se público e teve péssima repercussão no bairro.
Só no final daquele ano é que, aberta uma sindicância, as testemunhas ouvidas disseram que Pastor jamais teria feito uma coisa daquelas e que faltara ao jogo contra o América por fatos de ordem particular.
Se o Bangu o perdoou rápido, a Liga Metropolitana demorou mais a anistiá-lo. O caso da “retribuição pecuniária” só teve um fim em agosto de 1918. Mesmo assim, antes de poder voltar a jogar, a diretoria do Bangu reuniu todo o 1º time dentro do Pavilhão. Queria saber se os jogadores queriam atuar do lado de Américo Pastor. Só voltaria a vestir a camisa do Bangu se contasse com o apoio total dos companheiros.
O capitão Antenor Corrêa pediu a palavra. “Um player como o Américo só pode concorrer para melhorar o team” – disse ele.
Pastor voltou a jogar, mas não queria ser goleiro novamente. Treinou e reapareceu no time principal do Bangu em setembro de 1918 numa partida contra o Carioca atuando como atacante. Passou em branco. No jogo seguinte, marcou um gol na vitória por 5 a 1 sobre o Mangueira e ganhou a posição. Começava uma nova carreira para Américo Pastor: a de artilheiro e ídolo da torcida.
Em 1919 fez um gol importante: o do empate contra a Seleção da Argentina, em um inacreditável amistoso realizado na Rua Ferrer.
Nos anos 20, além de atacante titular, Pastor compôs a equipe banguense que participou do primeiro Campeonato Carioca de Tênis. Futebol, tênis e trabalho... diferentemente dos jogadores-operários do Bangu, Pastor não foi labutar na fábrica de tecidos. Continuou sua rotina de ir diariamente ao Centro do Rio, tornou-se escriturário da Companhia Anglo-Sul Americana, situada no Beco das Cancelas.
O trabalho atrapalhou uma oportunidade única para o craque banguense. Em 1921 ele foi convocado para a Seleção Brasileira que participaria do Campeonato Sul-Americano, em Buenos Aires. Na época, os trabalhadores não tinham sequer direito a férias, licença não remunerada ou folgas. Pastor teve que abrir mão de servir à pátria, oportunidade que nunca mais teria na vida. O futebol estritamente amador, com os jogadores precisando trabalhar para se sustentar gerava corriqueiramente este tipo de situação.
A Seleção fez pouco no Sul-Americano, mas Pastor continuaria em alta no Bangu. Em 1922 foi o artilheiro máximo do Campeonato Carioca, anotando nove gols em doze jogos, um a mais que o famoso atacante Harry Welfare, do Fluminense. Naquele ano, naturalmente, ele foi convocado para a Seleção Carioca, junto com os companheiros Frederico, Antenor e Luiz Antônio.
Em 1923, o juiz indicado para apitar um Bangu x Vasco na Rua Ferrer não compareceu. Nome respeitado dentro do futebol, de comum acordo com o adversário, Pastor foi escolhido para dirigir o match, que terminou empatado em 2 a 2.
Defendendo o Bangu, Pastor manteve-se como titular nas temporadas de 1924 – quando chegou a marcar cinco vezes numa vitória sobre o Sport Club Brasil por 7 a 5 - e 1925, mas em 1926, com o surgimento de Ladislau e Bahiano, sua vaga no ataque ficou ameaçada. O artilheiro percebeu que seus melhores dias estavam passando e para não ficar de fora, voltou a ser goleiro. Mas uma derrota para o Vasco por 5 a 4 colocou em xeque seus reflexos e ele perdeu a vaga para José de Mattos. Sem chances no clube que o revelou e onde já estava há doze temporadas, Pastor mudou de ares em 1927.
Junto com Frederico Pinheiro e Christolino Chaves, Pastor aceitou um convite do Flamengo para atuar no clube rubro-negro. Por ser irmão do secretário Guilherme Pastor, ele foi acusado de “traidor” por alguns sócios. Ídolo na Rua Ferrer, Américo Pastor saía do clube tendo feito 49 partidas como goleiro (e sofrido 86 gols) e 131 jogos como atacante (e marcado 66 gols).
No Flamengo, ele teve pouquíssimas chances, atuou apenas cinco vezes e chegou a marcar um gol (no Vila Isabel). Ao término do Campeonato Carioca – ganho pelo rubro-negro -, Pastor foi para Belo Horizonte, jogar pelo América Mineiro. Chegou a promover a ida do Bangu a Belo Horizonte para realizar um amistoso contra seu novo clube, partida vencida pelos cariocas por 2 a 1.
Sua carreira no América durou apenas a temporada de 1928, quando aos 30 anos, resolveu abandonar os gramados e virar árbitro da Federação Mineira na década de 30. Em Belo Horizonte, eternamente amador – seja como jogador ou juiz -, sem ganhar dinheiro com o futebol, Pastor foi presidente do Clube BH (uma associação recreativa da capital mineira) nos anos 40 e trabalhava na Companhia Itatiaia Importadora e Imobiliária, sendo morador da Rua Alagoas.
No fim da vida, voltou a morar no Rio de Janeiro.


PATRICK
Nome: Patrick Donohoe
Nascimento: 20/2/1894       Falecimento: 28/4/1948
Período: 1913 a 1922
Posição: Atacante
Jogos: 139 (61 v, 14 e, 64 d)
Aproveitamento: 48%
Gols: 69
Expulsões: 3
Estreia: Bangu 9 x 0 América Fabril (16/2/1913)
Despedida:Bangu 3 x 5 Fluminense (16/4/1922)
Nascido na pequena cidade industrial de Busby, na Escócia, em 1894, Patrick era filho de Thomas Donohoe, o homem que viria a introduzir o futebol em Bangu, naquele mesmo ano.
Seu pai embarcou para o Brasil para ser Mestre de Tinturaria da Fábrica Bangu em 4 de maio de 1894. Patrick ficou na Escócia, ao lado da mãe Elizabeth e do irmão John, de três anos. Até que, em 16 de agosto de 1894, a família faria a difícil travessia do Atlântico a bordo de um vapor que partiu do porto de Liverpool.
No Brasil, Patrick se formou químico industrial e logo arrumou emprego na Companhia, ao lado do pai. Com 19 anos, ganhou também uma vaga no time de futebol, estreando em um amistoso contra o América Fabril, marcando logo três gols. Surgia, assim, o primeiro grande ídolo do Bangu.
Na temporada de 1913, Patrick anotou 22 gols, mas não foi feliz, vendo o Bangu ser rebaixado no Campeonato Carioca. O escocês daria a volta por cima em 1914, sendo peça importante na conquista do título da 2ª Divisão.
O Bangu não fez grande papel na 1ª Divisão de 1915, mas no ano seguinte, o time de Patrick foi a grande sensação do Campeonato Carioca, abatendo os principais times da época e chegando ao vice-campeonato – atrás apenas do América e empatado com o Botafogo em número de pontos.
Ídolo da torcida, herói da Rua Ferrer, Patrick marcava muitos gols e enlouquecia as defesas adversárias. No Campeonato Carioca de 1918, foi o responsável por uma grande vitória por 4 a 2 sobre o Flamengo, na Rua Ferrer. Naquela tarde, anotou dois gols.
Em 1919, numa partida confusa com o São Cristóvão, Patrick chegou a marcar um gol de mão. Curiosamente, ele mesmo foi falar para o juiz que tinha cometido a infração. O árbitro Marciano Filho fez ouvidos de mercador e validou o lance. Na sequência, a partida foi interrompida por uma confusão. Patrick agrediu o jogador Hugo e os torcedores invadiram o gramado da Rua Ferrer. A Liga Metropolitana acabou punindo o banguense com a suspensão de seis jogos.
No ano seguinte, além de ser titular absoluto do ataque, era também um dos jogadores do Bangu na disputa do primeiro Campeonato Carioca de Tênis. O tênis seduziu o escocês a tal ponto que, em 1921, passou a se dedicar somente ao esporte.
Mas o futebol também precisava do talento de Patrick e ele fez algumas apresentações em 1922. Encerrou a carreira num jogo contra o Fluminense, nas Laranjeiras. Atuava como goleiro, pela primeira vez na vida, até sofrer uma entrada dura do tricolor Renato Vinhaes. Saiu na maca e encerrou ali sua carreira nos gramados.
Depois disso, o renomado químico industrial da Fábrica e conhecido morador da própria Rua Ferrer, virou árbitro de futebol.
Faleceu, em sua casa na rua Barão de Capanema, em abril de 1948, com apenas 54 anos.


PAULÃO
Nome: Paulo Sérgio
Período: 1974
Posição: Meio-campo
Jogos: 9 (1 v, 2 e, 6 d)
Gols: -
Vindo da Esportiva Guaratinguetá, o meia Paulão jogou apenas o Campeonato Carioca de 1974 pelo Bangu, numa das piores formações da história do clube.


PAULINHO
Nome: Paulo Mendonça
Período: 1969 a 1972
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 30 (13 v, 7 e, 10 d)
Gols: -
Revelado pelo clube, o lateral Paulinho era reserva de Bauer e chegou a atuar como titular entre 1971 e 1972. Despediu-se de Moça Bonita depois de conquistar o Torneio Romeu Dias Pinto 1972.


PAULINHO
Nome: Paulo Hélber Rosa Ribeiro
Período: 2016
Posição: Meio-campo
Jogos: 4 (2 v, 1 e, 1 d)
Gols: 1
O mineiro Paulinho atuava em Macau quando foi emprestado ao Bangu para disputar três partidas pela BTV Cup de 2016, no Vietnã.


PAULINHO CRICIÚMA
Nome: Paulo Roberto Rocha
Período: 1984 a 1987
Posição: Meio-campo
Jogos: 87 (41 v, 29 e, 17 d)
Gols: 31
Expulsões: 1
Uma grande aquisição que o Bangu fez junto ao América (SP) foi ter trazido o barbudo Paulinho Criciúma para a disputa da temporada de 1984. O hábil meia foi responsável direto pela conquista do título da President´s Cup, na Coréia do Sul, ao marcar os dois gols na final contra o Hallelujah, time local. Criciúma destacou-se tanto que, entre 1985 e 1986, foi contratado pelo time sul-coreano Posco, onde virou ídolo. Voltou a Moça Bonita em 1987 para erguer outro troféu: a Taça Rio. Após a vitória sobre o Botafogo por 3 a 1, Criciúma era um dos mais emocionados: ao mesmo tempo em que era carregado nos ombros pelos torcedores, chorava compulsivamente. O craque, no entanto, não permaneceria no Bangu em 1988. Castor de Andrade o trocou com Emil Pinheiro, do Botafogo. A forma de pagamento foi das mais curiosas: vários pontos de jogo de bicho que eram de Emil passaram para Castor. No alvinegro, foi o ídolo maior da conquista do título carioca de 1989, depois de um jejum de 21 anos.


PAULINHO FERNANDES
Nome: Paulo André Fernandes Nunes
Período: 2014 a 2015
Posição: Atacante
Jogos: 12 (4 v, 1 e, 7 d)
Gols: 1
Cria das categorias de base do Botafogo, Paulinho Fernandes chegou ao Bangu em 2014 e tomou parte apenas nos jogos da Copa Rio. Foi mantido no elenco para 2015, mas um problema pessoal – o sequestro de sua filha – fez o jogador se ausentar do clube por um bom tempo.


PAULISTA
Nome: Albino Dionísio
Nascimento: 7/9/1912      Falecimento: 10/11/1978
Período: 1933 a 1940
Posição: Meio-campo
Jogos: 131 (39 v, 23 e, 69 d)
Aproveitamento: 38%
Gols: 10
Expulsões: -
Estreia: Bangu 2 x 2 Bonsucesso (1/5/1933)
Despedida:Bangu 2 x 4 Botafogo (22/12/1940)
Vindo do interior de São Paulo, Paulista teve sorte de chegar ao Bangu justamente no ano de 1933. Fez uns testes e foi aprovado. Sem saber, iria jogar numa equipe campeã.
Era reserva até que surgiu uma oportunidade para substituir Paiva, numa partida do Torneio Rio-São Paulo, contra a Portuguesa. A partir daí, começou a jogar com mais regularidade. Curiosamente, foi mantido no time depois que o titular retornou. O técnico Luiz Vinhaes o aproveitou na ponta-direita, no lugar de Sobral.
Desta forma, fez cinco jogos na campanha do Campeonato Caricoa de 1933, inclusive, atuando na partida decisiva contra o Fluminense, nas Laranjeiras. Voltou para o bairro consagrado como um dos campeões profissionais.
Em 1934, era o reserva mais utilizado do elenco, até que, com a suspensão imposta a Ladislau, Paulista ocupou a vaga do eterno “Tijoleiro” no ataque. Não deu muito certo e ele voltou ao meio-campo, onde dominava aquele espaço.
Nos dois anos seguintes, foi titular absoluto durante os Campeonatos Cariocas, embora o Bangu não fosse muito bem. Saiu do clube em 1937 para jogar pelo Madureira, ficando três temporadas no Tricolor Suburbano.
Em 1939, cedido pelo Madureira, voltou a vestir a camisa alvirrubra apenas para participar de uma excursão a São Paulo. Era apenas um ensaio. Em 1940, Paulista fez sua última temporada no grêmio da Rua Ferrer, ao lado de Nadinho e Adauto na linha média.
Saiu em 1941 para jogar pelo Galícia, da Bahia, voltando ao Rio no ano seguinte, para vestir a camisa do Bonsucesso.
Pelo Bangu, anotou 10 gols, diante de Olaria (4), Flamengo (2), Bonsucesso, Carioca, Botafogo e Kosmos (RJ), mesmo não sendo atacante de ofício.


PAULO
Nome: Paulo Andrade
Período: 1928
Posição: Meio-campo
Jogos: 5 (1 v, 1 e, 3 d)
Gols: -
Reserva do meia Zé Maria durante o Campeonato Carioca de 1928, Paulo teve cinco oportunidades de atuar naquele ano, sem se destacar.


PAULO
Nome: Paulo Verardo
Período: 1941 a 1945
Posição: Zagueiro
Jogos: 64 (20 v, 13 e, 31 d)
Gols: 1
Vindo do interior de Minas Gerais, Paulo achou que estava com uma vaga garantida no Botafogo. Porém, não teve a mínima chance em General Severiano e foi parar na Rua Ferrer. Com apenas 20 anos, fez algumas partidas pelos aspirantes e logo foi aproveitado entre os profissionais, a partir de 1943. Ficou em Bangu até o término do Torneio Municipal de 1945, indo depois para o América (RJ).


PAULO
Nome: -
Período: 1958
Posição: Meio-campo
Jogos: 5 (2 v, 2 e, 1 d)
Gols: -
Jogador dos juvenis, Paulo fez algumas partidas pelo time misto banguense no ano de 1958, sob o comando do técnico Jair Raposo.


PAULO
Nome: Paulo Arlindo dos Santos
Período: 1964 a 1967
Posição: Zagueiro
Jogos: 37 (22 v, 8 e, 7 d)
Gols: -
Recomendado por Cabralzinho, Paulo estava na Portuguesa Santista quando veio para o Bangu disputar o Campeonato Carioca de 1964, sendo vice-campeão. Permaneceu em Moça Bonita até 1967, mas perdeu espaço no time titular.


PAULO ANDRADE
Nome: Paulo Andrade
Período: 1998 a 1999
Posição: Atacante
Jogos: 28 (12 v, 10 e, 6 d)
Gols: 8
Expulsões: 2
Ex-jogador do São Cristóvão, o atacante Paulo Andrade passou boa parte do seu tempo em Moça Bonita na reserva. Foi titular apenas na disputa da Copa Rio de 1999.


PAULO BARRACH
Nome: Paulo Henrique Barrach de Lima
Período: 2016
Posição: Lateral-direito
Jogos: 7 (1 v, 2 e, 4 d)
Gols: -
Ex-jogador do Boavista (RJ), Paulo Barrach não era um lateral-direito de ofício. Improvisado na posição durante todo o Campeonato Carioca de 2016, teve atuações muito discretas.


PAULO CAMPOS
Nome: Paulo Roberto da Conceição Tavares
Nascimento: 20/2/1971      
Período: 1993 a 1999
Posição: Zagueiro
Jogos: 108 (35 v, 41 e, 32 d)
Aproveitamento: 51%
Gols: 2
Expulsões: 3
Estreia: Bangu 0 x 3 Botafogo (7/2/1993)
Despedida:Bangu 1 x 2 Americano (10/10/1999)
Em 1992, o Goytacaz veio até Moça Bonita jogar uma partida contra o Bangu. O duelo terminou 1 a 1 e o técnico Moisés ficou impressionado com um “xerifão” que despontava na zaga do time campista. Era Paulo Roberto.
No ano seguinte, o Bangu foi buscá-lo para fazer parte do seu elenco, já com o nome adaptado de Paulo Campos – em homenagem à cidade em que nasceu.
Foi uma aposta certeira. Ao lado de Paulo Paiva, Paulo Campos formou uma verdadeira muralha na zaga banguense e os resultados começaram a aparecer. O Bangu quase não levou gols nos jogos da temporada de 1993 (foram 35 gols sofridos em 56 partidas).
Em 1994, a dupla se desfez no segundo semestre, quando Paulo Paiva foi jogar no Flamengo. Para piorar, em 1995, Paulo Campos já não estava mais nos planos da diretoria, que preferiu acreditar nos jogadores empresariados por Pedrinho Vicençote. Com isso, o zagueirão voltou para sua cidade natal e vestiu a camisa do Americano.
Mas, ele voltaria ao clube em 1997, para formar uma sólida dupla de zaga ao lado do jovem Naílton, que durou até 1999, com bastante êxito.


PAULO CÉSAR
Nome: Paulo César de Macedo Fortes
Período: 1960 a 1965
Posição: Atacante
Jogos: 65 (39 v, 14 e, 12 d)
Gols: 6
Expulsões: 1
Campeão carioca de juvenis em 1959, Paulo César era uma boa aposta do Bangu nos anos 60. Chegou a excursionar com a equipe para o Torneio de Nova York de 1960 e para a Europa em 1961, só que nunca se firmou entre os profissionais. Depois, foi deslocado de posição – do ataque para o meio-campo, mas não alcançou o devido sucesso na carreira.


PAULO CÉSAR
Nome: Paulo César dos Santos Chagas
Período: 1991
Posição: Centroavante
Jogos: 10 (2 v, 3 e, 5 d)
Gols: 4
Trazido do Mesquita, Paulo César é filho do famoso puxador de samba-enredo Neguinho da Beija-Flor. Por isso, era comum ver seu pai nas sociais do Bangu no início dos anos 90. Destaque nos juniores, Paulo César teve pouquíssimas chances entre os profissionais no ano de 1991. Em 1992, foi negociado com o Brasil de Pelotas.


PAULO CÉSAR
Nome: Paulo César Filgueira Narciso
Período: 2005
Posição: Zagueiro
Jogos: 15 (8 v, 4 e, 3 d)
Gols: -
Trazido pelo técnico Alfredo Sampaio para a campanha do Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 2005, Paulo César veio do Volta Redonda e, ao término da competição, foi para o América (RJ).


PAULO DIAS
Nome: Paulo Dias
Período: 1992
Posição: Centroavante
Jogos: 10 (2 v, 3 e, 5 d)
Gols: 3
Vindo do Goytacaz, Paulo Dias disputou apenas o Campeonato Carioca de 1992. Ficou mais conhecido pelo seu estilo à la Ruud Gullit do que pelos gols que marcou.


PAULO LUMUMBA
Nome: Paulo do Nascimento Ribeiro
Período: 1974
Posição: Zagueiro
Jogos: 4 (4 d)
Gols: -
O zagueirão Paulo Lumumba, ex-Flamengo e Bonsucesso, veio para o Bangu tentar salvar o time durante o Campeonato Carioca de 1974. Já tinha 31 anos e o máximo que conseguiu foram quatro derrotas. Nos anos 80, foi auxiliar do técnico Moisés, no próprio clube.


PAULO MATA
Nome: Paulo Carmo Corsino Mata
Período: 1970
Posição: Atacante
Jogos: 20 (9 v, 4 e, 7 d)
Gols: 3
Expulsões: 1
Mais famoso pela cena em que ficou nu dentro de campo quando era técnico do Itaperuna, Paulo Mata tinha sido um bom atacante nos anos 70. Vindo do Bonsucesso, o jogador começou fazendo sucesso – inclusive anotando o gol do empate entre Bangu e Seleção Brasileira, em 1970. Porém, seus gols passaram a rarear, ele foi para a reserva e depois foi negociado com o Juventus (SP).


PAULO PAIVA
Nome: Paulo de Paiva Figueiredo
Período: 1990 a 1994
Posição: Zagueiro
Jogos: 59 (26 v, 21 e, 12 d)
Gols: 2
Expulsões: 1
Um excelente zagueiro, Paulo Paiva fez toda sua categoria de base no Botafogo, só que não foi aproveitado pelo clube alvinegro. Sorte do Bangu que, em 1990, profissionalizou o jovem de 20 anos. Virou titular a partir do Campeonato Carioca de 1992 e formou uma inesquecível dupla de zaga com Paulo Campos. Ao término do Carioca de 1994, foi emprestado ao Flamengo. Acabou não ficando na Gávea por muito tempo, mas, em 1995, foi contratado pelo Fluminense, onde se sagrou campeão estadual.


PAULO ROBERTO
Nome: Paulo Roberto Veiga Viana
Período: 1979 a 1981
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 45 (19 v, 12 e, 14 d)
Gols: 5
Expulsões: 1
Apelidado de “Marinheiro”, Paulo Roberto foi um bom ponta-esquerda que o Bangu teve no início dos anos 80. Ficou lembrado por ter feito o gol da vitória sobre o Palmeiras por 3 a 2, em pleno Parque Antártica, aos 45 minutos do 2º tempo. Cobiçado por outros clubes, Paulo Roberto acabou saindo do país, para jogar pelo Tenerife, da Espanha.


PAULO ROBERTO
Nome: -
Período: 1986
Posição: Meio-campo
Jogos: 3 (2 e, 1 d)
Gols: -
Disputou apenas o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão de 1986, entrando no decorrer de três partidas. Era reserva de Neto.


PAULO ROBERTO
Nome: Paulo Roberto da Costa Pompeu
Nascimento: 8/8/1969
Período: 1990 a 1994
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 100 (42 v, 38 e, 20 d)
Aproveitamento: 61%
Gols: -
Expulsões: 1
Estreia: Bangu 0 x 0 Arábia Saudita (25/8/1990)
Despedida:Bangu 1 x 1 Flamengo (31/1/1994)
Trazido para o Bangu pelo técnico Paulo Massa, Paulo Roberto era um bom lateral-esquerdo do Mesquita. Chegou ao clube com 21 anos e passou o ano de 1990 na reserva, sem incomodar o titular Vágner Pepeta.
Enfim, em 1991, ele foi escalado pelo técnico Rogério Melo para ser o dono da camisa 6 durante o Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão. Não era um lateral arrojado, que ia ao ataque toda hora. Ao contrário, era especialista em marcação, em impedir as investidas dos pontas adversários.
Em 1992, depois de vencer uma briga direta pela posição com o experiente Racinha, durante o Brasileiro da 2ª Divisão, Paulo Roberto se viu superado por Luisinho, vindo da Portuguesa da Ilha do Governador, no decorrer do Campeonato Carioca.
Um ano depois, porém, ele daria o troco, reassumiu a condição de titular e formou com Paulo Campos e Paulo Paiva uma verdadeira barreira defensiva com os “xarás”.
Homem de confiança do técnico Moisés, Paulo Roberto disputou uma única partida em 1994 com a camisa alvirrubra antes de ser negociado com o Juventude (RS). Lá em Caxias do Sul, conseguiu logo o título de campeão brasileiro da 2ª divisão.
Ao pendurar as chuteiras, voltou para o Mesquita, onde recomeçou a carreira, agora como treinador.


PAULO ROBERTO
Nome: Paulo Roberto Santos Antônio
Período: 2006 a 2009
Posição: Meio-campo
Jogos: 50 (22 v, 14 e, 14 d)
Gols: 3
Emprestado pelo Madureira ao Bangu, Paulo Roberto ficou muitos anos em Moça Bonita, sem voltar para o seu clube de origem. Nem por isso, conseguia agradar à torcida, que nunca perdoou a sua falta de empenho. Enfim, foi devolvido a Conselheiro Galvão ao final do Campeonato Carioca de 2009. Do Madureira, Paulo Roberto foi jogar no América (RJ) e depois no Guarany de Sobral (CE).


PAULO SILVA
Nome: Paulo Henrique Nogueira da Silva
Período: 1995
Posição: Zagueiro
Jogos: 25 (6 v, 11 e, 8 d)
Gols: -
Expulsões: 2
Trazido para a disputa do Campeonato Carioca de 1995, o pernambucano Paulo Silva formou dupla de zaga com Marcelo Barreto, sem deixar muitas saudades. Em 1996, vestiu a camisa do Olaria e, em 1997, a do Fortaleza.


PAULO TELES
Nome: Paulo Roberto Teles Souza
Período: 2006
Posição: Lateral-direito
Jogos: 14 (6 v, 7 e, 1 d)
Gols: -
Emprestado pelo Madureira para o Torneio Seletivo de 2006, Paulo Teles disputou apenas esta competição pelo Bangu.


PAULO VINÍCIUS
Nome: Paulo Vinícius Cunha Lucas
Período: 2009
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 4 (1 v, 3 d)
Gols: -
Vindo do CFZ (RJ), Paulo Vinícius tinha 22 anos quando estreou no Bangu. Porém, disputou apenas quatro jogos pela Copa Rio de 2009 e logo foi dispensado. O motivo de uma passagem tão meteórica pode ter sido o pênalti bisonho cobrado contra o Volta Redonda. A bola passou à esquerda, bem longe da meta.


PAULO VITOR
Nome: Paulo Vitor de Azevedo da Conceição
Período: 2007
Posição: Meio-campo
Jogos: 4 (2 v, 1 e, 1 d)
Gols: -
Emprestado pelo Madureira, Paulo Vitor disputou apenas o Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 2007 pelo Bangu, retornando depois a Conselheiro Galvão.


PAULO VITOR
Nome: Paulo Vitor Balbi Serra
Período: 2013
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 14 (6 v, 4 e, 4 d)
Gols: 1
Cria das categorias de base, o lateral Paulo Vitor teve sua primeira chance durante a Copa Rio de 2013, conseguindo realizar boas atuações e até a marcar um gol diante do Resende.


PÉ DE OURO
Nome: José Rodrigues
Período: 1939
Posição: Zagueiro
Jogos: 4 (1 v, 3 d)
Gols: -
Apesar do apelido curioso, “Pé de Ouro” provalvemente não fazia jus a ele. O zagueiro disputou apenas quatro partidas pelo Bangu, durante o Campeonato Carioca de 1939, aproveitando-se da ausência do titular Camarão.


PEÇANHA
Nome: Peterson dos Santos Peçanha
Período: 2001 a 2003
Posição: Goleiro
Jogos: 16 (2 v, 4 e, 10 d)
Gols sofridos: 23
Vindo das divisões de base do Flamengo, Peçanha era um goleiro jovem, que não inspirava a mínima confiança. Disputou o Campeonato Brasileiro da 3ª Divisão de 2001 e de 2003 pelo Bangu e teve sorte de conseguir atuar no exterior, em clubes portugueses e gregos.


PECINHA
Nome: João Francisco da Silva
Período: 1960
Posição: Atacante
Jogos: 6 (2 v, 1 e, 3 d)
Gols: -
Enquanto os titulares estavam nos Estados Unidos, disputando o Torneio de Nova York, o Bangu iniciou o Campeonato Carioca de 1960 com uma equipe praticamente composta por juvenis. Foi esta a chance que Pecinha teve em Moça Bonita. O atacante, no entanto, passou em branco.


PEDERNEIRAS
Nome: Achilles Pederneiras
Período: 1917
Posição: Ponta-direita
Jogos: 11 (5 v, 6 d)
Gols: -
Ex-jogador do São Cristóvão, Pederneiras disputou apenas algumas partidas do Campeonato Carioca de 1917 pelo Bangu. Logo em seguida, parou de atuar e virou árbitro da Liga Metropolitana.


PEDRINHO
Nome: Pedro Sampaio Duarte
Período: 1947 a 1951
Posição: Goleiro
Jogos: 32 (14 v, 6 e, 12 d)
Gols sofridos: 59
Eterno reserva no gol do Bangu, Pedrinho até que começou bem, desbancando o titular Rossari em 1947. Mas perdeu a posição para Orlando em 1948 e para Luiz Borracha em 1949/50. Em 1951, quando finalmente estava atuando com regularidade na meta alvirrubra, eis que o clube contratou Oswaldo Topete para o seu lugar. No final de sua vida, morando em São Luís do Maranhão, vivia alojado no estádio municipal Nhozinho Santos, em condições precárias.


PEDRINHO
Nome: Pedro José Nepomuceno Cunha
Nascimento: 12/10/1945
Período: 1967 a 1969
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 101 (41 v, 25 e, 35 d)
Aproveitamento: 52%
Gols: -
Expulsões: -
Estreia: Bangu 5 x 2 Taubaté (15/1/1967)
Despedida:Bangu 1 x 0 Deportivo Huila (2/9/1969)
O desafio do jovem Pedrinho era dos mais difíceis nos anos 60. Jogava como lateral-esquerdo e se destacava nos juvenis, mas enfrentava a concorrência desleal de Ari Clemente, titularíssimo na posição e que raramente se contundia ou era suspenso.
Só em 1967, Pedrinho conseguiu estrear entre os profissionais. Já tinha 21 anos quando foi lançado entre as feras e ajudou o Bangu a conquistar o Torneio Quadrangular dos Campeões, no Mineirão. Aos poucos, foi desbancando o antigo titular e provou o valor que tinha.
Em 1968, o técnico Plácido Monsores chegou a escalá-lo como zagueiro, deixando Ari Clemente livre na lateral-esquerda, mas quando Antoninho assumiu, mudou tudo e deixou o jovem Pedrinho atuar em sua posição de origem e barrou Ari.
Titular absoluto no Torneio Roberto Gomes Pedrosa – o Brasileirão da época -, Pedrinho começou a chamar a atenção dos grandes clubes. Ainda permaneceu no Bangu até outubro de 1969, até ser emprestado ao Corinthians, logo após retornar de uma excursão vitoriosa à Colômbia.
Como Pedrinho fez sucesso com a camisa alvinegra, o time paulista efetivou a compra do jogador em 1970 por 400 mil cruzeiros. Ficou no Corinthians até 1972. No ano seguinte, foi parar no Vasco. Em 1974, achou seu lugar, indo atuar pelo Santa Cruz, onde encerrou a carreira de atleta nos anos 80, iniciando logo em seguida a de treinador.


PEDRINHO
Nome: Pedro Luís Vicençote
Período: 1987 a 1988
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 26 (11 v, 9 e, 6 d)
Gols: -
Craque no Palmeiras e no Vasco, Pedrinho foi contratado pelo Bangu quando já estava com 30 anos. Começou bem, mas depois foi perdendo o fôlego. Passou um bom tempo no departamento médico, se recuperando de uma torção no tornozelo direito, e quando voltou, se viu na reserva de Racinha. Foi o suficiente para que ele decidisse encerrar a carreira. Voltou a Moça Bonita em 1995, como um bem sucedido empresário de jogadores.


PEDRINHO
Nome: Pedro Passos Moura da Silva
Período: 2009
Posição: Atacante
Jogos: 2 (2 d)
Gols: -
Expulsões: 1
Vindo do Volta Redonda, o atacante Pedrinho entrou no decorrer de duas partidas da Copa Rio 2009. Conseguiu a proeza de ser expulso no seu segundo jogo com a camisa do Bangu e não foi mais utilizado pelo técnico Nando. Depois, foi atuar no Rio Claro (SP).


PEDRINHO GAÚCHO
Nome: Pedro Antônio Simeão
Período: 1981 a 1985
Posição: Ponta-direita
Jogos: 49 (25 v, 14 e, 10 d)
Gols: 5
Expulsões: 2
Contratado junto ao Atlético Mineiro em 1981, o barbudo ponta-direita Pedrinho Gaúcho era uma das apostas de Castor de Andrade. Fez boas partidas pelo clube e saiu, ao término do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão de 1982 para jogar pelo Vasco, vendido por 25 milhões de cruzeiros. Regressou em 1985, desta vez, para ser reserva de Marinho na campanha do vice-campeonato nacional. Faleceu em 2019, aos 65 anos.


PEDRO MARIANO
Nome: Pedro Mariano Esteves
Período: 2013
Posição: Goleiro
Jogos: 1 (1 e)
Gols sofridos: 3
Ainda com idade para atuar nas categorias de base, o goleiro Pedro Mariano foi com a delegação banguense para o Vietnã disputar a BTV Cup em 2013. Fez apenas uma partida, contra a seleção vietnamita, e levou três gols. Todos, porém, indefensáveis.


PEDRO PAULO
Nome: Pedro Paulo da Silva Prado
Período: 1994
Posição: Meio-campo
Jogos: 8 (1 v, 4 e, 3 d)
Gols: -
Expulsões: 1
Ex-jogador do América (RJ), Pedro Paulo estava no futebol português, quando veio para o Bangu jogar o Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão de 1994. Como o time foi logo eliminado, o meia fez poucas partidas pelo alvirrubro, voltando ao União da Ilha da Madeira.


PEDRO ROCHA
Nome: Pedro Virgílio Rocha Franchetti
Período: 1980
Posição: Meio-campo
Jogos: 13 (8 v, 3 e, 2 d)
Gols: 5
Expulsões: 1
Maior jogador uruguaio dos anos 70, Pedro Rocha já tinha sido ídolo no São Paulo quando veio para o Bangu em meados de 1980, vindo do Monterrey, do México. Aos 37 anos, estava em fim de carreira, mas Castor de Andrade apostou alto: pagou um quarto de hotel em Copacabana para o craque, além de um salário de um milhão de cruzeiros. Pedro Rocha ajudou o Bangu a ganhar o Torneio Comitê de Imprensa, disputou apenas o 1º Turno do Campeonato Carioca e depois, foi aproveitar o tempo de futebol que ainda lhe restava na Árabia Saudita, onde ganharia em petrodólares. Faleceu em 2013, aos 71 anos, quando morava em São Paulo.


PEDRO SILVA
Nome: Pedro Silva
Período: 1947
Posição: Zagueiro
Jogos: 1 (1 d)
Gols: -
Trazido do Metalusina de Barão de Cocais (MG), o zagueiro Pedro Silva fez apenas uma partida pelo Bangu: contra o Vasco (0 x 4), pelo Campeonato Carioca de 1947. Como já tinha atuado, no mesmo ano, pelo Campeonato Mineiro, o clube poderia perder pontos se escalasse o jogador. Daí, por precaução, ele não entrou mais em campo.


PEIXINHO
Nome: Arnaldo Poffo Garcia
Período: 1967
Posição: Ponta-direita
Jogos: 5 (2 v, 2 e, 1 d)
Gols: 1
Peixinho é o autor do primeiro gol no estádio do Morumbi, quando jogava pelo São Paulo, em 1960. No Bangu, veio por empréstimo para a disputa da Liga Norte-Americana de 1967. Aproveitando que Paulo Borges estava servindo à Seleção Brasileira, Peixinho fez alguns jogos naquela excursão. Como o clube não quis comprar seu passe, na volta ao Brasil, foi devolvido ao Comercial de Ribeirão Preto.


PEIXINHO
Nome: Filipe da Silva Manoel
Período: 2012
Posição: Atacante
Jogos: 15 (3 v, 9 e, 3 d)
Gols: 2
Cria das categorias de base do clube, Peixinho foi lançado durante a Copa Rio de 2012 pelo técnico Cleimar Rocha. Chegou a marcar dois gols, mas não conseguiu agradar a torcida, fugindo das divididas e não acrescentando nada àquele time.


PELAEZ
Nome: Donald Pelaez
Período: 1958
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 3 (3 e)
Gols: 1
Ponta do Rampla Juniors, com seis jogos pela Seleção Uruguaia, Pelaez disputou apenas três amistosos da pré-temporada de 1958 pelo Bangu. Chegou a marcar um gol diante do América, mas acabou não ficando em Moça Bonita.


PERALTA
Nome: Luiz Arturo Peralta Ariño
Período: 2017 a 2018
Posição: Atacante
Jogos: 10 (2 v, 3 e, 5 d)
Gols: 2
O colombiano Peralta estava no esquecido futebol do Chipre quando um empresário resolveu trazê-lo para o Bangu. Fez pouquíssimos gols, logo se lesionou seriamente e desperdiçou toda a temporada de 2017 se recuperando de uma cirurgia.


PEREIRA
Nome: Francisco Alves Pereira
Período: 1915 a 1923
Posição: Zagueiro
Jogos: 29 (12 v, 2 e, 15 d)
Gols: -
Escriturário da Fábrica Bangu, Francisco Pereira atuou durante vários anos como zagueiro do time, raramente como titular. Sua maior contribuição ao clube, com certeza, foi ser pai dos craques Lula e Nadinho, que brilharam nos anos 30 e 40.


PERIGO
Nome: -
Período: 1936 a 1937
Posição: Meio-campo
Jogos: 24 (5 v, 2 e, 17 d)
Gols: -
Meia de características defensivas, Perigo jogou duas temporadas pelo Bangu, sem conseguir se destacar.


PERIVALDO
Nome: Perivaldo Lúcio Dantas
Período: 1984 a 1986
Posição: Lateral-direito
Jogos: 50 (25 v, 15 e, 10 d)
Gols: 8
Expulsões: 2
O folclórico lateral Perivaldo, o popular “Peri da Pituba”, era a grande atração do Botafogo no início dos anos 80. Depois, foi jogar no Palmeiras até que, no início de 1984, Castor de Andrade contratou o polêmico baiano para o Bangu pela quantia de 100 milhões de cruzeiros. Naquele mesmo ano, num jogo contra a Seleção da Tailândia, o lateral chegou a marcar três gols, na vitória alvirrubra por 4 a 0. Eis que, em 1985, Perivaldo se contundiu numa partida contra a Desportiva, pelo Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão. Sua recuperação foi lenta. E mesmo após os médicos dizerem que ele já estava curado, Perivaldo continuava alegando que sentia dores e que queria ser operado. Ficou de fevereiro a dezembro sem jogar e Castor chegou a ameaçar de deixá-lo sem salário, recebendo pelo INSS. Voltou nas finais do Campeonato Carioca, mas logo encerraria a carreira, no próprio clube, no ano seguinte. Faleceu em 2017, aos 64 anos.


PERY
Nome: José Gonçalves Pery
Período: 1927
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 1 (1 d)
Gols: -
Pery disputou apenas uma partida, válida pelo Campeonato Carioca de 1927, contra o Botafogo. Foi substituído por Nonô e nunca mais teve outra chance entre os titulares.


PESTANA
Nome: Alexandre Souza Dias
Período: 1992 a 1993
Posição: Meio-campo
Jogos: 59 (23 v, 21 e, 15 d)
Gols: 2
Vindo do Itaperuna, o meia Pestana disputou duas temporadas pelo Bangu. Nunca foi um grande destaque, mas era um jogador guerreiro. De Moça Bonita foi jogar no América (SP).


PETER
Nome: Peter dos Santos Barbosa Júnior
Período: 2016
Posição: Lateral-direito
Jogos: 6 (2 v, 1 e, 3 d)
Gols: -
Vindo do Nacional (AM), Peter foi mais um jogador que fracassou no Bangu, durante a fraquíssima campanha na Copa Rio de 2016.


PHILIPPE
Nome: Philippe Guimarães
Período: 2012 a 2015
Posição: Volante
Jogos: 7 (4 v, 2 e, 1 d)
Gols: -
Emprestado pelo Botafogo para a Copa Rio de 2012, o volante Philippe – apelidado de “PH” – fez apenas quatro jogos com a camisa alvirrubra naquela competição. Depois saiu, rodou por vários clubes e quando estava no Angra dos Reis, retornou ao Bangu para a Copa Rio de 2015.


PIÃO
Nome: Luís Carlos Rodrigues Campos
Período: 1992
Posição: Atacante
Jogos: 32 (15 v, 11 e, 6 d)
Gols: 15
Vindo do América de Três Rios, Pião era uma esperança de gols para que o Bangu subisse para a 1ª divisão do Campeonato Brasileiro. Estreou marcando 5 gols diante do time angolano do Sagrada Esperança, em amistoso. Mas, durante o Brasileirão da 2ª Divisão, balançou as redes apenas duas vezes. Como os resultados não foram os esperados, Pião foi devolvido a Três Rios ao final da temporada de 1992.


PICHIM
Nome: Henrique Pichim Filho
Período: 1938 a 1939
Posição: Meio-campo
Jogos: 63 (22 v, 11 e, 30 d)
Gols: -
Expulsões: 1
Vindo do São Cristóvão, o meia Pichim disputou duas temporadas com a camisa do Bangu. Valorizado, acabou indo para o Flamengo em 1940.


PINGO
Nome: Paulo Rogério da Silva
Período: 1985
Posição: Meia-atacante
Jogos: 47 (25 v, 18 e, 4 d)
Gols: 11
Pingo era um dos maiores destaques do Campo Grande nos anos 80. Foi emprestado ao Bangu para o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão de 1985. Não era o titular, mas sempre que entrava costumava marcar gols. Na decisão, contra o Coritiba, entrou no lugar de João Cláudio e, pelo menos, converteu sua cobrança na hora das penalidades. Ao término da competição, quando o Bangu quis comprar o atleta, o Campo Grande supervalorizou seu passe, pedindo 300 milhões de cruzeiros. Castor de Andrade não aceitou e Pingo voltou definitivamente para Ítalo Del Cima. Depois, foi jogar no Espinho, de Portugal.


PINGO
Nome: Tarcísio Lopes da Silva
Período: 2019
Posição: Atacante
Jogos: 5 (2 v, 1 e, 2 d)
Gols: 1
Vindo do CSA, o atacante Pingo atuou pouco pelo Bangu. Chegou a fazer um golaço diante da Cabofriense, mas logo a diretoria anunciou que o jogador recebera uma proposta irrecusável de um time chinês. Era rebate falso. Pingo realmente deixou o Bangu, mas foi atuar no Confiança, de Sergipe.


PINGUELA
Nome: João Paulo de Oliveira
Nascimento: 24/6/1928       Falecimento: 13/5/2006
Período: 1948 a 1954
Posição: Meio-campo
Jogos: 181 (93 v, 33 e, 55 d)
Aproveitamento: 60%
Gols: 2
Expulsões: 1
Estreia: Bangu 4 x 2 Flamengo (28/3/1948)
Despedida:Bangu 7 x 1 Taubaté (1/5/1954)
Trazido pelo técnico Ayrton Moreira, que o comandava no Metalusina de Barão de Cocais, Pinguela estreou no Bangu justamente na estreia do estádio de Moça Bonita, ajudando o time a vencer o Flamengo por 4 a 2, naquele ano de 1948.
Meia de características defensivas, inicialmente Pinguela formou uma linha média com Guálter e Irani.
O mineiro passou também a figurar no folclore do Bangu ao ameaçar cobrar um escanteio e chutar a bandeirinha de escanteio, em um jogo em Moça Bonita.
Manteve-se como titular até o Campeonato Carioca de 1951, quando a vinda de Ruy Campos, do São Paulo, fez o meia esquentar o banco de reservas pela primeira vez. Com isso, ficou de fora dos jogos decisivos contra o Fluminense.
Depois disso, nunca mais conseguiu realizar uma longa sequência de jogos entre os titulares. Mesmo assim, ficou no clube até meados de 1954, quando foi negociado com o Fluminense de Feira de Santana.
Atuou também pelo Vitória, Bahia, Náutico e encerrou a carreira no Itabuna.
Ao pendurar as chuteiras, virou treinador de sucesso nas equipes nordestinas, principalmente em Alagoas, onde ganhou vários títulos estaduais.


PINTADO
Nome: Adhemar Nunes Freire
Período: 1940
Posição: Goleiro
Jogos: 1 (1 d)
Gols sofridos: 3
Ex-goleiro do Botafogo e do Madureira, o cearense Pintado defendeu o arco do Bangu apenas uma vez, num amistoso contra o próprio Madureira. Levou três gols de Isaías e acabou não ficando no alvirrubro.


PIPICO
Nome: Wesley Henrique Lima Silva e Silva
Período: 2010 a 2011
Posição: Atacante
Jogos: 48 (21 v, 10 e, 17 d)
Gols: 18
Expulsões: 1
Vindo do time do Floresta de Cambuci para a disputa do Campeonato Carioca de 2010, Pipico começou na reserva de Sassá e Somália, mas logo foi conquistando seu espaço. Habilidoso, rápido, driblador, Pipico viveria seu auge na disputa da Copa Rio, quando o Bangu foi vice-campeão. Em 2011, continuou sendo uma promessa, apesar de marcar poucos gols e desperdiçar inúmeras oportunidades durante os jogos. Ao término do Carioca teve seu passe comprado por empresários, que o repassaram ao Macaé.


PITICO
Nome: Ronaldo Barsotti de Freitas
Período: 1979
Posição: Meio-campo
Jogos: 4 (4 d)
Gols: -
Revelado pelo Santos, Pitico nunca teve muito espaço na Vila Belmiro. Por isso, era sempre emprestado a outros clubes. Estava na Internacional de Limeira quando veio para Moça Bonita por sugestão do técnico Duque. No Bangu, chegou fora do peso – usava uma cinta por baixo do uniforme para disfarçar a barriga - fez apenas quatro jogos, não venceu nenhum e logo foi liberado, indo jogar no Marcílio Dias (SC).


PLÁCIDO
Nome: Plácido de Assis Monsores
Nascimento: 4/10/1912       Falecimento: 2/7/1977
Período: 1931 a 1945
Posição: Atacante
Jogos: 116 (52 v, 22 e, 42 d)
Aproveitamento: 53%
Gols: 51
Expulsões: -
Estreia: Bangu 0 x 3 Fluminense (1/5/1931)
Despedida:Bangu 4 x 0 Madureira (17/11/1945)
Muito franzino. Era assim que Plácido era visto no Bangu no início dos anos 30. Por isso, apesar de bom de bola, o garoto de 19 anos teve apenas uma chance na temporada de 1931, em um amistoso contra o Fluminense.
Em 1932, continuava magrinho, mas já era escalado em alguns jogos do Campeonato Carioca e começou a marcar seus gols.
Sua sorte foi que em 1933 o futebol se profissionalizaria. O Bangu passou a dar mais atenção a seus atletas. Por determinação do Tenente Jayme Mathias Ricão, Plácido passou a ter refeições reforçadas no Chalé dos Ingleses, a concentração do time.
Plácido era um valor indispensável. Atuou em todos os 10 jogos da campanha do título carioca de 1933 e marcou nada menos que 7 gols. Estava consagrado. Era o cérebro do ataque banguense. Na decisão, contra o Fluminense, anotou o terceiro gol da goleada de 4 a 0.
Valorizado, permaneceu no clube em 1934, mas a pressão do América para comprar o jogador surtiu efeito no segundo semestre de 1935. No time de Campos Sales, voltou a ser campeão carioca, anotando 9 gols em 7 jogos.
Segundo a revista Carioca, “Plácido jogou no Bangu durante três anos [profissionalmente]. Ordenado: 300 mil réis. Não recebia luvas. Resultado financeiro da atuação nas fileiras banguenses: 10 contos e 800 mil réis. Mal dava para viver... No América, a situação apresentou ligeira melhoria. Recebeu 2 contos de luvas. Dão-lhe um ordenado mensal de 600 mil réis”.
Assim como foi ídolo no Bangu, tornou-se jogador símbolo do América. Plácido, no entanto, voltaria a vestir a camisa alvirrubra na temporada de 1945, quando já tinha 32 anos.
Como o time não vinha bem, a diretoria demitiu o técnico Salvador Perini e sugeriu que Plácido comandasse a equipe durante o Campeonato Carioca. O craque aceitou o desafio, mas não deixou de jogar, sendo treinador de dentro de campo.
Em 1946, assinou contrato com o Madureira, e foi treinar o time de Conselheiro Galvão, desta vez, sem calçar as chuteiras.
Voltaria ao Bangu nos anos 60 para ser um vitorioso treinador, vice-campeão carioca em 1964 e 1967.


PLÍNIO
Nome: Plínio de Souza Barbosa
Nascimento: ??/??/1896      Falecimento: 12/8/1956
Período: 1926 a 1932
Posição: Ponta-direita
Jogos: 140 (63 v, 18 e, 59 d)
Aproveitamento: 51%
Gols: 44
Expulsões: 1
Estreia: Bangu 2 x 1 Vila Isabel (28/3/1926)
Despedida:Bangu 1 x 1 Botafogo (14/8/1932)
Plínio chegou ao Bangu com 29 anos. Antes tinha jogado pelo Sport Club Rio de Janeiro, equipe da 2ª divisão carioca, situada na Rua Moraes e Silva, no Maracanã. Neste time, atuava como centro-médio. O clube, porém, estava em vias de extinção e iria encerrar suas atividades no fim de 1922. “Serei riojaneirense até depois do clube cerrar as portas” – teria dito. No entanto, em 1923, fez sua inscrição numa nova equipe, o Modesto, de Quintino e em 1925, jogou pelo Fidalgo, de Madureira. Em 1926, chegou a preencher a ficha para atuar pelo Esperança, do Marco Seis, mas o Bangu foi mais rápido.
Naquela época, um jogador com essa idade já era tratado como um veterano, mas o alvirrubro precisava se renovar da péssima campanha no Campeonato Carioca de 1925.
Para 1926, Plínio, Fausto, Arnô, Bahiano e Ladislau eram as principais novidades no Bangu, que conseguiria melhorar sua posição, terminando o ano em 4º lugar.
Versátil, Plínio podia atuar como centroavante ou ponta-direita, e era também o cobrador oficial de pênaltis da equipe.
Na temporada de 1930, depois de faltar a um jogo contra o Syrio Libanez, Plínio foi punido pela diretoria, deixando de ser titular absoluto no Bangu e passando a atuar pelo 2º time. Quando voltou ao elenco principal, em 1931, dividia a ponta-direita com Buza, e às vezes, revezava-se no ataque com Médio. Até que, em 1932, quando já tinha 35 anos, resolveu encerrar a carreira. Não quis esperar pela profissionalização do futebol, que ocorreria no ano seguinte. Preferia ser lembrado como um verdadeiro atleta amador.
Faleceu no próprio bairro em 1956, no mesmo instante em que o Bangu entrava em campo para jogar com o São Cristóvão, em Moça Bonita. Um domingo de dia dos pais.


POLICARPO
Nome: Orlando Policarpo
Período: 1946
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 1 (1 v)
Gols: -
Ponta dos juvenis, Policarpo atuou entre os profissionais uma única vez, num amistoso contra o Barra Mansa, em 1946.


POLOZI
Nome: José Fernando Polozzi
Período: 1984
Posição: Zagueiro
Jogos: 33 (17 v, 12 e, 4 d)
Gols: 1
Expulsões: 1
Grande nome na zaga da Ponte Preta e do Palmeiras, Polozi veio para o Bangu, em 1984, quando estava jogando no Botafogo de Ribeirão Preto. Com a camisa alvirrubra, foi campeão da President´s Cup, na Coréia do Sul, e formou dupla de área com Jair. Em 1985, preferiu voltar ao Parque Antártica, perdendo a chance de disputar o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão pelo Bangu.


POPÓ
Nome: Nelson Leal Ferreira
Período: 1935
Posição: Ponta-direita
Jogos: 2 (1v, 1 d)
Gols: -
Ex-jogador do Andarahy, Popó estava no Fluminense quando veio para o Bangu. Mas, disputou apenas dois amistosos no início da temporada de 1935.


POSSATO
Nome: Elpídio Possato
Período: 1940
Posição: Meio-campo
Jogos: 20 (5 v, 1 e, 14 d)
Gols: -
Expulsões: 1
Depois de defender durante muitos anos as cores do América (RJ), Possato veio para o Bangu disputar a temporada de 1940. O time não foi nada bem e, no ano seguinte, ele não estava mais nos planos da diretoria.


POUBEL
Nome: Leonardo Poubel de Castro
Período: 2016
Posição: Atacante
Jogos: 1 (1 e)
Gols: -
Cria do próprio clube, Poubel estreou entre os profissionais numa partida contra o Resende, válida pela Copa Rio de 2016.


PRADO
Nome: Antônio Francisco Bueno do Prado
Período: 1968
Posição: Atacante
Jogos: 21 (6 v, 6 e, 9 d)
Gols: 3
Grande nome na história do São Paulo, clube onde marcou 122 gols, Prado estava no Corinthians e veio para Bangu na mesma transação que levou Paulo Borges para o clube alvinegro. Em Moça Bonita, não rendeu quase nada. Fez um único jogo marcante: anotando os dois gols de uma vitória sobre o Fluminense (2 x 0), pelo Campeonato Carioca de 1968. Faleceu em 2017, aos 77 anos, vítima de câncer.


PRINCESA
Nome: Waldemar Fausto dos Santos
Período: 1928
Posição: Goleiro
Jogos: 12 (6 v, 2 e, 4 d)
Gols sofridos: 24
Goleiro do Campo Grande, Princesa destacou-se repentinamente quando, em uma excursão a São Paulo - onde sua equipe venceu por 5 a 0 - fechou a meta e foi o destaque da partida. Passou, então, a ser disputado pelos clubes da 1ª divisão. O Bangu saiu na frente e trouxe o grande goleiro para a Rua Ferrer. Princesa ganhou destaque logo após sua estréia, quando o alvirrubro goleou o Flamengo por 4 a 0 e os jornais elogiaram sua atuação. Mas o tempo viria a desmentir os jornais. Princesa passou a jogar de “corpo mole”, tomar gols fáceis e prejudicar o Bangu no Campeonato, tudo isso porque desejava trocar o alvirrubro pelo Syrio Libanez. Após um empate com o Sport Club Brasil, em que falhou nos dois gols do adversário, Princesa foi demitido do Bangu, sendo chamado de “elemento pernicioso” pelos diretores alvirrubros.


PRINCESA
Nome: Juvercindo dos Santos
Período: 1948 a 1949
Posição: Goleiro
Jogos: 24 (15 v, 4 e, 5 d)
Gols sofridos: 41
Vinte anos depois do primeiro “Princesa”, o Bangu voltou a ter um goleiro com o mesmo apelido. Disputou jogo a jogo a posição com Orlando e acabou vencendo a briga. Porém, com a chegada de Luiz Borracha, em 1949, Princesa teve que aceitar ficar na reserva. Posteriormente, foi emprestado ao Madureira.


PROCÓPIO
Nome: -
Período: 1951
Posição: Zagueiro
Jogos: 7 (4 v, 1 e, 2 d)
Gols: 2
Expulsões: 1
Zagueiro vindo do América de Recife, Procópio disputou apenas o Torneio Municipal de 1951 pelo time principal, aproveitando-se da excursão dos titulares à Europa. Fato raro para um jogador de defesa daquela época, Procópio chegou a marcar dois gols. Em 1952, foi emprestado ao São Cristóvão. Em 1953, foi levado pelo técnico Ondino Viera para o Palmeiras, onde teve menos chances ainda.