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14/05/1998 - BANGU 0 x 1 VASCO

FICHA TÉCNICA
Competição:
Campeonato Carioca
Local:
Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho
Público:
1.266 pagantes
Alex, Roberto Teixeira, Leonardo, Naílton e Flavinho; Marcão, Humberto, Edílson e Renatinho (Wellington) (Marcelo Cardoso); André Biquinho e João Rodrigo (Paulo Andrade)
Técnico: Alfredo Sampaio
Márcio, Vítor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Válber, Nasa, Vágner (Juninho) e Pedrinho; Luizão (Luís Cláudio) e Donizete (Mauricinho)
Bangu 0 x 1: Mauro Galvão, aos 48min do 2º tempo

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Mauro Galvão dá título ao Vasco
Fo
nte: Jornal do Brasil

Gol do zagueiro aos 48min garante a vitória sobre Bangu e título antecipado

O Vasco jogou mal, as luzes em Moça Bonita foram apagadas 44min do segundo tempo, mas força e o talento do time de São Januário - encarnadas pelo capitão Mauro Galvão - foram suficientes para garantir a vitória de 1 a 0 sobre o Bangu e o título estadual por antecipação - isso se a Federação confirmar na próxima quinta-feira o duplo WO do Fla-Flu de anteontem. O zagueiro que boa parte da torcida gostaria de ver na Seleção Brasileira aproveitou um passe de cabeça de Juninho, driblou o goleiro Alex e tocou para o fundo das redes, num gol limpo e merecido. Os dirigentes do Bangu ameaçaram tirar o time de campo, mas bom senso prevaleceu o futebol carioca ficou livre de mais esse vexame.

Antes da partida o clima em Moça Bonita era tão festivo que até o geralmente contido presidente vascaíno Antônio Soares Calçada estava falante - e abusava da ironia na hora de falar de seus adversários. "Vou mandar fazer três faixas extras de campeão para os presidentes de Flamengo, Fluminense e Botafogo", disse.

O jogo: Com a bola rolando, o time vascaíno parecia mais preocupado com o julgamento na Federação _ que definia se haveria ou não um novo jogo contra o Botafogo - do que com o Bangu. A falta de concentração da equipe acabou propiciando ao Bangu a primeira boa oportunidade do jogo, através de André Biquinho, que chutou rente à trave direita do goleiro Márcio - que substituiu Carlos Germano, que teve diarréia e foi vetado pela comissão técnica.

Donizete perdeu boa chance para o Vasco logo aos 3min do segundo tempo, mas o Bangu voltou a equilibrar as ações ainda no primeiro terço da segunda etapa. Aos 18min, Felipe se desentendeu com Edílson e os dois foram expulsos.

A possibilidade de conquistar o título com uma vitória parece que pesou demais sobre os jogadores vascaínos, que não conseguiam esconder seu nervosismo. Só que aos 26min, Marcão (que já havia recebido um cartão amarelo) foi expulso depois de agarrar Pedrinho - mas o Vasco não soube aproveitar vantagem. Aos 44min, quando a partida parecia decidida, as luzes se apagaram em Moça Bonita. Quando a bola voltou a rolar, coube a Mauro Galvão trazer alguma luz a um campeonato tão sombrio.

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Acima de qualquer suspeita
Fo
nte: Jornal do Brasil (16/05/1998)

Quando os nove jogadores do Bangu se recusaram a sair de campo depois do gol do Vasco comecei a descobrir onde estava a dignidade do nosso futebol. O primeiro sinal me fora dado um pouco antes, quando Mauro Galvão marcou o gol do título do Vasco.

Alegando um impedimento que não houve, o presidente do Bangu, Rubens Lopes, queria que seus jogadores saíssem de campo. Mais calmos, ponderados e profissionais, eles afastaram o presidente e jogaram dignamente o minuto que faltava.

Eis o detalhe que escapou de alguns dirigentes. Os jogadores querem jogar, indiferentes às manobras de bastidores. Eles sabem que na maioria das vezes vence o melhor seja qual for a ordem dos jogos.

E ninguém pode negar que o Vasco tem melhor time e, sobretudo, melhor estrutura. A resposta veio através dos jogadores. O gol do título foi de Mauro Galvão, um profissional acima de qualquer suspeita.

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O goleiro do Bangu, Alex, tem um estranho hábito. Faz auto crítica durante o jogo, sempre em voz alta. Se consegue uma boa defesa diz: "Boa, Alex, você é muito bom". Se falha em uma jogada grita: "Presta atenção, você está fazendo bobagem".

Na noite de quinta-feira, depois da volta da iluminação, o árbitro Ubiraci Damásio disse que ia conversar com os goleiros para saber se havia condições de continuar o jogo, e ao ser abordado por um repórter, Alex respondeu de imediato: "Nós vamos jogar, nós queremos jogar!". É bom lembrar que o Bangu jogava com nove contra dez.

Se Alex me permite uma intromissão em seu diálogo pessoal, quero dar um palpite: você é bom, Alex, porque tem coragem e caráter. É o líder de um grupo de bons jogadores que formaram um time melhor do que alguns grandes que se negam a jogar.

     
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