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Moça Bonita 27 de fevereiro de 1999

Propaganda enganosa


Renato Gaúcho – à paisana – e os demais atletas do elenco banguense: muito pouco para chegar ao título em 1999.

Castor de Andrade sempre disse que voltaria a investir alto no Bangu em 1999. Infelizmente, o Patrono faleceu em 1997, deixando o clube desamparado para cumprir a saga dos 33 anos. Campeão carioca em 1933 e em 1966, faltou completar a trilogia com o título de 1999.

A diretoria da época, sem dinheiro, fez uma aposta de marketing trazendo Renato Gaúcho para jogar em Moça Bonita. Aposentado há seis meses, o atacante até tentou entrar em forma para defender as cores alvirrubras, mas sucumbiu às delícias da churrascaria que o patrocinava e nunca chegou à velha forma.

O salário de Renato era “simbólico”: 5 mil reais por mês, mas sua passagem pelo Bangu foi tão rápida, que ele nem recebeu nada.

Logo na pré-temporada, realizada no Sul de Minas, onde cada amistoso do Bangu valeria 2 mil reais, com Renato em campo, a cota subiu para 8 mil reais. Foram dois jogos e duas vitórias sobre o São Lourenço (4 x 0) e o Itajubá (3 x 0).

A “parceria” começou em fins de janeiro de 1999 e, além da bem sucedida pré-temporada, o marketing do clube funcionou mais uma vez. Foi lançada a campanha: “Em 99 o Bangu vai entrar para ganhar”. Mais que isso, foi marcado um amistoso festivo contra uma Seleção Carioca. Segundo Renato, o “amigo” Maradona seria convidado para atuar com a camisa alvirrubra – fato que nunca se concretizou, mas foi muito alardeado pelos jornais.      

A imprensa também falava sobre o longo trajeto que o atleta teria que percorrer entre a Barra da Tijuca, onde morava, até o campo do Bangu. Qualquer torcedor suburbano, para ir à praia, sabia fazer o caminho inverso, sem se perder. Para poupar Renato do esforço, foi permitido que o craque treinasse separadamente numa academia, vindo a Bangu somente para os coletivos.

Se no início, o técnico Alfredo Sampaio admitia até armar um esquema especial para aproveitar o atacante, após certo tempo ele perdeu a paciência com Renato e foi o principal responsável pela saída do craque no final de março:


Renato Gaúcho e a mística dos 33 anos: muito pouco para o Bangu conseguir ir longe em 1999.

“Estou com problemas particulares e não vou conseguir me dedicar ao Bangu como o clube merece. Prefiro sair agora do que me arrepender depois” – foi a resposta diplomática de Renato ao jornal O Globo, em 31 de março de 1999.

Sem Renato, o ataque banguense ficou nos pés de André Biquinho e Fabiano Silva. Decepcionante. Entre dez participantes, o time ficou em nono lugar no Campeonato Carioca. Com Renato, talvez não fosse muito diferente...

A estreia de Renato em Moça Bonita ocorreu no amistoso festivo contra uma seleção armada às pressas. Em vez de uma forte equipe com os melhores jogadores do Rio de Janeiro, o que se viu foi um combinado de amigos veteranos do craque, como Aílton, Gaúcho e Charles Guerreiro. Para comandá-lo, o técnico escolhido foi Valdir Espinosa, campeão do mundo com o Grêmio em 1983. Com tanta facilidade, o Bangu acabou vencendo por 2 a 1 e Renato ainda marcou um gol.

O Bangu fez 1 a 0 no 1º tempo, com o meia Marcelo Cardoso. Renato Gaúcho ampliou para 2 a 0 no 2º tempo. A eufórica bandinha saudou o gol do atacante de 36 anos com o hit da época: “Erguei as mãos”, do padre Marcelo Rossi.

Depois de balançar as redes, Renato pediu para ser substituído. Estava visivelmente cansado e incomodado com a temperatura de 28 graus – amena em se tratando do mês de fevereiro, em Bangu.

Sem o “capitão” em campo, o alvirrubro sofreu um gol da Seleção Carioca, de autoria de outro Renato, ex-jogador do América e do Botafogo.


Renato Gaúcho faz pose para o cabeceio. No total, fez apenas cinco jogos e três gols em amistosos.

A frase

No caminho para o clube, observo as moças nas calçadas. Existe muita mulher bonita em Bangu.

Renato Gaúcho

     
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