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Vitória 9 de janeiro de 1944

Jogando a convite do governador

Vitória, no Espírito Santo, dista 533 quilômetros do Rio de Janeiro. Mesmo assim, até 1944 não era comum o Bangu se apresentar por lá. Tínhamos ido uma vez, em 1926, para nunca mais. Até que o governador do Estado, o Capitão do Exército, João Punaro Bley, convidou o alvirrubro para realizar sua pré-temporada na capital capixaba.


Estádio Governador Bley, em Vitória.

Curioso pensar o porquê de um governador convidar o Bangu para passar uma estadia em sua cidade. O fato é que João Punaro Bley inaugurara em Vitória, em 1936, um estádio que levava o seu nome, e tinha muita simpatia pelo Bangu por ter jogado pelo clube quando ainda era um simples estudante da Escola Militar de Realengo, em 1919.

Na época, o jovem João Bley chegou até a fazer uma partida pelo time principal, válida pelo Campeonato Carioca, substituindo o ídolo Patrick Donohoe.

Em 1944, foram apenas dois jogos, mas de boa repercussão na imprensa local. Quando o alvirrubro derrubou o Vitória – campeão capixaba de 1943 – por 3 x 1, passou a ser favorito para ganhar também do clube mais popular do estado: o Rio Branco, campeão em 1942.

A partida, marcada para um domingo, 9 de janeiro de 1944, foi bem mais emocionante do que a estreia. O Rio Branco fez jogo duro e o Bangu venceu pela margem mínima: 3 x 2.

O destaque do jogo foi o novato Moacir Bueno - um atacante que surgiu no clube em 1943. Moacir marcou dois gols e o Bangu pôde voltar para o Rio de Janeiro exibindo um belo saldo de duas vitórias, apesar da pouca importância que a imprensa carioca deu à excursão.

Foi árbitro da partida o polêmico Carlos Gomes Potengy, um sargento do Exército, que tinha sido expulso do quadro de arbitragem da Liga de Futebol do Rio de Janeiro em 1937, após tentar agredir – junto com outros quatro companheiros de farda - dois jogadores do Botafogo, em uma emboscada armada em plena Rua Paysandu.

Pena que a pré-temporada não tenha servido muito para as competições locais, afinal os times do Espírito Santo não se comparavam ao poderio dos times do Rio de Janeiro. Tanto no Torneio Municipal, quanto no Campeonato Carioca, o Bangu terminou apenas em 8º lugar entre 10 participantes.

Se não foram testes válidos, os jogos serviram ao menos para que o governador matasse a saudade de ver seu time predileto em ação.


     
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