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16/06/2002 - FLUMINENSE 0 x 0 BANGU

FICHA TÉCNICA
Competição:
Campeonato Estadual - Semifinal
Local:
Maracanã
Renda:
R$ 145.700
Público:
14.504 pagantes
Árbitro:
Reinaldo Ribas (RJ)
Murilo, Flávio, Maurício Fernandes, Régis e Junior César; Marcão, Fabinho, Roberto Brum (Carlos Alberto) e Marco Brito (Roni); Magno Alves e Agnaldo
Técnico: Robertinho
Eduardo; Wellington, Cleberson, Rogério e Marquinhos; Hélder, Bruno Lazaroni (Beto), Renatinho e Zada; Fabiano (Léo) e Jefferson (João Rodrigo)
Técnico: Miguel Ferreira
Hélder, Bruno Lazaroni, Renatinho, Cléberson (Bangu); Roberto Brum, Magno Alves, Fabinho, Roni, Maurício Fernandes, Junior César (Fluminense)
Agnaldo (Fluminense); Marquinhos, Eduardo, Cléberson, Hélder (Bangu)
Gol anulado do goleiro Eduardo e depoimento do repórter Wagner Menezes - (Rádio Tupi)

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Flu elimina Bangu em partida que termina com confusão
Fo
nte: Lancepress!

Bangu abandona o campo e Fluminense garante a vaga na final com o empate em 0 a 0

Em partida que o Bangu abandonou o campo no último minuto da prorrogação inconformado com a anulação de um gol do goleiro Eduardo, o Fluminense garantiu sua classificação para a final do Campeonato Estadual com o empate de 0 a 0 neste domingo no Maracanã. Assim, o Tricolor começa a decidir a competição na próxima quarta-feira contra o Americano, que eliminou o Friburguense. O Flu pode conquistar seu primeiro título no ano de seu centenário.

O início da partida já mostrava o que seria o primeiro tempo para o Fluminense. Com menos de 30 segundos de bola rolando, o Bangu foi ao ataque e já conseguiu o primeiro escanteio.

Renatinho era o mais perigoso pelo lado banguense, com seus fortes chutes. Depois de obrigar Murilo a fazer duas boas defesas aos seis e dez minutos, o meia acertou a trave do goleiro tricolor aos 14.

Do outro lado, o goleiro Eduardo não era incomodado pelos atacantes do Flu que erravam muitos passes e não conseguiam se aproximar da área banguense. Irritados, os torcedores passaram a vaiar a equipe tricolor.

No lance mais perigoso do Fluminense na primeira etapa, Flávio cobrou falta aos 37 e Eduardo defendeu com dificuldade, em dois tempos. Assim, os tricolores foram para o vestiário debaixo de protestos da torcida que compareceu em número regular ao Maracanã.

O Fluminense voltou para o segundo tempo usando o mesmo expediente que o Bangu utilizara na primeira etapa e, aos vinte segundos, já começou assustando. Agnaldo recebeu sem marcação, mas chutou em cima de Eduardo.

Aos cinco minutos, Marco Brito disputou bola na área e foi ao chão para desespero dos tricolores que pediram pênalti, com o árbitro mandando o jogo seguir.

A partida então começou a ficar mais violenta, com os jogadores das duas equipes parando as jogadas com faltas, às vezes desleais. Aos 20, após confusão generalizada em campo, o atacante tricolor Agnaldo e o lateral-esquerdo banguense Marquinhos foram expulsos.

Depois de reiniciado o jogo, o Bangu quase saiu na frente aos 23, com Zada que chutou forte de fora da área, com a bola saindo à direita do goleiro Murilo.

Os dois times pareciam cansados e conformados em levar a partida para a prorrogação, já que não mostravam forças para atacar. Mesmo assim, o zagueiro Maurício Fernandes quase deu a vitória para o Flu no tempo normal ao completar falta cobrada na área do Bangu aos 46, e acertar o travessão do goleiro Eduardo.

Com o 0 a 0 ao final dos noventa minutos, a partida se encaminhou para a prorrogação. E logo aos três minutos do primeiro tempo, Régis, de cabeça, quase marcou para o Flu. A resposta banguense veio aos 12 com Renatinho que chutou cruzado para boa defesa de Murilo.

Precisando vencer, o técnico colocou os descansados Beto e Léo nos últimos quinze minutos para tentar superar a marcação adversária. Mas quem quase marcou foi o Flu com Roni aos nove minutos. O atacante tricolor dominou dentro da área e bateu cruzado, mas Eduardo salvou o Bangu.

O goleiro banguense ainda protagonizou o lance que gerou toda uma confusão no fim da partida. Aos 14 do segundo tempo, Eduardo foi para a área tricolor e subiu para marcar de cabeça, de acordo com informações da Rádio Tupi. O árbitro anulou o gol, alegando toque de mão, e o expulsou, iniciando uma grande confusão que culminou com a expulsão de Hélder e Cléberson.

Revoltado com a arbitragem, o time do Bangu deixou o campo antes do reinício da partida, a mando de seu presidente Rubem Lopes.

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Flu vai à final sob polêmica
Fo
nte: JB On Line

Bangu reclama de gol anulado no final da prorrogação no empate em 0 a 0

Num jogo em que o Bangu retirou-se de campo, depois de se sentir prejudicado com a anulação de um gol marcado pelo goleiro Eduardo, aos 14min do segundo tempo da prorrogação, o Fluminense assegurou uma vaga nas finais Campeonato Estadual, contra o Americano, ao empatar em 0 a 0. A decisão será em dois jogos, o primeiro deles na quarta-feira, no Maracanã.

A partida de ontem foi dramática, com o Bangu apresentando bom futebol e sempre ameaçando o gol tricolor. Com 10 minutos de jogo, Renatinho, do Bangu, com chutes fortes e precisos, já tinha obrigado Murilo a fazer duas defesas difíceis. Aos 14min, acertou a trave. Enquanto isso, o goleiro Eduardo não era ameaçado, o que só veio a ocorrer numa cobrança de falta de Flávio, aos 37min.

No segundo tempo, o Fluminense ofereceu mais perigo e reclamou um pênalti não marcado, aos 5min. Mas a partida foi ficando violenta, com faltas desleais de ambos os lados. Aos 20min, num empurra-empurra generalizado no meio de campo, o atacante tricolor Agnaldo e o lateral-esquerdo do Bangu foram expulsos. Depois disso, os times deram a impressão de estarem se poupando para jogar o tempo extra.

Na prorrogação, o Fluminense, que jogava pelo empate, esteve mais próximo do gol, com Régis e Roni desperdiçando boas chances. No minuto final, o goleiro do Bangu Eduardo foi para a área tricolor tentar o gol, numa cobrança de córner, e conseguiu. Mas o juiz Reinaldo Ribas anulou a jogada, alegando toque de mão de Eduardo, que acabou expulso, assim como Hélder e Cléberson. Houve tumulto em campo, com intervenção da PM.

Os jogadores do Bangu saíram de campo e se recusaram a jogar. Os dirigentes do clube exibiram para a imprensa a gravação do lance, garantindo que o gol de Eduardo havia sido legítimo. Um radialista da rádio Tupy, que teve acesso à fita, disse no ar que não houve mão. O superintende Cláudio Garcia disse que o Bangu mais uma vez tinha sido ''garfado pelo Fluminense'', numa alusão à final de 1985, quando, segundo o dirigente, o juiz José Roberto Wright teria deixado de marcar um pênalti a favor do Bangu no final do jogo.

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VERGONHA NO MARACANÃ

Reprodução de TV (Jornal Extra)
O goleiro do Bangu, Eduardo, toca de cabeça para o gol

Juiz erra e tira o Bangu da final
Fo
nte: O Globo On Line (Fábio Juppa)

No dia em que completava 52 anos, o Maracanã merecia uma festa digna, com belas jogadas e, se possível, gols que celebrassem com louvor o aniversário do palco mais nobre do futebol brasileiro. Fluminense e Bangu, que disputavam uma das semifinais do Campeonato Estadual, não conseguiram nem uma coisa nem outra. Aliás, o Bangu, que precisava da vitória para chegar à final, até conseguiu. Aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação - nos 90 minutos a partida terminou 0 a 0 - o goleiro Eduardo marcou, de cabeça, o gol que garantiria a classificação. O juiz Reinaldo Ribas, porém, anulou o lance, alegando mão inexistente do goleiro e estragou de vez a tarde festiva.

Após a anulação do gol, os jogadores do Bangu cercaram o árbitro e tentaram agredi-lo. O goleiro Eduardo, o zagueiro Cleberson e o cabeça-de-área Hélder foram expulsos. A partir daí, teve início uma grande confusão que fez lembrar a final do Estadual de 1985. Naquela ocasião, o juiz José Roberto Wright ignorou um pênalti claro do zagueiro tricolor Vica em Cláudio Adão, aos 44 minutos do segundo tempo. O título ficou com o Fluminense, que venceu o Bangu por 2 a 1, e Wright teve de deixar o estádio protegido pela polícia.


Vídeo do Bangu mostra que gol de Eduardo foi legítimo

Ontem, quando os ânimos se acalmaram, o presidente do Bangu, Rubens Lopes, ordenou que a equipe se retirasse de campo, embora ainda faltasse um minuto para o fim da prorrogação. O juiz Reinaldo Ribas, então, esperou 30 minutos e, como a equipe de Moça Bonita não retornou, o árbitro decretou o fim da partida. Os acontecimentos serão relatados na súmula, que Ribas tem de entregar até esta tarde na Federação do Rio.

Desde ontem à noite, os advogados do Bangu estudam uma maneira de evitar a realização da primeira partida da final do Estadual, confirmada para quarta-feira, às 20h30m, no Maracanã, entre Fluminense e Americano - que venceu o Friburguense na outra semifinal por 1 a 0. Para isso, eles contam com um vídeo do jogo gravado por uma equipe contratada pela diretoria do clube, no qual fica claro que o gol de Eduardo foi de cabeça.

A idéia do presidente Rubens Lopes é apresentar o vídeo no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Ferj, embora ele mesmo esteja convicto de que o resultado da partida não será modificado:

- Isso nunca aconteceu no Rio e não vai ser agora que acontecerá. Este juiz tinha, sim, que ter a hombridade de reconhecer o erro. Só isso.

O presidente tricolor, David Fischel, também parece estar certo de que o resultado da partida não será modificado. No vestiário do time, após a partida, ele foi enfático:

- O TJD tem de referendar o jogo, porque ele não acabou. Não tenho nenhum receio do que possa acontecer. Fitas não têm valor jurídico e não será agora que vão ter.

Diante de um público de 14.504 torcedores - a maioria absoluta de tricolores - o Fluminense entrou em campo podendo empatar tanto no tempo normal quanto na prorrogação. Escalado com três cabeças-de-área pelo técnico Robertinho, o time jogava em contra-ataques e praticamente não ameaçou o gol do Bangu no primeiro tempo."

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Só podia dar nisso
Fo
nte: O Dia On Line (Marco Senna)

Em jogo tumultuado, com cinco expulsões, Bangu é garfado e Flu garante vaga na final com o Americano

Foto: O Dia On Line
O LANCE em que o árbitro Reinaldo Ribas anulou o gol do goleiro Eduardo. Depois, a PM teve de entrar em campo para evitar agressões ao juiz

Ironia do destino ou não, o Bangu foi mais uma vez 'garfado' num jogo decisivo contra o Fluminense. Ontem, no Maracanã, o time de Moça Bonita teve um gol anulado indevidamente pelo árbitro Reinaldo Ribas, no último minuto da prorrogação, erro que deu ao Tricolor a classificação para a final do 'Caixão-2002', contra o Americano, que venceu o Friburguense, na outra semifinal, por 1 a 0, no Caio Martins.

O juiz alegou que o gol do goleiro Eduardo, que, no desespero, aventurou-se como atacante e deu sorte, teria sido feito com a mão. Mas o teipe do lance mostrou que o gol foi feito de cabeça. Portanto, legal.

A decisão desencadeou a revolta dos banguenses, que cercaram o árbitro, cuja integridade física esteve muito ameaçada - não foi agredido graças à interferência de policiais. Três jogadores do Bangu foram expulsos na confusão (Eduardo, Helder e Cléberson) e o presidente Rubens Lopes decidiu retirar sua equipe de campo. Ele anunciou que apelará ao TJD para tentar anular o jogo.

Mas o Bangu corre contra o tempo, pois o primeiro confronto entre os finalistas, Fluminense e Americano, está marcado já para quarta-feira, às 20h30, no Maracanã (a segunda partida será domingo, às 17h, no mesmo local).

O episódio fez voltar à cabeça dos banguenses o duelo com o mesmo Fluminense, em 85, quando o árbitro José Roberto Wright não deu um pênalti claro de Vica em Cláudio Adão, numa partida também decisiva.

Num jogo sofrível, em que o Tricolor tinha a vantagem do empate nos 90 minutos e na prorrogação, a equipe das Laranjeiras 'cozinhou' a partida, numa clara demonstração de que entrara em campo para empatar. Já o Bangu foi sempre mais perigoso, buscando o gol a todo o instante. Sua persistência acabaria sendo premiada no último minuto da prorrogação, mas Reinaldo Ribas resolveu estragar tudo. Depois de alegar que Eduardo tocara na bola com a mão, o árbitro disse que o goleiro havia empurrado seu marcador. Uma injustiça com o Bangu, o legítimo classificado.

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Eduardo: "O árbitro não sabe nada"
Fo
nte: Jornal dos Sports

Foto: Jornal dos Sports

Um clima de revolta tomou conta do vestiário do Bangu, sobretudo depois que as imagens gravadas por um funcionário do departamento de futebol do clube foram exibidas e houve a confirmação de que o gol marcado pelo goleiro Eduardo foi legítimo.

"O árbitro não sabe nem o que marcou. Primeiro ele disse que eu fiz o gol com a mão, depois ele voltou atrás e marcou falta de ataque. Não houve nem uma coisa nem outra. Levei joelhada nas costas, a bola bateu na minha cabeça e entrou", explicou.

Duro mesmo foi conseguir esquecer o lance que tirou o Bangu das finais do Supersupercampeonato Estadual, contra o Americano. Eduardo estava visivelmente chateado, mas, ao contrário dos dirigentes, não acreditava numa possível armação.

"Prefiro não acreditar nisso, senão acabarei encerrando a carreira. Já vi coisas estranhas acontecerem contra clubes de menor expressão, mas é difícil aceitar isso. Quero acreditar que foi apenas outro erro de arbitragem", completou o goleiro.

A preocupação agora é com o que o árbitro Reinaldo Ribas relatará na súmula. "Ficou claro que o objetivo dele era ajudar o Fluminense, porque quatro de nossos jogadores foram expulsos. Ele deve inventar uma série de outras coisas, como agressão, para tentar justificar o erro terrível que cometeu", acusou o presidente do Bangu, Rubens Lopes.


Carreira de Ribas está ameaçada

Foto: Lance!

A diretoria do Bangu sabe que mudar o resultado do jogo de ontem é quase impossível. No entanto, baseado nas imagens feitas por um funcionário do clube, o presidente Rubens Lopes está disposto a entrar com um recurso na CBF contra o árbitro Reinaldo Ribas, que, segundo ele, prejudicou seu time.

"É difícil acontecer alguma coisa, mas vamos tentar encerrar a carreira desse árbitro. Ele não tem condições nem para apitar pelada no aterro do Flamengo", queixou-se o dirigente.

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Leia a crônica de Carlos Molinari sobre este jogo.

     
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